sábado, novembro 29, 2008

Lições práticas de Capitalismo para "Socialistas Democráticos" [3]









Em dia de homilia comunista, recordemos este investimento “fictício” de 5.000 € em acções do PSI20. Mesmo em período grande instabilidade nos mercados financeiros, podemos verificar que a carteira valorizou 17,81%. Agora, 49 dias depois, aos 5.000 € iniciais podemos adicionar mais 891,75€.

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Blue October - Hate Me

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sexta-feira, novembro 28, 2008

As melhores fotos de George W. Bush [10]

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O blasfemo

O Vaticano, esse estado poderoso onde habita a Santa Sé e o herdeiro da cadeira do pescador, anunciou esta semana que John Lennon estava perdoado por ter afirmado há quarenta anos atrás que os Beatles eram mais famosos do que Jesus Cristo. Como se John Lennon se importasse ou qualquer ser minimamente esclarecido. Alguém diga àqueles senhores que estamos no século XXI.

Central Park, Nova Iorque

foto: minha

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quinta-feira, novembro 27, 2008

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Foreigner - Urgent

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Sportinguismos [1]

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Yo no creo tampoco en brujas, pero las hay…hay

Após serem conhecidos os resultados das eleições presidenciais norte-americanas – ainda em pleno período de êxtase obamística –, podia-se ler no Insurgente: "Mais cedo ou mais tarde seremos “nós” a defender Obama dos seus actuais apoiantes". Retive de pronto a ideia porque a percepção de "nós", de direita, "mais tarde ou mais cedo", termos de defender Obama dos seus apoiantes mais alienados, da esquerda radical, já fazia todo o sentido.
Quando ainda faltam cerca de dois meses para a sua tomada de posse, Barak já nomeou para a sua Administração, Rahm Emanuel e Hillary Clinton, com as repercussões que se vão conhecendo. Mas agora, a confirmar-se que o 44º presidente dos Estados Unidos da América pretende manter no seu posto Robert Gates, o secretário da Defesa do 43º presidente, aquelas palavras insurgentes assumem, mais cedo do que se poderia prever, toda a sua dimensão profética.

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quarta-feira, novembro 26, 2008

Gosto da Manuela. E depois?

Gosto da Manuela Ferreira Leite. Tive oportunidade de a conhecer há uns anos, quando trabalhei no Parlamento Europeu e, desde então, simpatizo com ela. Era uma senhora simpática, educada e sorridente. E acredito que continue a sê-lo na sua esfera privada.

Não acredito é que, por um segundo, esta senhora tenha ambicionado ocupar o lugar que hoje ocupa no PSD. Em vez disso, tenho a certeza de que se viu forçada a ocupá-lo, por piedade ou por politiquice. Mas admiro-a objectivamente pela coragem de ter aceitado o desafio e de ter trocado a sua pacata vida pela de líder do PSD, pela excessiva exposição pública e pela sujeição ao mais variado tipo de comentários, críticas e até ofensas.

Independentemente de não perceber nada de política e de querer a maior distância de todos esses assuntos que mantêm dois terços da blogosfera entretida, prefiro o discurso cru da Manuela Ferreira Leite às exposições floreadas de Sócrates; gosto mais da sincera ausência de sorriso nela do que do sorriso plastificado dele; e agrada-me mais o look antiquado da líder do PSD do que os fatos modernos e corte-de-cabelo estilizado do primeiro-ministro. Por um só motivo: aprecio a genuinidade.

Por isso apreciei o que disse Manuela Ferreira Leite acerca do casamento, generalizando que ele tem por objectivo a procriação, acerca das grandes obras públicas, sublinhando que servem para aumentar as taxas de emprego em Cabo Verde e na Ucrânia e, finalmente, acerca de suspender a democracia durante seis meses para pôr tudo na ordem. Tenho a certeza de que muitos políticos pensam exactamente o mesmo. Esquerda incluída.

Imagem daqui.
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Estado providência versus Estado mínimo

As diversas políticas públicas apelam à eficácia, flexibilidade, mobilidade, competência e produtividade dos trabalhadores da função pública*.
A mensagem subliminar é altruísta: as bases terão de ser eficazes e responsabilizadas pela boa gestão do dinheiro público.
A crise é profunda, os dinheiros públicos deverão ser geridos de uma forma saudável e acima de toda a suspeita.
O panorama no topo é algo angustiante**, um exemplo:
- Dias Loureiro é conselheiro de Estado, foi governante e pertenceu a um banco privado recentemente nacionalizado e cujas práticas de gestão parecem altamente discutíveis. Dias Loureiro não quer ser o bode expiatório de uma presidência cuja gestão foi eficaz, eficiente, flexível e altamente produtiva a lesar o Estado e os seus contribuintes (BPN). Dias Loureiro poderá ter razão e ser vítima de sabe-se lá o quê. Não me parece possível ignorar-se o seguinte: para que serão os políticos nomeados para cargos que não exercem, pelo menos com competência? serão os políticos nomeados para esses cargos como forma de compensação do trabalho anteriormente realizado?
A estratégia de gestão do Estado mínimo é cada vez mais evidente:
- Estado mínimo para a maioria, mas quanto à minoria*** mais do mesmo.




* - A avaliação do desempenho é uma das suas fórmulas mágicas. Uma espécie de fórmula científica para legitimar despedimentos.
** - Ciclicamente e mudando a cor da camisola do protagonista.
*** - Políticos e as suas redes de contactos nas diversas áreas da actividade económica.

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terça-feira, novembro 25, 2008

Vozes quentes para noites frias

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uma casa portuguesa: UPA

Com a casa já totalmente habitada, vou apresentar os inquilinos em atraso no meu registo. No mês de Junho entraram Mesa (numa substituição de última hora) e Rui Reininho, introduzindo o binómio medo/compreensão.
Mesa e Reininho é uma parceria já conhecida com a participação do cantor no Luz Vaga do grupo portuense. Esta nova música é, claramente, Mesa, sendo a voz de Reininho um contributo que não estranha e soa até, de certo modo, familiar.

Medo/compreensão é o binómio em trabalho e Bi-polar é o título da canção, que canta (na minha opinião) a mudança de atitude perante uma mudança de vontades. Essas vontades resultam de uma consciência da necesidade de assumir o comando das coisas, libertando-se de uma presença controladora pseudo-protectora.

Eles sabem quem eu sou. Eles sabem onde vou. E são eles que sabem o que consigo fazer.
[...]
É uma voz que não fala, mas que não se cala.
[...]
É aquilo que queremos que nos está a mudar. É o que sonhamos que está a mudar.

João Pedro Coimbra (dos Mesa), "Bi-polar" (2008)
interpretada por Mesa e Rui Reininho


Relembro que as músicas são criações originais [ou não!] e vão sendo disponibilizadas na página UPA08
do site da Encontrar-se, onde se pode ouvir a música gratuitamente e fazer o donwload mediante um donativo.

NOVIDADE: todas as músicas da casa encontram-se também reunidas em CD+DVD.

imagem

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Inoperacionalidade cognitiva

Os contabilistas, os revisores oficiais de contas, os presidentes, os governadores e os gestores são profissionais dos números.
A escola ensina-nos claramente que a matemática em geral e as contas em particular são ciências exactas.
Após tantas entrevistas de última hora, inaudiências parlamentares e notícias diversas começo a duvidar seriamente da exactidão dos números...

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Ave Caesar Morituri Te Salutant

Nesta coisa da blogosfera portuguesa não há nada como uma boa cisão para aumentar as audiências. Desde os tempos da Coluna Infame, passando pelo caso do Blasfémias e mais recentemente no Corta-Fitas (para só citar alguns) os blogonautas adoram e seguem com uma atenção apaixonada estas violentas trocas de galhardetes entre bloggers do mesmo blog. Sejam elas originadas por fogosas divergências ideológicas ou por excessos cometidos no arrebatamento de alguns posts, estas disputas tem sempre como resultado um aumento exponencial do número de visitantes os quais participam também activamente na defesa de um dos lados e exultam quando normalmente o desfecho é a saída impetuosa e dramática de um ou mais bloggers ou mesmo o fim do próprio blog.

Por isso acho que aqui o GR podia tentar uma golpada dessas. Inclusive eu, que sempre tive a fantasia do gladiador que oferece a sua vida a César para gáudio dos espectadores sedentos de sangue, ofereço-me como o sacrificado.

Posso, por exemplo, fazer um post onde defendo o fim da democracia ou outro onde ponho simpáticos epítetos aos larilas. Depois vocês reagem energicamente afirmando que apesar de isto ser um espaço onde cada um pode dizer livremente a sua opinião, não aceitam partilhá-lo com alguém manifestamente fascista e homofóbico. Ou vocês ou eu.

Eu faço um post ofendido e saio, para nunca mais voltar!


Audiencias garantidas...

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A Política que Vem do Frio

Nos anos que se seguiram ao 25 de Abril era normal a miudagem dedicar-se à política. Fossem as rga’s, rge’s, pinturas murais, cartazes nas paredes ou disputadas trocas de argumentos, vulgo andar à pedrada, havia muito espaço para a participação cívica da pequenada. Levado no calor revolucionário, também eu, acabado de me tornar teenager, enveredei por uma carreira política.

Comecei por me inscrever na UEC (então uma das organizações que, com a UJC, reunia a juventude comunista). Diga-se que esta vontade de juntar a minha voz à deles não foi propriamente fundamentada numa sólida convicção Marxista-Leninista; foi antes por influência da minha irmã mais velha.

Tanto assim foi que, ainda o Barroso e o JPP não tinham visto a luz, e já eu tinha dado o salto para o PPD, onde as miúdas eram muito mais giras. Enquanto uns despertavam para o liberalismo através da leitura de Locke ou de Adam Smith, eu tornei-me num liberal por via das hormonas.

No entanto esta militância partidária exigia um rigor para o qual eu não estava preparado e depressa me deixei disso.

Segui traçando o meu próprio percurso político ao sabor do que ia sendo mais importante na minha vida: apesar de ter sempre seguido uma linha directora baseada no respeito pelos outros, tanto me deixei levar por derivas anarquistas como por laivos conservadores. Hoje sou um preocupado.

E o porquê desta história? Para sustentar a ideia de que fazer política baseada em apriorismos ideológicos em nome da santa coerência não é necessariamente sempre a melhor opção. Muitas vezes o pragmatismo serve melhor a causa pública e resolve mais depressa os problemas.

Isto perceberam há algum tempo os países nórdicos onde penso que este princípio tem melhor expressão. Estes são os países onde, muito provavelmente, o peso do Estado é maior. Mas no entanto tenho a nítida sensação que são os países onde as populações se sentem mais livres, onde existem menos preconceitos de qualquer espécie (e isto basta conhecer alguns nórdicos para o confirmar!). Caso sintomático é, por exemplo, o sistema sueco de gestão das escolas, que deixa embevecido o mais empedernido dos liberais.

E assim estes pragmáticos nórdicos não são só os mais livres como também os mais ricos, os mais bonitos (e isto basta conhecer algumas nórdicas para o confirmar!), os mais fortes e diz até que são os mais felizes.


PS: E não, não estou a defender a adopção de nenhum modelo Finlandês!

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segunda-feira, novembro 24, 2008

As melhores fotos de George W. Bush [9]

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domingo, novembro 23, 2008

De porta aberta


A porta está aberta. O título sugerirá corrente de ar, alísios, nortadas ou o suão. O mais puro engano. Garanto-vos, como frequentadora assídua, que não sopram correntes de ar ou ventanias, existe apenas a brisa das palavras singelas, despretensiosas, irrepreensivelmente bem escritas, ou não fosse a sua escriba mestre nesta arte, a harmonia das imagens e da música, a elegância de bem receber os visitantes. Deixo-vos com a Porta do Vento, da Ana Vidal, o meu blogue convidado de todas as semanas.

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The Cult - Edie (Ciao Baby)

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Manicómio

1 - Dias Loureiro quer ser ouvido, mas os deputados do PS não o querem ouvir.
Oliveira e Costa está a ser ouvido, mas os contribuintes portugueses não o querem ouvir.
Dias Loureiro diz que disse isto, mas o vice-presidente do BdP diz que ouviu aquilo.
Manuela Ferreira Leite quer estar em silêncio, mas obrigam-na a falar.
Manuela Ferreira Leite fala, mas os seus ouvintes perderam o sentido de humor.
Os professores falam, mas não são ouvidos.
A ministra fala, mas não é ouvida.
Os professores, a ministra, a fenprof, os pais, os alunos e os auxiliares falam, mas não se ouvem.

2 - José Sócrates fala, mas a crise é profunda.
Os contribuintes falam, mas a crise é profunda.
Os desempregados falam, mas a crise é profunda.
Os doentes falam, mas a crise é profunda.
Os profissionais da educação falam, mas a crise é profunda.
Os utentes da justiça falam, mas a crise é profunda.
Os banqueiros falam e a crise é profundamente solidária.
Os contribuintes pagam a crise.
José Sócrates paga a crise aos banqueiros.
Os banqueiros arrecadam a crise.
Os empresários já podem ir pedir dinheiro emprestado ao banco para poderem investir mais e aumentarem o número de futuros contribuintes que... irão pagar outras crises.

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sábado, novembro 22, 2008

As melhores fotos de George W. Bush [8]

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Supertramp - Goodbye Stranger

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sexta-feira, novembro 21, 2008

Os leões vistos do sofá

Simon Vukcevic tem tudo para ser um grande jogador, aliás, nas poucas vezes em que verdadeiramente estava para aí virado, viu-se um jogador que podia almejar a bem mais do que o campeonato português. A fé dos dirigentes leoninos foi essa mesmo, razão pela qual, acredito terem atirado com o sempre mítico número 10 ao montenegrino.
Atleta de carácter difícil, tão ou mais que o sérvio Stojkovic, o pobre Vukcevic tem feito questão de somar castigos, ausências injustificadas e maus-humores do piorio. O empresário do jogador numa notícia que pode ler aqui, diz que Paulo Bento anda a usar 'dois pesos e duas medidas' entre os dois vic do Sporting.
Não faço ideia se é verdade ou não mas assumo que, enquanto adepto de futebol, o Vuckevic tem feito muita falta ao Ésse Cê Pê. Enquanto adepto do Benfica assumo que o jogador é bom que fique na bancada muito tempo.
Dizia-me um amigo que o problema principal que Paulo Bento tem com o montenegrino é um só: o treinador dos leões, diz-se por aí, que não gosta de ninguém que jogue à bola melhor do que ele. É uma piada obviamente, mas se fosse verdade também explicava porque é que o capitão João Moutinho tem estado uns furos abaixo do que pode, e já fez, nos campos de futebol.
Problemas à parte, diz-se nos "mentideros" do futebol que Vukcevic já tem um passatempo alternativo para as longas ausências de jogos e treinos por castigo aplicado pela SAD leonina.

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Sou toda ouvidos


Já programei um alerta para as onze horas da manhã (hora de Portugal Continental) deste Domingo, 23 de Novembro, para ouvir a nossa Leonor, que vai estar na Antena 1 à conversa com o Pedro Rolo Duarte.

A não perder!
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desculpem a ausência...

... mas

para além de decretos de lei, ofícios, comunicados, resoluções, contra-resoluções, instruções e grelhas para analisar,

nos intervalos, tenho participações disciplinares, processos de suspensão, reuniões extraordinárias de Departamento, reuniões gerais e conselhos de turma para estar presente,

nos tempos mortos, tenho planificações para entregar, testes para corrigir, fichas para fazer, e actividades para planear

...

ah, é verdade, e, de vez em quando, também tenho umas aulas para dar.

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quinta-feira, novembro 20, 2008

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Rammstein - Amerika

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As melhores fotos de George W. Bush [7]

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De portas fechadas

A Unversidade do Minho vai fechar durante duas semanas para reduzir os gastos. Parafraseando este post sobre o encerramento da Byblos, resta-me concluir que, se fosse a banca, o Estado dava uma ajudinha. Tudo o resto, ou quase, bem pode fechar as portas.

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Lições de realpolitik

Mesmo que estivesse com a razão do seu lado, Maria de Lurdes Rodrigues tem de perceber que Sócrates só a deixa ir até ao ponto em que não põe em causa a revalidação da maioria absoluta. A partir daí, nem que Dra. se chamasse Obama.

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And now for something completely different...

Canal Monty Python no Youtube

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E o burro sou eu?


À meia dúzia é mais barato
imagem: daqui

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Chamem a polícia que eu não pago

Estes senhores provocaram um buraco de 800 milhões de euros num pequeno banco. Para perceber a dimensão da quantia que estes senhores fizeram desaparecer, eu digo-vos que o dinheiro em falta corresponde ao rendimento de 50 mil portugueses durante um ano ou a dois dias do rendimento de Portugal inteiro. No mínimo, estiveram durante anos a fazer os investimentos sempre ao contrário da tendência do mercado e foram majestosamente pagos para explanar esse talento nato - perder dinheiro. Para não sugerir aquilo que, espero eu, um dia a Justiça se encarregará de apurar. E, também muito importante, de punir. Porque já vai faltando a paciência para tanto dislate: primeiro, fazem evaporar uma quantia astronómica, depois pagamos todos nós pelos erros de uns gestores iluminados e, finalmente, para colocar a cereja em cima do bolo, pedem indemnizações a quem anda a tentar remendar os disparates que fizeram. Um bocado de vergonha na cara não ficava mal.

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Dúvidas matinais

Alguém tomou nota da matrícula do 'autocarro' que atropelou a selecção de Carlos Queiroz esta madrugada?

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quarta-feira, novembro 19, 2008

As melhores fotos de George W. Bush [6]

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Kim Wilde - Kids In America

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Acima da lei - parte 2

É claro que é ilegal .

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Os bobos e o sacerbócio

Há muitos bobos na corte.

Os bobos da outra corte tinham uma outra função. O bobo do Rei Lear, por exemplo.

Actualmente há dois bobos perfeitos, mas há outros e há o rei dos bobos.

Há bobos para todos os gostos. A aromaticidade dos bobos anda no ar, mas não casa sempre com outras moralidades de outros bobos, nem sempre com as mesmas bobagens ideológicas e cujas ligações à bobedia são do género bobo anónimo.

A bobedia estipula uma determinada tonicidade bobal e cozinha a la barte.

Há bobos cujas ligações ao poder bolítico são ora conflituais, ora do tipo "Era uma vez dois bobos.... viveram semanticamente para todo o sempre".

Tal como um bobo católico, comunista e homossexual é algo de impensável para alguns bobos, também um bobo liberal, católico e defensor do casamento heterossexual (procriação) é algo de atípico para outros.

Questões para reflexão:

- Há bobos cujas bobeiras precisam de se recauchetar?

- Actualmente há bobos mais bobos que outros?

- Será altura dos bobos se dedicarem ao sacerbócio?

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Crise ou Intermezzo Geracional

Dizia o Tocqueville que cada geração é uma nova nação. Concordo e assim espero que continue a ser!

Se os nossos avós fizeram a revolução das ideias, os nossos pais a revolução dos costumes e nós a revolução do conhecimento, estou convencido de que os nossos filhos irão fazer a revolução das consciências.

As suas grandes lutas vão debater temas como a adaptação do sistema capitalista para uma forma mais justa, o desenvolvimento sustentável, o dialogo norte/sul, a protecção do ambiente, a erradicação da pobreza extrema, o problema do sobrepovoamento e da escassez de recursos, a discussão sobre o aquecimento global, as migrações das populações, …

O velho paradigma político baseado nas dicotomias esquerda/direita, mais estado/menos estado, individual/colectivo já não os motiva. Se antes estas opções ainda eram importantes para a definição dos modelos de gestão do bem público, hoje a grande maioria das conclusões deste debate é quase consensual (pelo menos no mundo democrático e liberal) e os pormenores de forma são cada vez mais uma questão de boa ou má gestão do que propriamente de opções ideológicas. E como tal tornam-se herméticos e desinteressantes para a maioria da população.

As novas opções políticas e os próximos confrontos ideológicos terão muito mais a ver com o posicionamento que cada individuo quer ter em relação àqueles grandes desafios do futuro a uma escala global. Quais são de facto as prioridades e que riscos estão dispostos a assumir?

Se os partidos insistirem em fazer uma política baseada na intriga e no interesse pessoal dos seus barões, se continuarem a concentrar os seus esforços a discutir o sexo dos anjos, os silêncios da Manuela ou o curso do Engenheiro, irão implodir ou ficarão resumidos à expressão mínima da sua patetice.

Os jovens, esses, irão procurar exercer a sua participação cívica noutro tipo de organizações como as ong’s e as suas congéneres.

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A Divina Tragicomédia


O que se diz que MFR disse:
“Eu não acredito em reformas quando se está em democracia, quando não se está em democracia, é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se; e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia.”

O que se diz que MFR queria dizer:
“Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia (quando não se está em democracia, é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se; e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia).”

O que MFR acabou por dizer:
“Quero deixar perfeitamente claro junto de todos aqueles escassos portugueses que ainda acreditavam em mim que não tenho, nem nunca tive, qualquer jeito para a política e que não estou minimamente interessada em vencer qualquer eleição que não seja aquela de saber quem é capaz de dizer o maior número de disparates no menor espaço de tempo. Apesar de ser evidente que não tenho quaisquer condições para liderar o PSD, e ainda menos o país, não me quero ir embora sem tentar acabar de vez com o pouco que ainda resta deste partido e procurar continuar a descredibilizar totalmente os [ex] fervorosos apoiantes da minha candidatura.”

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As melhores fotos de George W. Bush [5]

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terça-feira, novembro 18, 2008

Acima da lei

Contrariando o Decreto Regulamentar nº 2/2008 que regimenta a avaliação de professores e que diz que os objectivos individuais, sabe deus quem inventou isto, devem ser estabelecidos entre o avaliador e o avaliado, recebo hoje um e-mail da DGRHE com uma aplicação informática para a definição dos mesmos. E pergunto-me, desde quando é que, na lei, é claro que a definição de objectivos deve ser feita através do Ministério da Educação? Desde agora, ao que parece, adeus à negociação e encontro entre avaliadores e avaliados. Assim se governa. Acima da lei.

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Blindness

Esta senhora ainda há uns dias dizia que a sua mensagem não passava por culpa dos media, esse papão tremendo que rouba os doces às crianças, que manipula os silêncios como se de um cemitério se tratasse. Hoje o brinde é feito com um regresso ao passado para explicar a sua inépcia no presente. Poderá alguém admirar-se do Pedro Passos Coelho continuar a contar espingardas a menos de um ano das eleições legislativas?
Pessoalmente não posso dizer que tenha realmente vivido antes do 25 de Abril - nascer três anos antes não conta a não ser que tenhamos a memória de José Saramago - mas o que já vivi em democracia faz-me pensar que entre Ferreira Leite e José Sócrates só há uma diferença: um foi eleito com maioria para exercer uma 'democracia musculada' de quatro anos, a outra não se importava se fossem só seis meses - nem que fosse de ditadura.

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Querem trabalhar na administração Obama?


É responder a um questionariozinho.
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segunda-feira, novembro 17, 2008

As melhores fotos de George W. Bush [4]

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Prognósticos só depois dos jogos [Jornada 8]

Nesta jornada o Benfica conseguiu vencer com dificuldade na Luz o Estrela da Amadora, mas não alcançou a liderança porque o Sporting perdeu com o Líder do campeonato em Alvalade. Não fosse o caso do Paulo Bento ser benfiquista desde pequenino, e eu até poderia estar aqui a considerar seriamente a hipótese do meu Sporting ter perdido propositadamente só para o Benfica não chegar ao primeiro posto isolado – lugar que não alcança há 3 anos e meio, e que, se Deus assim quiser, continuará sem conseguir ocupar por, pelo menos, mais 3 anos e meio.
Como o Sporting já mostrou toda a sua “garra”, e já esgotei à oitava jornada todo o meu stock de desculpas para as más exibições e resultados do Sporting, resta-me torcer para que o Fê Cê Pê encontre rapidamente o seu norte e impeça o Benfica de ganhar qualquer título esta época.

Classificação:
1 - Leixões 19
2 - Benfica 18
3 - Marítimo 14
4 - FC Porto 14
5 - Nacional 14
6 - Sporting 13

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E se Obama fosse africano?

Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo (...)

Mia Couto, E se Obama fosse africano?, Jornal Savana, Maputo, 14/11/2008

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U2 - The Hands That Built America

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As melhores fotos de George W. Bush [3]

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Opções Pedagógicas

José Sócrates, em mais uma acção de propaganda, perdão, de divulgação, andou a distribuir Magalhães, a panaceia para todos os males de tudo, em Freixo, Ponte de Lima. O Semanário Sol noticia que os computadores não ficaram com os alunos para posteriormente surgir esta explicação de Margarida Moreira, da Direcção Regional de Educação do Norte. O que os salva é mesmo a pedagogia.

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Uma oração por Portugal

Miguel Esteves Cardoso é o entrevistado do mês: revista Ler, Novembro 2008. MEC é uma pessoa de escrita alegre, escorreita e torrencial, é verdadeiro e avesso a truques de manipulação. Para MEC não é incoerente defender-se um determinado tipo de leitor e um determinado tipo de escritor, só lê génios embora escreva e não seja um génio. Os contemporâneos (só portugueses?) como grandes incógnitas não o seduzem. Um contemporâneo precisa de tempo para se afirmar, tempo que não se dispõe.
Li a entrevista duas vezes e haveria muito mais para desdizer.
Quando a escrita do MEC surgiu nos jornais era repleta de promessas e jovialidade, mostrou-nos a possibilidade de um certo optimismo, os grandes do pós-punk e a tristeza do não futuro.
Na entrevista MEC faz a apologia de um certo isolamento, para que os dislates de certos portugueses não contaminem o seu amor por Portugal. O amor por Portugal será compatível com o isolamento? O amor por Portugal não se praticará todos os dias e contra todos os portugueses cujo ideal de vida em comum é incompatível com o ideal de vida em comum de todos os outros portugueses? [Um amigo chamou-lhe a democracia do caos, aquela que corrói a alma de todos nós].
MEC a tua apologia do isolamento cheira-me a corrosão, deixaste-te avassalar pela mediocridade de um certo senso comum?

“Que o mal e o pouco do presente nos não deprimam nem iludam: são eles que confirmam o nosso raciocínio. Tenhamos a coragem de ir para aquela pouca alegria que vem das bandas para onde o raciocínio nos leva! Prepara-se em Portugal uma renascença extraordinária, um ressurgimento assombroso. O ponto de luz até onde essa renascença nos deve levar não se pode dizer neste breve estudo; desacompanhada de um raciocínio confirmativo, essa previsão pareceria um lúcido sonho de louco.
Tenhamos fé. Tornemos essa crença, afinal lógica, num futuro mais glorioso do que a imaginação o ousa conceber, a nossa alma e o nosso corpo, o quotidiano e o eterno em nós. Dia e noite, em pensamento e acção, em sonho e vida, esteja connosco, para que nenhuma das nossas almas falte à missão de hoje, de criar o supra-Portugal de amanhã.”

PESSOA, Fernando (2006). Fernando Pessoa. Crítica – Ensaios, Artigos e Entrevistas – Vol. I. Lisboa: Planeta DeAgostini (edição original de Assírio e Alvim), p. 17.

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Pensamentos matutinos (8)

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domingo, novembro 16, 2008

As melhores fotos de George W. Bush [2]

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O meu convidado


Ele tem mínimas, máximas, bonecos, música, cartoons, fotografias, bom humor, um grande talento e é um grande benfiquista. Quem mais? Só o Bandeira obviamente. Por tudo isto é esta semana o blogue convidado.

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As melhores fotos de George W. Bush [1]

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Efeito Obama


Eleição de Obama faz disparar venda de armas

Desconfio que se a moda pega por cá, nas próximas eleições vão disparar as vendas de ovos.

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sábado, novembro 15, 2008

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James Brown - Living In America

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Desconselhos

Maria Clementina de Jesus pesou o decreto regulamentar, cheirou o papel, observou o tamanho das letras e leu-o nas entrelinhas. Nas margens foi acrescentando algumas notas. Alguns minutos depois, correu espavorida escadas abaixo, aquela hora ainda era sagrada. Enquanto bebericava pausadamente o seu chá, corriam apressadamente no seu pensamento:

- então, se eu sou a principal responsável pelo insucesso dos meus alunos, também serei responsável pela falência do BPN?

- então, se eu sou responsável pelo desemprego, também serei responsável pelos truques de ilusionismo de certos julgamentos (sacos azuis evaporados, por exemplo)?

- então, se eu sou responsável pela falta de profissionalismo e ética da classe docente, também serei responsável pela falta de profissionalismo e ética da banca?

- então, se eu sou responsável pela minha formação, também serei responsável pelo ilusionismo da regulação no banco de Portugal?

- então, se eu sou responsável pela falta de dinamismo da comunidade, também serei responsável pela crise no PSD?

- então, se eu sou responsável pelo desenvolvimento da autarquia, também serei responsável pelo desenvolvimento económico do meu país?

- Ai meu Deus, já descobri…

Após tão aprofundadas reflexões, Maria Clementina, presidente do Desconselho Desexecutivo do Desagrupamento de Desescolas de Qwerty2001, chamou todos os colegas e afirmou com a solenidade exigida pelo momento:

- Meus caros, acho que já descobri quem matou o Kennedy!

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sexta-feira, novembro 14, 2008

Na primeira pessoa

Disse Maria de Lurdes Rodrigues, no dia da Manifestação de Professores e nos dias subsequentes, que a avaliação era preencher uma ficha de objectivos. Para que dúvidas não restem, leia-se este testemunho e tirem-se conclusões sobre quem não fala verdade, afinal.
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Ovações

Primeiro foi a ministra da Educação em Fafe, ontem foram dois secretários de Estado em Chelas. Não sei, sinceramente, porque se zangam e protestam, há por aí muita gente que gostaria de ser ovacionada de pé e nunca terá a oportunidade.

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O abominável mundo hertziano (2)

(Continuação disto aqui).


Escusado será dizer que olhei fixamente para o simpático para ver se ele estava a gozar. Percebi que não e reclamei. Disse-lhe que nunca nenhuma outra empresa de aluguer tinha alguma vez tido a lata de pedir dinheiro pela lavagem do carro alugado e isso por uma razão por demais evidente: o preço da lavagem está incluído no preço do aluguer. Além disso, disse-lhe que o carro só tinha pó, que sairia com uma mangueirada de 2 euros...

O simpático tentou falar por telefone com o gorduroso a quem eu tinha entregue o carro, mas sem resultado. Suponho que ele estaria demasiado ocupado a enganar mais alguém. Posto isso, eu, que já estava atrasada, disse ao simpático que não assinava nada e que não pagava cá lavagem coisíssima nenhuma. Ele disse que teria isso em consideração.
Não posso dizer que fiquei verdadeiramente espantada quando, umas semanas depois o preço da lavagem apareceu na minha conta American Express. Acorri logo a contestá-la, tendo a cobrança sido suspendida.

A American Express fez o que lhe cabia fazer. Pediu satisfações à Hertz (cruzes, canhoto!). A uma funcionária hertziana (de cujo nome não me lembro agora, mas que tenciono escarrapachar aqui logo que tropece no fax que assinou) coube a tarefa de lhes responder no seu melhor inglês técnico. Explicou-lhes o que eu já sabia e teve a lata de acrescentar qualquer coisa do género fiquem cientes de que todos os clientes são avisados de que devem devolver os carros lavados. É uma grande mentira. Ninguém me avisou da brincadeira.

Posto isto, a American Express decidiu cobrar-me novamente os 48 euros. É óbvio que fiquei furiosa e corri até ao contrato que assinei com eles. Só me fez ficar pior. Se houver um conflito entre o cliente e a empresa que presta o serviço principal, esse conflito deve ser resolvido entre essas partes, mas o dinheirinho, esse, deve ser pago à empresa do cartão de crédito. O meu espírito de jurista sobrepõe-se à minha alma de consumidora: se eu tivesse redigido aquele contrato, tê-lo-ia feito assim.

Nada mais me restando fazer, agarrei no telefone e telefonei à American Express. Fui atendida por um senhor que teve a amabilidade de ouvir todas as minhas queixas e de concordar comigo, dando-me até a saber que era costume terem esse problema com a Hertz (cruzes, canhoto!). Disse-lhe que conhecia as cláusulas do contrato que tenho com eles e que não gastava mais o nosso tempo se, independentemente dos argumentos que pudesse esgrimir noutra reclamação escrita, eles acabassem por me cobrar aquela quantia para pagar à Hertz, não me defendendo de forma alguma enquanto cliente deles face aos abusos de terceiros. Mas que seria certo que, após tal pagamento, cortaria em pedaços os meus dois cartões American Express e devolver-lhos-ia pelo correio.

O senhor pediu-me um momento e eu fiquei à espera durante não mais de quatro minutos. Quando voltou, anunciou-me que dado que eu era uma boa cliente já há alguns anos (pronto, agora já sabem que eu sou rica), a American Express ia fazer-me uma atenção e cancelar a cobrança daquela quantia. Respondi-lhe que achava o gesto muito atencioso, mas que essa solução não era justa para com a Hertz, a quem eles acabariam por pagar os 48 euros.

Obviamente, aceitei o que me propuseram. E fiquei sensibilizada com a atenção que tiveram para comigo. É uma forma completamente diferente de tratamento do cliente que não faz parte da política da Hertz - Aluguer e Lavagem de Automóveis (cruzes, canhoto!).
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quinta-feira, novembro 13, 2008

Backsound

David Bowie - This Is Not America

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Como os compreendo bem...

Como já não me recordava da última vez que um dos meus posts tinha versado o tema "Manuela Ferreira Leite", fui forçado a recorrer à pesquisa do Blogger. Acabei por encontrar, após alguma insistência, esta brevíssima referência feita em final de Outubro – tão breve, que já a tinha esquecido por completo. Para encontrar outra referência sobre o mesmo tema, foi necessário recuar ao dia 31 de Maio de 2008. Mantenho, com alguma dose de preocupação acrescida, tudo o que disse nessa malfadada data, e não gostaria de deixar passar esta ocasião sem aproveitar para demonstrar toda a minha solidariedade, sincero apreço, e apoio incondicional, a todos os órgãos de comunicação social que têm feito o favor de filtrar as mensagens da líder do PSD para a opinião pública. Porque, para disparate completo, já me chegam as políticas e as declarações dos actuais governantes e de todo o seu séquito.

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indignação...

Sinto que devia estar indignada...

que o sistema de avaliação dos professores não tem jeito, que a história das quotas é uma profunda injustiça, que as grelhas de observação são uma palhaçada, que os objectivos individuais são uma parvoíce, que a contabilização das notas finais dos alunos é uma estupidez, que há exigências de organização do portefólio ridículas, que andamos atafulhados em papeis, que... que... e que...

... mas

com salas geladas, cadeiras partidas, janelas sem estores, salas sem luz, alunos mal educados, pais ausentes da escola, provas de recuperação absurdas, regimes de faltas paradoxais...

... perco-me um bocado nos motivos "certos" da indignação...

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Os discursos políticos serão o que parecem?

O aparente vazio ideológico dos apologistas do mercado livre (neoliberais) assustou (e de que maneira) os políticos tradicionais. De repente alguns acordaram do seu torpor e viram os homens de negócios:
- enriquecerem desmesuradamente;
- invadirem as esferas sociais, económicas, políticas e culturais;
- manipularem a informação de uma forma desgovernada;
- potenciarem o fortalecimento dos movimentos sociais e do seu poder incontrolável;
- transaccionarem com fascistas e com comunistas;
- contribuírem activamente para o aparecimento de um novo império;
-….

Então, começaram a pensar seriamente no seu modelo social e aperceberam-se do óbvio: o mundo poderá transformar-se num campo de batalha social incontrolável. A diabolização do consumo, a protecção do ambiente e as novas formas de produção de energia, a desigualdade de oportunidades do mercado livre e a necessidade premente da regulação da economia… poderão potenciar outras leituras: o regresso da regulação como forma de novo controlo social, político, económico e cultural.

Nota final:
O governador do Banco de Portugal já nos deu a entender algo de muito subtil: certos políticos andam desertinhos para arranjarem um bode expiatório. Para quê? Para uma certa gestão catastrófica e fraudulenta (BPN).

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quarta-feira, novembro 12, 2008

O blogue pela sintaxe

Ainda bem que este e este post serviram para mudar de opinião, não o suficiente mas o suficiente para cá voltar.
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Uma Certa Política

Não quero sequer entrar na discussão sobre se o discurso de Obama tem ou não tem conteúdo, se o homem é de plástico ou de qualquer outro material ou ainda sobre a evidência de que ele não terá gabarito para estar à altura das responsabilidades. Eu assumo-me como Obamista convicto, e estas coisas das convicções, para serem sérias, têm que vir do coração e não da razão. Dos seus críticos espero apenas que concedam que ele não seguiu o caminho mais fácil e populista que seria o de explorar até à exaustão o filão Bush/Crise Financeira (inclusive cheguei a ler comentadores que opinavam que ele poderia estar a pôr a sua posição em risco por não o fazer devidamente) através do qual não teria sido difícil criar um estado de alienação colectiva capaz de por a populaça a pendurar cordas nas árvores do National Mall.

E isto para chamar a atenção para um ponto que não tem sido muito debatido: que o entusiasmo que a campanha de Obama gerou (lá, cá e acoli) contraria a tese de que as pessoas já não se interessam por política. É que perante este fenómeno julgo que a tese terá que ser reformulada para qualquer coisa do género: as pessoas já não se interessam por uma CERTA política.

Claro que é sempre muito fácil e divertido pôr aquele ar nonchalant e passar um atestado de pobre inocente e mentecapto aos não-sei-quantos milhões de pessoas que votaram nele e a outros tantos que, por esse mundo fora, acreditam que ele poderá "fazer a diferença".

Mas eu julgo que não se deveria ir por aí.

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A questão é quem é que manda, apenas isso

Caro João,

Os argumentos “correcção sintáctica”, “imaginação” e “perspicácia” valem o que valem. São apenas pontos de vista. Eu sou insensível à correcção sintáctica, para além de que sou uma pessoa bastante impaciente. Prefiro discutir argumentos e desvalorizo a aparência do seu guarda-roupa. Não desoculte nas minhas palavras a menorização da importância do português, não é disso que se trata. É apenas uma questão de insensibilidade pessoal e de um conhecimento que não me interessa. A minha leitura da sua mensagem pretende esclarecer o seguinte: o meu ponto de vista não é o da “correcção sintáctica”.

A minha presença no “GR” não tem como intuito contribuir para a estabilização da língua portuguesa. A minha presença no “GR” tem como objectivo principal contribuir para a contestação e discussão democrática.

Sou uma fã irremediável de Lewis Carroll e especialmente deste pequeno excerto:

“Não sei o que queres dizer com glória”, disse Alice.
Humpty-Dumpty sorriu, com desprezo. “Claro que não – até que eu te diga. Quero dizer ‘aí tens um belo argumento que te arruma!’”
“Mas ‘glória’ não significa um belo argumento que te arruma”, objectou Alice.
“Quando eu uso uma palavra”, disse Humpty-Dumpty, em tom de escárnio, “ela significa o que eu decidir que significa – nem mais, nem menos.”
“O problema é”, disse Alice, “se se pode obrigar as palavras a significar tantas coisas diferentes.”
“O problema é”, disse Humpty-Dumpty, “quem é que manda – apenas isso.”**

Concordo com Humpty-Dumpty: o problema é quem é que manda, apenas isso. Imagine a desgraça das desgraças: o meu ponto de vista estabilizar-se como senso comum na sociedade portuguesa, quem é que utilizaria então o argumento de “correcção sintáctica”? Outros actores? Outros pontos de vista?


* - A minha resposta à sua mensagem é pessoal e não deverá ser lida como opinião concertada do “GR”.
** - Lewis Carroll, Through the Looking-Glass, introdução ao Poemário de 2008, Assírio & Alvim.

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Quizz matinal

Esqueçam por um momento esse conceito de certo e errado e digam lá a quem é que atiravam uns ovos?

1) Maria de Lurdes Rodrigues

2) Manuel Pinho

3) Manuela Ferreira Leite

4) Rui Santos

5) Magalhães

6) José Sócrates

7) Ao autor deste post

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Oração

Deus nos proteja dos pequenos, médios e grandes Bush. E do próprio.

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terça-feira, novembro 11, 2008

Backsound

Portishead - Glory Box

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The Show Must Go On

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The Obama Effect


A eleição de Barack Obama para a presidência americana tem tido várias ondas de choque na sociedade daquele país. Beyonce (à esquerda) já anunciou que se prepara para ser a nova Wonder Woman num filme que poderá trazer a 'velha' heroína pela primeira vez para o grande ecrã. Pessoalmente aplaudo a iniciativa até porque a cantora e actriz já há algum tempo andava a imitar Linda Carter (à direita). As semelhanças são evidentes e o sucesso está garantido.

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segunda-feira, novembro 10, 2008

Porto versus Lisboa

Estou a ler e recomendo.

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Agenda: IV Encontro de Blogues


IV ENCONTRO DE BLOGUES: BLOGUES E CULTURA

Universidade Católica Portuguesa

Centro de Estudos de Comunicação e Cultura

14-15 Novembro 2008

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o blog convidado da semana

Esta semana, ali no cantinho, temos como convidado o blog de António Pires:
São informações sobre espectáculos, comentários sobre festivais, anúncios de lançamentos, opiniões sobre trabalhos e grupos nessa imensidão que abarca a tal da

World music, folk, música tradicional, étnica e as suas margens e fusões.


Não é preciso mais para perceberem porque é que faz parte das minhas leituras regulares, pois não?... =)

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Ninguém pára o Bruno Paixão

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domingo, novembro 09, 2008

19 anos sem Muro

Um euro cada foto.
Checkpoint Charlie, Berlim

foto: minha

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Alicia Keys & Jack White - Another Way To Die

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Um circo decadente*

Ontem fui ao circo.
O palhaço tinha aquele ar de palhaço triste mas só ajeitava disparates, a maior parte dos disparates não tinham graça nenhuma;
A roupa do ilusionista era deprimente tal como a sua cartola preta sem brilho e o seu coelho branco anoréctico;
O domador de leões parecia um daqueles mafiosos d’O Padrinho. Um daqueles que beija a mão a Marlon Brando e a seguir o atraiçoa. O Leão obedece entre a preguiça e a fome.
Os acrobatas voam e de pirueta em pirueta inquietam o peso a mais e o início da decadência atlética;
A menina dos doces exagerou na maquilhagem, disfarça mal a idade, as suturas e a decadência financeira do circo;
O domador de cavalos é o único com futuro, é o símbolo de um certo jogo de faz de conta: entre a juventude, a arrogância, a beleza física e a generosidade.



*"Dizei, minhas filhas - uma vez que queremos despojar-nos do governo, dos territórios e dos cuidados do Estado -, qual de vós me quer mais? (...)
Kent tem de ser rude quando Lear está louco. Que queres fazer, velho? Cuidas acaso que o dever tem medo de falar, quando o poder se curva à lisonja? É honra ser franco se a realeza dá em loucura."
SHAKESPEARE, William (2002). O Rei Lear. Lisboa: editorial Caminho. (tradução de Álvaro Cunhal).

Reflexões avulsas (entre a monarquia e a república):

A decadência da monarquia é complexa, contudo as intrigas políticas e toda a sua parafernália circense envolvendo traições palacianas e mortes anunciadas cavaram a sepultura de um determinado sistema político.

A gula económica, as intrigas políticas, o alheamento da verdadeira finalidade da sua função irão ditar o fim da política conforme a conhecemos.

Os interesses ideológicos cíclicos tresandam a uso indevido tanto dos dinheiros públicos como dos privados.

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O silêncio é de ouro

Há alturas em que o silêncio é de ouro. Veja-se o exemplo de Manuela Ferreira Leite, remete-se ao silêncio sempre que a conversa não lhe agrada. Maria de Lurdes Rodrigues devia fazer exactamente o mesmo antes de ser generosa a derramar contra-sensos. Perante mais de cem mil professores na rua contra o actual estado da educação e em sequência do mal-estar crescente nas escolas em virtude do sistema de avaliação, afirma ser tudo obra dos sindicatos, o que me parece fantástico mas não inédito, há quem se escude sempre com os sindicatos para justificar o descontentamento dos professores e que use a mesma linguagem trauliteira para se lhes opor. É espantoso como os sindicatos, peritos em manipulação de mentes simples como as dos professores só conseguem fazer manifestações cheias de chantagistas, como afirmou Maria de Lurdes Rodrigues na SICNotícias referindo-se aos manifestantes. Tão poderosos assim é surpreendente que não sejam governo. O silêncio parece-me uma boa opção.
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Era uma vez num país democrático...

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sábado, novembro 08, 2008

O mercado é quem mais ordenha

A reacção de determinados políticos ao neoliberalismo (e à fobia da falta de poder) parece estar a tornar-se cada vez mais evidente, num mundo desregulado quem favoreceu oportunidades de desregulação foi quem mais ordenhou.

Mas e então? Como é que tratamos da vidinha?
Hum, boa ideia: Negócios e Políticas Lúdicas;
Hum, boa ideia: Estado e Políticas Lúdicas;
Hum, boa ideia: Instituições financeiras e Políticas Lúdicas;
Hum, boa ideia: Direito e Políticas Lúdicas;
Hum, boa ideia: Jurisdição e Políticas Lúdicas;
Hum, boa ideia: Comunicação Social e Políticas Lúdicas;


O Estado, a política, a economia, a educação, a saúde, a justiça, determinada comunicação social, … são uma espécie de bolo cujas fatias são milimetricamente distribuídas, de forma ideológica e ciclicamente equitativa.

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sexta-feira, novembro 07, 2008

Até tu, Manuela?

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O abominável mundo hertziano


Não tenho carro em Portugal e por isso alugo um sempre que preciso. Sai mais barato do que ter um carro parado durante todo o ano.

A experiência ensinou-me, contudo, a não contratar directamente com as empresas de aluguer. Nem sequer através da Internet. Os preços pedidos são uma roubalheira descarada, sobretudo quando comparados com os preços obtidos através de intermediários como este. E estou a falar de pelo mesmo carro a mesma empresa pedir o dobro do preço pedido pelo intermediário, que, para além de pagar ter de pagar o aluguer que cede, ainda lucra com o negócio. Vá lá saber-se porque é que isto é assim!

Alugo carros há mais de seis anos e várias vezes por ano. Da última vez, através do citado intermediário, fui parar a uma empresa com a qual nunca tinha tido o desprazer de contactar: a Hertz (cruzes, canhoto!).

Os acontecimentos que seguidamente relato justificam o que fiquei a pensar dos hertzianos com quem tive o azar de me cruzar: uma cambada de incompetentes, abusadores e chicos-espertos!

Tudo começou quando se enganaram no carro que me reservaram. Eu tinha pedido um carro com porta-bagagens para três malas e eles apresentaram-me... um Opel Corsa. Tive de lhes esfregar com todos os papéis da reserva naquelas carinhas de imbecis, não sem antes ter ido incomodar alguém para que me desse acesso à Internet e a uma impressora, claro! Mas pronto, lá me deram um carro maior.

Para que não me restassem mais dúvidas acerca do calibre da Hertz (cruzes, canhoto!), aquando da entrega do carro no aeroporto, depois de uma espera enorme, o gordo e sebento funcionário, à má-fila, rabiscou as palavras 'lavagem exterior' no papel que me devolveu, sem me dar a menor satisfação. Só me apercebi do facto e das respectivas consequências quando me apresentei no desk da Hertz (cruzes, canhoto!), já dentro do aeroporto e um simpático me disse: Ups, vou ter de lhe cobrar a lavagem do carro. São 48 euros!


(continua)


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A Viagem do Elefante


Na minha mesa de cabeceira, à espera de oportunidade para ser lido.

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Entre a arte e a política

Uma das notícias da manhã é o elogio, politicamente incorrecto, de Berlusconi ao novo Presidente dos EUA.
O elogio de Berlusconi poderá "facilitar" múltiplas leituras:
- projecção de um determinado arquétipo de beleza?;
- predominância do físico (superficialidade) em relação ao intelecto e, consequentemente, aguarda-se uma acção (do presidente dos EUA) vazia de conteúdo?;
- amabilidade e elegância política já que Berlusconi reafirmou a sua veia humorística ao lado do não menos brincalhão, jovem, bonito e bronzeado presidente da Rússia?;
- a figura de um Messias é incompatível com a beleza física?;
- …

Outras reflexões avulsas:
- Há qualquer coisa de comum entre o comportamento estético e ideologicamente incorrecto de Haider e o elogio melindroso de Berlusconi?
- Entre um e outro sobressaem arquitecturas minimalistas louváveis e evidenciam, sobretudo, uma nova forma de estar na política?
- A política será uma nova forma de arte?

Nota humorística:
Na versão em papel do Público de hoje a intenção desta notícia é desocultada, fotograficamente, de uma forma brilhante. Parabéns ao fotógrafo (e ao Photoshop?).

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quinta-feira, novembro 06, 2008

mudar de vida... em Lisboa

Sala cheia, pois claro! Ao palco sobem convidados de peso e músicos de luxo: Gaiteiros de Lisboa, José Peixoto, Carlos Bica, Rui Júnior, Filipe Raposo, Guto Lucena, que fazem soar percussões, guitarra, contrabaixo, piano/acordeão e saxofone, acompanhados também por um quarteto de cordas [a malta da Jota! =) ]. Ao centro, um banco e uma guitarra aguardam José Mário Branco para (mais uma) noite "única".

Mudar de Vida foi de novo cantado, declamado trazendo à memória o afamado FMI. Os gritos de ordem "Mudar de vida" sairam por vezes um pouco descoordenados, mas com a força indispensável para um concerto que, com letras de hoje e de ontem quer manter alerta a mente entorpecida.
... Mudar de vida
romper os cordões da sorte
Não sei se é suposto fazerem-se comparações, mas eu estive nas duas "edições" do espectáculo e, por isso, é inevitável. Não sei se a memória já me atraiçoa a análise, não sei se foi a força da primeira vez, mas gostei mais do concerto do Porto. O impacto dos Toca Rufar a descer a escadaria da Casa da Música, um leque de vozes mais completo e acho que também a data influenciou: José Mário em Abril tem outro espírito colectivo. Achei, este espectáculo de Lisboa, mais vivido dentro do palco... um excelente encontro de amigos, mas com uma maior distância para fora... Terá sido?
... Mudar de vida
isto não muda sozinho
Comparações de lado, gosto bastante do senhor em palco, gosto das apresentações (pseudo-)intimistas em jeito de tertúlia, gosto da escolha contextualizada dos temas, gosto da riqueza dos arranjos musicais e do entrosamento das vozes, gosto da movimentação "maestrina" do corpo, gosto da entrega interpretativa.
... Mudar de vida
acordar o pensamento
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Fotos geniais [10]

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Ninguém para[va] o Benfica

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Obama, O Miraculoso

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Efeito Obama

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quarta-feira, novembro 05, 2008

He had a dream

Sendo de certo modo compreensível o estado de euforia [quase] generalizada que se está a viver, um pouco por todo o mundo, após a eleição de Barack Obama - embora considere que em certos casos a referida euforia raie o absurdo -, este vitória vale, para já [embora per si já seja o bastante], pelo que representa para a América e para o Mundo a eleição de um afro-americano para a presidência da nação mais poderosa do planeta. No que concerne à gestão das expectativas, e apesar dos mercados não estarem a reagir da melhor forma [índices Nasdaq e Dow Jones em queda acentuada], também não se pode menosprezar o efeito catalisador que esta eleição pode ter sobre todos aqueles que decidiram depositar uma percentagem elevada do seu já escasso capital de esperança num mundo melhor em Obama. Tudo que vá para além disto é pura ignorância, ingenuidade, demagogia, ou então, pretender entrar no campo da mais rebuscada ficção.

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Baixa política

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God bless

imagem: Harold's Planet
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