segunda-feira, maio 16, 2011

O que irá fazer José Sócrates depois de perder as eleições?



Sondagem

O que irá fazer José Sócrates depois de perder as eleições?


Organizar excursões e eventos para ocupar os tempos livres dos reformados em períodos eleitorais
Administrador no grupo Mota-Engil
Consultor para a área ambiental no Freeport Outlet Alcochete
Vendedor de Magalhães na JP Sá Couto
Pedir exílio político à Venezuela



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quarta-feira, abril 27, 2011

Ainda à procura dos restantes dígitos do défice de 2010

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segunda-feira, novembro 17, 2008

Uma oração por Portugal

Miguel Esteves Cardoso é o entrevistado do mês: revista Ler, Novembro 2008. MEC é uma pessoa de escrita alegre, escorreita e torrencial, é verdadeiro e avesso a truques de manipulação. Para MEC não é incoerente defender-se um determinado tipo de leitor e um determinado tipo de escritor, só lê génios embora escreva e não seja um génio. Os contemporâneos (só portugueses?) como grandes incógnitas não o seduzem. Um contemporâneo precisa de tempo para se afirmar, tempo que não se dispõe.
Li a entrevista duas vezes e haveria muito mais para desdizer.
Quando a escrita do MEC surgiu nos jornais era repleta de promessas e jovialidade, mostrou-nos a possibilidade de um certo optimismo, os grandes do pós-punk e a tristeza do não futuro.
Na entrevista MEC faz a apologia de um certo isolamento, para que os dislates de certos portugueses não contaminem o seu amor por Portugal. O amor por Portugal será compatível com o isolamento? O amor por Portugal não se praticará todos os dias e contra todos os portugueses cujo ideal de vida em comum é incompatível com o ideal de vida em comum de todos os outros portugueses? [Um amigo chamou-lhe a democracia do caos, aquela que corrói a alma de todos nós].
MEC a tua apologia do isolamento cheira-me a corrosão, deixaste-te avassalar pela mediocridade de um certo senso comum?

“Que o mal e o pouco do presente nos não deprimam nem iludam: são eles que confirmam o nosso raciocínio. Tenhamos a coragem de ir para aquela pouca alegria que vem das bandas para onde o raciocínio nos leva! Prepara-se em Portugal uma renascença extraordinária, um ressurgimento assombroso. O ponto de luz até onde essa renascença nos deve levar não se pode dizer neste breve estudo; desacompanhada de um raciocínio confirmativo, essa previsão pareceria um lúcido sonho de louco.
Tenhamos fé. Tornemos essa crença, afinal lógica, num futuro mais glorioso do que a imaginação o ousa conceber, a nossa alma e o nosso corpo, o quotidiano e o eterno em nós. Dia e noite, em pensamento e acção, em sonho e vida, esteja connosco, para que nenhuma das nossas almas falte à missão de hoje, de criar o supra-Portugal de amanhã.”

PESSOA, Fernando (2006). Fernando Pessoa. Crítica – Ensaios, Artigos e Entrevistas – Vol. I. Lisboa: Planeta DeAgostini (edição original de Assírio e Alvim), p. 17.

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