quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Até tu Brutus?

A União de Sindicatos de Lisboa, afecta à CGTP, vai encerrar no final do mês a sua delegação em Mafra, a única representação sindical nesse concelho. Dizem os seus responsáveis que com crise, e com o aumento do desemprego, veio a diminuição de quotas, logo também esta união de sindicatos se vê a braços com o estrangulamento financeiro. A opção foi então a de encerrar a delegação de Mafra e extinguir o posto de trabalho da única funcionária que ali trabalhava há 28 anos, que será mais uma a entrar nas contas do desemprego já no próximo mês de Março.
Numa altura como a que atravessamos seria de esperar que não fossem também os sindicatos a agirem como uma qualquer empresa. Fica como sempre o velho ditado: "Faz o que eu te digo, não faças o que eu faço".

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sexta-feira, fevereiro 06, 2009

[In]justiça

Bom dia Tenente. Vinha aqui a passar à porta e não resisti a vir aqui fazer-lhe uma pergunta: o que é que alguém precisa de fazer para ser preso?
Neste momento vi claramente nos seus olhos que achou que eu estava a gozar mas respondeu simpaticamente: Cometer um crime...
Foi aí que lhe expliquei o motivo da minha visita. Na passada terça-feira uns tipos usaram um carro que tinham roubado em Benfica para fazer um assalto a uma ourivesaria em Mafra. A violência usada ficou bem patente nas montras que partiram, no facto de ameaçarem o proprietário com uma caçadeira de canos cerrados e pelas ameaças físicas que proferiram.
Foram capturados cerca de 30 minutos depois pela PSP de Odivelas depois de uma tentativa de fuga que terminou quando o carro roubado foi abalroado por um jipe da PSP.
Por uma questão de jurisdição, e pelo facto destes senhores terem já um cadastro recheado, foram ouvidos um dia depois no Tribunal de Instrução Criminal, em Lisboa.
Foi no momento em que lhe disse Foram soltos Tenente! que o militar percebeu a minha pergunta inicial.
Depois de roubarem um carro, assaltarem uma ourivesaria, usarem uma arma ilegal, ameaçarem a integridade física de várias pessoas, tentarem fugir às autoridades, e já terem cadastro, alguém no TIC achou que bastava mandá-los para casa com termo de identidade e residência, e a obrigatoriedade de apresentações periódicas nas esquadras da área de residência, aguardando assim julgamento em liberdade.
Foi nesse momento que também o militar da GNR à minha frente deixou de saber responder à minha pergunta: o que é que alguém precisa de fazer para ser preso?

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terça-feira, janeiro 06, 2009

Crise, Mentiras e Sócrates

Como é que um crescimento positivo de 0,8 por cento em 2009 se transforma num decréscimo de 0,8 por cento em 2009? Como é que um Orçamento de Estado apresentado à porta do último trimestre de 2008, em plena crise, mantém a ideia do Portugal optimista e acima das grandes economias? O melhor que podia acontecer a José Sócrates era mesmo esta crise mundial, o que antes era o “Portugal melhor preparado para enfrentar a crise” é agora o “Portugal que sofre com a maior crise financeira de que há memória, nas últimas décadas, a nível mundial”.
Por favor alguém entreviste o único homem do Governo que ainda não falou, alguém pergunte a Manuel Pinho, ministro da Economia, quem foi o idiota que em 2006 lhe passou a ideia de que “a crise acabou” e que a questão seria “saber quanto Portugal vai crescer”.
Hoje, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitia aquilo que à própria agência Lusa foi negado reconhecer, que a “recessão” está aí, que é preciso investir na salvação de empregos. Deixo aqui uma proposta simples: entre 2008 e 2009, o concelho de Mafra perde 17 empregados administrativos na área da saúde por reforma, e vai perder quatro médicos, aumentando para quase 28 mil, cerca de um terço dos habitantes, o número de munícipes que nem sequer tem médico de família, num serviço que já tinha a falta de seis médicos. Parece pouco mas não é: multiplique-se este facto à dimensão do país. Se num concelho pequeno como é o de Mafra estamos a falar de 27 profissionais em falta, excluindo ainda os enfermeiros, e este é um serviço básico que o Estado está, através da Constituição, obrigado a prestar, como é que se pode acreditar na “protecção ao emprego”? Se é isso que defendem podem começar por aqui, pela Saúde, o pior é que não se vislumbra nem se anuncia qualquer mudança, ou seja, já não basta o espectro do desemprego a pairar sobre a cabeça agora é preciso também apelar ao espírito do Dr. Sousa Martins para tratar das maleitas.

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domingo, dezembro 28, 2008

As festas felizes

No rescaldo destas festas felizes com a economia nas últimas, diz-se, as finanças num estado aparentemente calamitoso, se as avaliarmos pelas imagens dos saldos que vão passando nos serviços noticiosos ninguém confirmaria o estado alegadamente desastroso, a educação tão má como a economia, alunos que por "brincadeira" ameaçam uma professora com uma arma de plástico, uma professora que, ainda estou para perceber porquê, não faz queixa nem participação dos "pequenos brincalhões" e uma directora de turma e presidente do Conselho Executivo que se remetem ao silêncio, é normal, alega-se, um Primeiro-Ministro que fala aos seus súbditos de pé, dinâmico e optimista, eis que chega agora uma outra calamidade: a gripe. E a gripe, ai de nós, mais não seria do que uma mera gripe, se os hospitais e serviços de atendimento não votassem os seus utentes engripados, alguns gripados também, a esperas impensáveis, disparatadas e absurdas e a serviços de atendimento telefónico que deixaram cerca de trinta e oito por cento das chamadas por atender. Enquanto não se consegue uma consulta pode e deve, a crer no que tenho ouvido, recorrer-se à auto-medicação, uns anti-inflamatórios e anti-gripais bucho abaixo, pode ser que assim larguem a urgência dos hospitais. Gente mais maçadora. Que festas felizes.

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quarta-feira, dezembro 10, 2008

Louvado seja Magalhães

Eram outros tempos, é certo, mas acredito que o descobridor Magalhães preferiria mil vezes voltar a enfrentar a fúria do mar numa qualquer 'casca de noz' a ter o seu nome associado a algo que cada vez mais se parece com uma campanha de publicidade enganosa patrocinada pelo actual Governo.
Convenhamos que a coragem necessária para enfrentar o Adamastor em mares desconhecidos é uma imagem bem mais real do que mensagens anónimas a avisar os encarregados de educação que têm cinco dias para pagar o Magalhães, se não o jovem rebento não o irá receber na escolinha. O mal desta fotografia é sempre o mesmo. Já toda a gente percebeu que a 'menina dos olhos' de Sócrates, o tal computador made in Portugal é uma farsa, agora que o Governo permita este tipo de actuação por parte de empresas privadas ligadas a este projecto é uma vergonha.

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quinta-feira, novembro 20, 2008

De portas fechadas

A Unversidade do Minho vai fechar durante duas semanas para reduzir os gastos. Parafraseando este post sobre o encerramento da Byblos, resta-me concluir que, se fosse a banca, o Estado dava uma ajudinha. Tudo o resto, ou quase, bem pode fechar as portas.

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terça-feira, novembro 18, 2008

Blindness

Esta senhora ainda há uns dias dizia que a sua mensagem não passava por culpa dos media, esse papão tremendo que rouba os doces às crianças, que manipula os silêncios como se de um cemitério se tratasse. Hoje o brinde é feito com um regresso ao passado para explicar a sua inépcia no presente. Poderá alguém admirar-se do Pedro Passos Coelho continuar a contar espingardas a menos de um ano das eleições legislativas?
Pessoalmente não posso dizer que tenha realmente vivido antes do 25 de Abril - nascer três anos antes não conta a não ser que tenhamos a memória de José Saramago - mas o que já vivi em democracia faz-me pensar que entre Ferreira Leite e José Sócrates só há uma diferença: um foi eleito com maioria para exercer uma 'democracia musculada' de quatro anos, a outra não se importava se fossem só seis meses - nem que fosse de ditadura.

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segunda-feira, novembro 17, 2008

Opções Pedagógicas

José Sócrates, em mais uma acção de propaganda, perdão, de divulgação, andou a distribuir Magalhães, a panaceia para todos os males de tudo, em Freixo, Ponte de Lima. O Semanário Sol noticia que os computadores não ficaram com os alunos para posteriormente surgir esta explicação de Margarida Moreira, da Direcção Regional de Educação do Norte. O que os salva é mesmo a pedagogia.

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segunda-feira, novembro 03, 2008

Professor 1.0

O choque tecnológico está a alcançar os objectivos traçados no que ao sector da Educação diz respeito. O upgrade feito aos professores na Era de Magalhães é mais um passo para a substituição do velho software Professor 1.0 pelo novíssimo Manga de Alpaca 5.0 Beta Version.

Para os futuros políticos, saídos desta nova era, imagens como a que está aqui em baixo passará a ser a regra e não a excepção.

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quinta-feira, outubro 30, 2008

Pasta Medicinal Couto

É um artista português e anda na boca de toda a gente.

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Olha o Tintim

Segundo Sócrates, e após o remix "Grandola Vila Morena", surgiu agora o Tintim. Diz o Primeiro Ministro que até os seus assessores o usam. Depois do cherne e do menino guerreiro, o que nos fazia falta era o Tintim, um belíssimo enredo para qualquer banda desenhada. Porreiro, pá.

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quarta-feira, outubro 29, 2008

É passar, vilanagem!

Assim se mudam as estatísticas. No futuro insucesso será um conceito obsoleto no Ensino, mesmo que o povo não saiba ler uma letra do tamanho de um camião. Quanto mais ignorantes melhor. As ditaduras alimentam-se da ignorância.

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sexta-feira, outubro 24, 2008

Em nome de Magalhães - 2º round

A Leonor já o tinha postado aqui e já seria de prever que a habitual falta de humor que nos caracteriza iria dar nisto.

Imagino então que a Vida de Brian (Life of Brian, 1979) dos Monty Python seja um filme proscrito nas prateleiras de um católico que se preze. Por mim continuo a seguir esta máxima: 'Always look on the bright side of life'.

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quinta-feira, outubro 16, 2008

Artistas

Este fim-de-semana a distinta Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos reúne-se na Ericeira para as suas Jornadas de Outono. Proponho desde já que alguns professores se unam também para justificar toda a publicidade conseguida na internet ao longo do dia.
Avante com a Sociedade Portuguesa de Artistas e Remadores Professores!
Devo dizer que foi com pena que vi retirados do YouTube as provas de excelência dadas por estes professores que se juntaram em Cantanhede para receberem formação acerca das potencialidades dessa descoberta ‘quase portuguesa’ chamada – neste caso – Magalhães. Enquanto estiver disponível fica aqui a amostra do jornal Público. Desconfio até que terá sido o maior acontecimento musical nessa bela localidade depois da passagem dos Whitesnake por ali.
Compreendo plenamente o nojo sentido pelos professores que acreditam na sua profissão ao verem, e pior, ouvirem estas actuações. Felizmente não sou professor porque reconheço ser uma cana rachada do canto, mas vai daí também não iria achincalhar o Fernão de Magalhães desta maneira.

P.S. – Neste magnífico país à beira-mar plantado é preciso não esquecer outras coisinhas: a TVMais começou a publicar ontem uma colecção de livros única. Nas bancas já está o best-seller Maria das Dores: A Matadora do Jet Set.
Se acham que isto fica por aqui podem começar a correr, na próxima semana por mais pouco menos de três euros, leva no bolso esse pedaço de boa literatura chamado Cabo Costa: O meu vizinho é Um Serial Killer.

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quarta-feira, outubro 15, 2008

"Portugal's antidote"

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quarta-feira, outubro 01, 2008

Desenvergonhados é o que é

Lista de credores do Estado só tem três nomes

Quando o Estado tem ao seu dispôr todas as armas, incluíndo a falta de vergonha, quem se lixa é o contribuinte. O seu nome vai directo para as listas 'negras' dos devedores, já o Estado exige regras, pedidos, formulários e impressos aos credores para que o seu 'bom nome' possa ir parar a uma lista idêntica. Parabéns à única empresa privada que, ainda assim, apostou em perder tempo e, quem sabe, futuros concursos públicos.

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quarta-feira, setembro 10, 2008

[In]Segurança

Não têm faltado exemplos mas, quando alguém saca de uma arma dentro de uma esquadra de polícia e atira três vezes contra outra pessoa, seria de esperar algo mais que não isto.

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segunda-feira, setembro 08, 2008

É a arte, estúpido!

Reza a notícia que José Sócrates, engenheiro, Primeiro-Ministro de Portugal, se deslocou a uma escola emblemática de Lisboa no âmbito do programa de requalificação das escolas e que, perante os contentores onde os alunos têm agora aulas, terá questionado e exclamado "É ali que os alunos vão ter aulas? Pensei que fossem os contentores das obras." A Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, terá acrescentado em seu auxílio “São monoblocos para os alunos terem aulas, eles depois nem querem sair daqui.”. Podia tecer uma série de considerações, socorrer-me de eufemismos – quem me lê sabe que adoro eufemismos, que seria de nós sem eles – especular que o Primeiro-ministro, apesar de ser engenheiro, é homem de apurada sensibilidade artística e que perante os monos, de óptima qualidade e que deixarão saudades, Maria de Lurdes Rodrigues dixit, se julgou numa instalação de arte contemporânea, quem sabe se Joe Berardo não teria passado por ali, o Pedro Nunes é liceu afamado, mas deixo-vos apenas com esta pérola do chefe do governo e de uma das mais amadas ministras do engenheiro e dos portugueses. Não é lindo?

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quarta-feira, setembro 03, 2008

Dúvidas matinais dos tempos de hoje

Quantas bombas de gasolina assaltaram esta madrugada?

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quarta-feira, agosto 13, 2008

andanças 2008 [I]


Tenho umas coisas para dizer, mas isso vai ficar para depois [pois outros festivais se me atravessam no caminho!]. Para já, ficam com um pequeno vídeo do Tiago Pereira que, acompanhando B Fachada na sua música, dá um pequeno passeio visual pelos cantinhos andanças com uma incursão sonora descontraida/reflexiva pela importância da tradição/variação.

nestes dias tive tempo para pensar
se a tradição estará mesmo para acabar
e cheguei à conclusão fundamental
que nesta história da canção tradicional
é bonito ouvi-la vir de alheia mão
mas mais bonito é vir do próprio coração
se depois tem de resultar num bem comum
isso não nos pode pôr problema algum
que o colectivo que há em cada um de nós
não tem, porra, apenas uma voz

e ouvir o bem comum de outra gente

que deixa o antropólogo louco de contente

que por nascer das veias da comunidade

para nós é música e para eles identidade

e porque vejo que saber gostar de ouvir

é diferente de lembrar e produzir
perguntei ao sangue pela minha tradição
o sangue respondeu-me esta canção...
[B Fachada, 2008]

espaços andanças: bar farturas / relvado / espaço paralelas / tenda6 / bar / pauliteiros / tenda2 / bar / instrumentos / entrada campo / mural / tenda7 / relvado / palco alto / cantina / igreja / cantina entrada / wc / bombeiros / camping / horta / estufa / wc

foto: minha

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