domingo, junho 05, 2011

GOOD BYE SÓCRATES!

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quinta-feira, novembro 06, 2008

mudar de vida... em Lisboa

Sala cheia, pois claro! Ao palco sobem convidados de peso e músicos de luxo: Gaiteiros de Lisboa, José Peixoto, Carlos Bica, Rui Júnior, Filipe Raposo, Guto Lucena, que fazem soar percussões, guitarra, contrabaixo, piano/acordeão e saxofone, acompanhados também por um quarteto de cordas [a malta da Jota! =) ]. Ao centro, um banco e uma guitarra aguardam José Mário Branco para (mais uma) noite "única".

Mudar de Vida foi de novo cantado, declamado trazendo à memória o afamado FMI. Os gritos de ordem "Mudar de vida" sairam por vezes um pouco descoordenados, mas com a força indispensável para um concerto que, com letras de hoje e de ontem quer manter alerta a mente entorpecida.
... Mudar de vida
romper os cordões da sorte
Não sei se é suposto fazerem-se comparações, mas eu estive nas duas "edições" do espectáculo e, por isso, é inevitável. Não sei se a memória já me atraiçoa a análise, não sei se foi a força da primeira vez, mas gostei mais do concerto do Porto. O impacto dos Toca Rufar a descer a escadaria da Casa da Música, um leque de vozes mais completo e acho que também a data influenciou: José Mário em Abril tem outro espírito colectivo. Achei, este espectáculo de Lisboa, mais vivido dentro do palco... um excelente encontro de amigos, mas com uma maior distância para fora... Terá sido?
... Mudar de vida
isto não muda sozinho
Comparações de lado, gosto bastante do senhor em palco, gosto das apresentações (pseudo-)intimistas em jeito de tertúlia, gosto da escolha contextualizada dos temas, gosto da riqueza dos arranjos musicais e do entrosamento das vozes, gosto da movimentação "maestrina" do corpo, gosto da entrega interpretativa.
... Mudar de vida
acordar o pensamento
imagem

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quarta-feira, novembro 05, 2008

subscrevo!

Se precisas do trabalho para ter vida, tens de mudar de trabalho ou mudar de vida!

Não sei se já alguém tinha dito isto, mas eu ouvi hoje na série Anatomia de Grey, pela boca do chefe lá do hospital. Subscrevo!

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terça-feira, outubro 28, 2008

mudar de vida 2

Há deslocações que vêm mesmo a calhar! No ano passado, a comemorar Abril, foi assim na Casa da Música (no Porto). Esta semana chega à capital: 5a e 6a na Culturgest.

Mudar de Vida chamava-se o espectáculo "único" de José Mário Branco, agora "repetido" sob o título Mudar de Vida - 2. Novos convidadados permitirão novas abordagens, mas o conceito acredito que se mantenha: um desfile de canções do Resistir é Vencer, entremeadas com canções de outros tempos que o artista mantem actuais...

Mudar de vida e acordar o pensamento...

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sábado, maio 05, 2007

José Mário Branco

Balanço d'a minha agenda...

A fechar o ciclo "Música e Revolução" da Casa da Música, subiu ao palco da repleta Sala Suggia José Mário Branco. Um espectáculo único (literalmente único, parece) tendo por base o seu álbum mais recente "Resistir é vencer", mas que foi muito além (e aquém) dele, com uma apresentação especialmente concebida para o ciclo da Casa da Música. "Mudar de vida" – chamava-se o espectáculo e "Mudar de vida" se chamava o texto longo tri-partido que Zé Mário foi declamando musicalmente ao longo da noite. A Palavra! A força das palavras! Uma mensagem – ainda! e sempre! – interventiva, delatora, inquietante, política, social e... actual! «Dava vontade de, ao sair dali, ir fazer a revolução outra vez!» – ouvi dizerem ao meu lado à saída... «O Zé Mário parece que ainda está em 74!» – ouvi também... Será isso bom? Será isso mau? E, a ser alguma coisa, fala-nos do músico ou do país?... Será ele que está deslocado ou o país que está acomodado?... «Mudar de vida e acordar o pensamento» – ouvia-se do palco...

Em palco, os instrumentos: teclas, guitarra, violoncelo, contrabaixo, sopros, precursões. Sentam-se também os Canto Nono, que completam o espaço musical vocal. Pelas escadas da plateia entram os Tocá Rufar, que preenchem todo e qualquer espaço musicável que possa ainda restar. Entrada forte e presença enriquecedora em todas músicas em que participaram. A força das precursões e a envolvência das vozes deram um tom quase épico àquela noite.

Foi o segundo concerto a que assisti de José Mário Branco. No primeiro, eu era pequena (ainda mais!) e fui por arrasto dos meus pais rumo ao Coliseu... não apreciei! Daquele trio, Godinho, Fausto e Zé Mário, este último era o que menos me dizia. Godinho... porque sim! Fausto pela sonoridade. Mas Zé Mário tem de ser ouvido nas letras e apreciado nos arranjos musicais – e isso não é tarefa de crianças! Desta vez, na Casa da Música, fui eu que arrastei os meus pais! E, agora sim, pude disfrutar da força das letras e da riqueza dos arranjos. E agora... acho que fui eu que apreciei mais!

O espectáculo termina com a Casa em pé num longo e sentido aplauso de reconhecimento. Em palco, o corpo cansado como que pede desculpa por ter de terminar ao fim daquelas intensas quase duas horas. Mas a alma activa volta para repetir, mais uma vez: «Mudar de vida!»

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sexta-feira, abril 27, 2007

há um ano...

... foi assim!

[ Não podem dizer que eu não vos avisei... ;) ]

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terça-feira, abril 24, 2007

a minha agenda, a minha agenda, ta-ra-ra-ra-ra


Próximas noites no Porto...

25 Abril (4a feira) – Casa da Música S2: 21h
Drumming + J.P. Simões

27 / 28 Abril (6a e sábado) – Cinema Batalha: 21h30
Festival Intercéltico:
- Lumen (Portugal) + Téada (Irlanda)
- Mú (Portugal) + PepeVaamonde Grupo (Galiza)

29 Abril (domingo) – Casa da Música SS: 22h
ZECAJAZZ: Zé Eduardo Unit + Maria João e Mário Laginha

30 Abril (2a feira) – Casa da Música SS: 22h
José Mário Branco «Mudar de Vida»


imagem cortada daqui

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quarta-feira, março 14, 2007

As "Variações" do António


António Variações é o mestre, o grande mestre da pop em Portugal.
A minha preferida é sem dúvida "Sempre Ausente", não podemos ignorar, contudo, o trabalho louvável dos "Humanos".
Confesso que me desagrada o som "techno" das músicas de Variações, prefiro, sem dúvida nenhuma, as letras.
A António faltou-lhe um parceiro à altura na parte musical e agradam-me, bem mais, as versões dos "Humanos".
É claro que a figura simbólica de Variações ficará para sempre na minha memória.
Admiro quem rema contra a maré e António, o saudoso, foi um lutador!

Para além da "cover" notável de Manuela* prestem atenção à letra.

* existe alguém em Portugal que "coverize" tão bem?

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