sexta-feira, março 12, 2010

sair de casa para...

Tenho ido a concertos, teatros, bailados,... E, tenho sempre vontade de escrever algo quando de lá saio, mas falha-me o momento e a urgência inicial acaba por se ir desvanecendo... Vim aqui, hoje, disposta a pegar num dos eventos dos últimos meses para o expor à minha maneira. Entretanto, numa viagem pelo passado, encontrei isto:

«sair de casa para um evento cultural numa sociedade fragmentada e subjugada por uma cultura televisiva redutora é um ritual de celebração e um essencial espaço de crescimento»

[Rui Horta, citado pelo TeCA em 2006]

Continuo a concordar plenamente. Gosto deste ritual de celebração: do escolher sair de casa para... em vez de ficar a fazer nenhum. E esta escolha chega mesmo a suplantar a outra mais importante (?): sair de casa para ver o quê?...

Portanto, por hoje, fica apenas a reflexão, com votos de que saiam de casa e invadam os teatros e auditórios da cidade.

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domingo, janeiro 24, 2010

para a próxima trago um livro...

Aos domingos, com alguma regularidade, a Casa da Música (Porto) recebe concertos ao meio-dia. Horário estranho, mas de sobremaneira especial. O meio-dia permite concertos em espaço fechado, com luz natural, assumindo a janela gigante da Sala Suggia todo o protagonismo.

Na semana passada tivemos um concerto do ciclo de solos de órgão. Gratuito. No palco, movimentos de mãos e pés solitários. No ar, as melodias e acordes enchem o espaço. Sentada na minha cadeira, vou lendo a agenda de programação da Casa para 2010 e penso:

Tenho de cá vir mais vezes ao meio-dia...
E para a próxima trago um livro!

Sem qualquer despeito pelos músicos que estiverem em questão, parcerá muito mal dizer que vou ler para a Casa da Música?...

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domingo, janeiro 17, 2010

acreditar no improviso...

Não é fácil acreditar no improviso. Acreditar que dois músicos estão em palco a tocar coisas que nunca tocaram... Acreditar que aquela música não foi estudada em casa e reproduzida em palco... É quase uma questão de fé.

A música nasce nua e o trabalho do compositor é o de a vestir. O improvisador faz a mesma coisa... mas mais depressa. Tão depressa, que cria 5min de música... em 5min!
João Paulo, na Casa da Música

Esta foi mais ou menos a fala de João Paulo esta noite no concerto na Casa da Música, onde o seu piano e o trompete de Dennis Gonzalez soaram juntos como nunca haviam soado - é a magia do improviso.


Eu admiro o improviso, ou melhor, admiro aquele que tem a capacidade de improvisar. Mais ainda aqueles que o fazem em conjunto, de forma harmoniosa. Dois músicos a criarem em simultâneo, dois bailarinos a interagirem no mesmo espaço... é algo que me fascina...

Acreditar no improviso é uma questão de fé!... Eu acredito no improviso - esse deus improvável... E, como tal, presto a minha devoção àqueles que o trazem até mim - esses santos indubitáveis...

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quinta-feira, dezembro 10, 2009

dilema...

Compro já ou espero umas semanas a ver se alguém me oferece no Natal?...



Para os mais distraídos está-se a falar desta noite gigante (ou das suas homónimas lisboetas...)

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quinta-feira, outubro 01, 2009

uma música para hoje...

Dia Mundial da Música - tenho de publicar no GR! Na aparelhagem toca o piano de João Paulo... - não há vídeos... Um olhar rápido de alto a baixo na estante dos CD's... Vou falar de quem?... Alguém que eu ainda não tenha convidado... Já falei... já falei... já falei... - eh, pá, já falei de muita gente! E na prateleira da alegada world music - portuguesa! pois claro - ao lado de Isabel Silvestre está Dulce Pontes: O Primeiro Canto. É o único que tenho da senhora, mas recomendo-o do início ao fim.

Há uma certa relutância em relação a Dulce Pontes que nunca percebi muito bem. Tem uma voz peculiar, explorando num timbre muito próprio uma considerável extensão de escala. Respeito-lhe também a preocupação com a tradição, trazendo ao de cima cantares, poemas ou ambientes com memória. Mais que a voz lírica ou fadista, é esta voz miscigenada de mundos e sons que mais lhe aprecio. E deixo-vos com o tema que dá nome ao disco.



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sábado, maio 30, 2009

a norte neste fim-de-semana...

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segunda-feira, abril 13, 2009

abril, abril, como eu gosto de abril!...

LISBOA, CAPITAL, REPÚBLICA, POPULAR
MusicBox - Lisboa

16Abr (5a)
Sérgio Godinho + J.P. Simões + Couple Coffee

17Abr (6a)
Janita Salomé + Sam the Kid + Cool Hipnoise

18Abr (sáb)
José Mário Branco + Camané + Dead Combo

bilhetes diários: 10€
Um evento para lembrar Abril e os seus arquitectos, um acontecimento que queremos como inspiração para pensar e agir, como ponte entre o passado e o futuro.
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sábado, abril 11, 2009

sim, ontem foi sexta-feira... santa!

Já que a Carlota se encontra impedida de publicar um vídeo, aproveito eu a deixa. Seguramente que não seria este o vídeo de vendredi, mas, antecipando as queimas do fim-de-semana, lembrei-me dos Gaiteiros de Lisboa com este... Quando o Judas teve sarampo...


o judas teve sarampo / herodes teve bexigas / pilatos teve sezões / e o caifás teve lombrigas
o judas quando nasceu / foi de uma velha gaiteira / o diabo foi parteira / quando o judas rescendeu / foi padrinho um pigmeu / para o livrar do quebranto / a todos causou espanto / tal era a figura horrenda / mas só o diabo se lembra / e judas teve sarampo


Desculpem lá a heresia e Boa Páscoa!

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sexta-feira, janeiro 30, 2009

uma casa portuguesa: João Aguardela


Eu acho que o contributo que nós podemos dar é de assumir que temos coisas absolutamente fabulosas em termos de tradição seja na música seja noutras áreas e que é preciso perdermos o medo de mexer com elas, ou seja, pegar nelas, trazê-las para o quotidiano e construir uma nova identidade a partir delas. Penso que a haver uma lição se assim se pode dizer - e isso também é uma lição que já partilhamos há uns anos - a lição é essa, ou seja, temos de deixar ,de uma vez por todas, de termos vergonha de sermos portugueses.
[João Aguardela, recordado no Portugália de 19/Jan]
Estão a passar duas semanas sobre a morte de João Aguardela. O acontecimento foi assinalado aqui pelo André, mas, e como disse na altura, o músico é muito mais que a voz dos Sitiados... Para a maioria das pessoas, acredito que João Aguardela seja simplesmente a voz da Vida de Marinheiro, do Vamos ao Circo... No entanto, o músico assumiu uma posição bem particular no mundo da música, posição essa mais marcada em todos os seus restantes projectos: Megafone, Linha da Frente, A Naifa.

A importância da tradição, em especial da música tradicional portuguesa, é a base dos projectos de Aguardela. O músico referia que neste momento já não existe uma música tradicional activa, pois a música desligou-se da actividade quotidiana das pessoas. E, portanto, a existir uma música tradicional portuguesa ela tem de ser re-inventada. Desta forma, ele não canta a tradição, não mostra a tradição, acolhe-a e reinventa-a. As recolhas já documentadas, os contactos mais pessoais, a memória da memória, aliam-se a outras sonoridades, a outros instrumentos e tecnologias. O resultado são diferentes abordagens em diferentes contextos sonoros, que podem chocar pelo confronto, mas também surpreender pelo conjunto.

Neste campo, Megafone é o projecto mais arrojado, cruzando as recolhas com música electrónica.
O Megafone é tradicional de mais para o circuito electrónico e é electrónico de mais para o circuito tradicional.
Megafone teve quatro volumes e Aboio (do terceiro, 1999) deve ter sido a música mais divulgada [na Antena3]. Portanto, para juntarem ao vídeo do André, fica agora outro, assinalando uma vertente do músico desconhecida por muitos.



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domingo, dezembro 07, 2008

na mouraria...

... ou... e vocês continuam sem sair de casa?!

Daqui a pouco no CCB, Amélia Muge canta Amélia Muge, na companhia de convidados de respeito: Ana Moura e Gaiteiros de Lisboa.
É tempo, sobretudo, de recolecção em prados conhecidos. De pegar em cada canção, olhá-la como se olha uma planta, ponderar o que é fruta, flôr, cacto ou arbusto, escolher as mais resistentes, as que melhor se darão no mercado da praça, as mais vistosas, eventualmente as que, com formas estranhas, possam chamar a atenção porque definitivamente, mais ninguém tem iguais para vender.
É tempo de recolecção. De pôr as canções todas “numa carreirinha, para ver até onde eu cheguei”, como dizia a Rosa Ramalho a propósito das suas peças de cerâmica.

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terça-feira, novembro 25, 2008

uma casa portuguesa: UPA

Com a casa já totalmente habitada, vou apresentar os inquilinos em atraso no meu registo. No mês de Junho entraram Mesa (numa substituição de última hora) e Rui Reininho, introduzindo o binómio medo/compreensão.
Mesa e Reininho é uma parceria já conhecida com a participação do cantor no Luz Vaga do grupo portuense. Esta nova música é, claramente, Mesa, sendo a voz de Reininho um contributo que não estranha e soa até, de certo modo, familiar.

Medo/compreensão é o binómio em trabalho e Bi-polar é o título da canção, que canta (na minha opinião) a mudança de atitude perante uma mudança de vontades. Essas vontades resultam de uma consciência da necesidade de assumir o comando das coisas, libertando-se de uma presença controladora pseudo-protectora.

Eles sabem quem eu sou. Eles sabem onde vou. E são eles que sabem o que consigo fazer.
[...]
É uma voz que não fala, mas que não se cala.
[...]
É aquilo que queremos que nos está a mudar. É o que sonhamos que está a mudar.

João Pedro Coimbra (dos Mesa), "Bi-polar" (2008)
interpretada por Mesa e Rui Reininho


Relembro que as músicas são criações originais [ou não!] e vão sendo disponibilizadas na página UPA08
do site da Encontrar-se, onde se pode ouvir a música gratuitamente e fazer o donwload mediante um donativo.

NOVIDADE: todas as músicas da casa encontram-se também reunidas em CD+DVD.

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quinta-feira, outubro 23, 2008

festival à porta

Alguma vantagem havia de ter de andar mais tempo cá para baixo... sempre são menos 300km!

Planos para o fim-de-semana?...

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domingo, outubro 05, 2008

uma casa portuguesa: eu queria ser músico... de jazz

Esta semana comemorou-se mais um Dia Mundial da Música. O meu contributo para a causa é - como não podia deixar de ser! - com música nacional. Desta vez, chamo à casa Margarida Pinto. Tem apenas um trabalho a solo - Apontamento (2005) - (sendo também vocalista dos Coldfinger). Apresenta-se aqui a cantar em português, com uma voz doce e arranjos quentes e diversificados. Um álbum de que gosto bastante, nas suas proximidades e afastamentos das "fronteiras" de estilos. Em particular, "Eu queria ser músico..." mantém a simplicidade e a suavidade harmoniosa de todo o álbum, e chama a si também uma profundidade sonora com sabor a jazz.

O jazz... Há uns anos perguntaram-me se gostava de jazz e a resposta foi qualquer coisa como: estou a tentar aprender a gostar... Não acho que seja algo inato, tem de se ir amadurecendo, mas anos volvidos e a reposta vai-se mantendo... Há apresentações mais experimentais que me ultrapassam um bocado, mas já vou sabendo que há muita música boa de ouvir. Não tenho CD's de jazz, no entanto, no devido ambiente e com a devida disposição, consegue ser o som perfeito. As minhas memórias jazzísticas são deitadas no relvado de Serralves, de olhos fechados apenas a ouvir a banda... porque sim.

Gosto do jazz "bem comportado", que soa bem, que encaixa sem dificuldade no conceito de música... Não quero ser mal interpretada, mas o que quero dizer com isto é que a onda experimental e do improviso, por vezes estranham os meus ouvidos (e os de muita gente!). Percebo a riqueza musical, quer ao nível da técnica, quer da interpretação, mas às vezes, do lado de fora, o resultado é... incompreensível... Não gosto de não perceber o que ouço... Aliás, gosto de poder não precisar de perceber... Gosto de poder ouvir... apenas porque sim...

Quando quero descansar
e quando tu vais dormir
ponho um disco do coltrane e ficamos a ouvir
[...]
Às vezes não adormeces
E eu não descanso
Mas o jazz ajuda a sonhar
Faz-nos voar com seu balanço

Eu queria ser músico de jazz
Eu queria ser
Eu queria ser alguém
E eu imagino o Coltrane
Certo dos segredos que desvenda
Na alma de quem ouve a luz e a poesia e o som e a vida
e tudo o que ela tem de bom...

Miguel Cardona, "Eu queria ser músico..."
cantado por Margarida Pinto (2005)

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sexta-feira, setembro 12, 2008

12,13 e 14 de Setembro...

... ou tivera eu o dom da multiplicação...

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quinta-feira, setembro 04, 2008

5, 6 e 7 de Setembro...

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segunda-feira, setembro 01, 2008

uma casa portuguesa: km zero

Estou maravilhada!... Acabei de descobrir que há um programa televisivo de divulgação de músicos/bandas portugueses! Estava a fazer um último zapping antes de desligar a televisão, quando vejo passar à minha frente as letras finais de um programa com apresentação de J.P.Simões que parecia chamar-se "km zero". Voltei ao computador e fui investigar...

É um programa semanal da dois:, emitido sábados ao fim da tarde, com repetição aos domingos de madrugada. Estreou no fim de Julho e durante 13 emissões de meia hora vai divulgar 39 músicos/bandas portuguesas em início de carreira, com trabalho de qualidade mas desconhecidos do grande público.
KM0 (Quilómetro Zero) é um programa televisivo sobre músicos portugueses não conhecidos do grande público e que não têm um contrato editorial relevante mas que têm já uma obra, de algum modo, apelativa. [...] Entra nos ensaios de fim-de-semana, nos concursos de estreantes, nos bares e nas discotecas, nos estúdios das rádios locais que divulgam nomes novos, nos quartos dos DJ’s, nas salas de gravação alugadas à hora, nas redacções dos fanzines, nos jardins dos subúrbios, e nas garagens das bandas.
Para já não tenho muito mais a dizer, mas estou tão maravilhada pela existência do programa que não consegui resistir a vir bradá-lo a todos.

KM ZERO
RTP2
sábados, 19h30
(repetição) domingos, 1h30
[programas on-line] [blog] [myspace]

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quinta-feira, agosto 14, 2008

se perguntarem por mim...

[site]

... eu hei-de voltar...
É só deixarem passar este festim de festivais e eu volto a assentar arraiais.


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quarta-feira, agosto 13, 2008

andanças 2008 [I]


Tenho umas coisas para dizer, mas isso vai ficar para depois [pois outros festivais se me atravessam no caminho!]. Para já, ficam com um pequeno vídeo do Tiago Pereira que, acompanhando B Fachada na sua música, dá um pequeno passeio visual pelos cantinhos andanças com uma incursão sonora descontraida/reflexiva pela importância da tradição/variação.

nestes dias tive tempo para pensar
se a tradição estará mesmo para acabar
e cheguei à conclusão fundamental
que nesta história da canção tradicional
é bonito ouvi-la vir de alheia mão
mas mais bonito é vir do próprio coração
se depois tem de resultar num bem comum
isso não nos pode pôr problema algum
que o colectivo que há em cada um de nós
não tem, porra, apenas uma voz

e ouvir o bem comum de outra gente

que deixa o antropólogo louco de contente

que por nascer das veias da comunidade

para nós é música e para eles identidade

e porque vejo que saber gostar de ouvir

é diferente de lembrar e produzir
perguntei ao sangue pela minha tradição
o sangue respondeu-me esta canção...
[B Fachada, 2008]

espaços andanças: bar farturas / relvado / espaço paralelas / tenda6 / bar / pauliteiros / tenda2 / bar / instrumentos / entrada campo / mural / tenda7 / relvado / palco alto / cantina / igreja / cantina entrada / wc / bombeiros / camping / horta / estufa / wc

foto: minha

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domingo, agosto 03, 2008

e o andanças está de volta!

Bem-vindos todos ao salão de festas
faz bem andar metido nestas ANDANÇAS
se agora danças
logo pensas
e mais
fazes diferentes
dias que eram iguais
ora puxa o corpo pra cá
quero o eco aqui que é de lá
faz por mexer, mexe
e faz com que (oxalá!)
amanhã seja o que não há

Sérgio Godinho, "Salão de Festas" (1984)


No ano passado foi assim: Impressões de uma estreante
[os espaços] [o espírito] [os bailes] [as oficinas] [as portuguesas] [últimos agradecimentos]

Agora, com vossa licença,
vou novamente ali bailar e já volto.

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quinta-feira, julho 31, 2008

tivera eu o dom da multiplicação...

Ollin Kan Portugal
31, 1 e 2 - Vila do Conde

Galaicofolia
1, 2 e 3 - Esposende

Intercéltico de Sendim
1, 2 e 3 - Sendim / Miranda do Douro

L Burro i l Gaiteiro
3 a 6 - Miranda do Douro

Andanças
4 a 10 - Carvalhais / S. Pedro do Sul

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