quinta-feira, julho 30, 2009

um ano pela mouraria...

... e muitos, muitos teatros


Lisboa tem muitos teatros! Um ano deu para coleccionar alguns deles e muitos ficaram ainda por visitar. Ah e tal e o Porto também tem muitos... Até pode ser, mas em Lisboa o número e a concentração sobe de forma incrível. Isto é exemplo da multiplicidade de oferta cultural, mas também da riqueza arquitectónica conservada. Os teatros são mais que muitos e muitos deles valem também apenas pelo espaço em si.

As peças de teatro, de dança, os concertos, os bailes,... - os motivos de visita foram os mais diversos. Grande parte previamente planeados, alguns decididos apenas no momento. Abrir a agenda cultural ao fim da tarde e averiguar o que fazer e onde ir à noite, tendo ainda direito de escolha é algo a que era capaz de me habituar... E agora, mais do que nunca, não percebo como é possível ficarem em casa sem fazer nada...

Isto de vir da província à capital deixa-nos assim, um bocado estúpidos...

fotos: camões / ccb / comuna / culturgest / ibérico / luz / d.maria / maria matos / tivoli / trindade

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quarta-feira, julho 22, 2009

jorge palma em belém

Na semana passada, os jardins da Torre de Belém (Lisboa) encheram para ver Jorge Palma e os seus ilustres convidados encerrar as Festas de Lisboa. «Qualquer Coisa Pá Música» - assim se chamava o espectáculo.


Abriram os Tocá Rufar com os Gaiteiros de Lisboa nas percussões e gaita e entraram os Demitidos e Palma à guitarra desvendando Portugal, Portugal. Ao palco, cada um na sua vez subiram também os tais convidados... os amigos! Rui Reininho cantou Frágil - muito bom! Mariza acompanhou a Canção de Lisboa - interpretação "demasiado" própria. J.P.Simões cantou no Bairro do Amor - desafio cumprido. Cristina Branco foi a Estrela do Mar - muito bem! Sérgio Godinho foi cúmplice do Jeremias - não foi um bom momento, com muita pena minha... Adolfo Luxúria Canibal declamou À Espera do Fim - uma boa ideia, mas que precisava de ser mais trabalhada. Fausto cantou e acompanhou à guitarra Dá-me Lume - estranha confluência de estilos. Os Gaiteiros voltaram para o Encosta-te a Mim - uma justaposição que deixou em falta alguma interligação. E, no final, a chamar de novo todos ao palco, os Tocá Rufar deram o ritmo do A Gente Vai Continuar. Pelo meio também um quinteto de metais foi acompanhando o desfile de canções: os clássicos, as novidades e algumas outras mais ou menos conhecidas do grande público.

Foi um bom fim de Festas. Entre as músicas que esperamos e aquelas que nos surpreendem houve um pouco de tudo. Não foi, no entanto, uma boa imagem... Começa a incomodar-me a, digamos, boémia aplaudida, incentivada, troçada, pelo grande público. Não me interpretem mal, gosto muito da sua obra, e apesar de pôr em dúvida o seu estilo de vida, aprecio o seu à vontade com o público e a ligação que consegue em cima do palco. No entanto, tudo isso começa a desmoronar-se quando a tendência para o disparate surge como resposta a isso mesmo. Saber rir de si próprio é uma virtude... quando temos as pessoas a rirem-se connosco e não a rirem-se de nós... E saber distinguir essas situações é que pode ser complicado. Acho que estou a ficar velha...

imagens (1. do cd Qualquer Coisa Pá Música) (2. do vídeo Encosta-te a Mim)

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segunda-feira, julho 06, 2009

wok

[Lisboa, Maio/2009]
A sala principal do Teatro da Trindade (Lisboa), longe de estar cheia, recebeu WOK - um espectáculo de percussão sob a chancela dos Tocá Rufar. Seis elementos em palco dão conta de uma série de bombos, bombinhos e bombões. Coordenação fantástica de som e movimento nas baquetas, nas mãos, nos braços, nas pernas, no corpo, na cabeça,... Uma coisa me impediu de apreciar o espectáculo como devia: os fatos! Era suposto representaram tribos do futuro, portanto, uma mistura de negros e coloridos, de licras e cabedais, de cabelos florescetes e máscaras escuras. Não gostei dos fatos! Ou melhor, não gostei do enquadramento: não consegui uma ligação pacífica entre o "futurismo" das roupas e a tradição dos instrumentos. Acho que só ultrapassei a estranheza no "convívio" final. O "chefe" da tribo, sem nunca falar língua de gente, convida ao palco alguns elementos da plateia ensaiando meia dúzia de ritmos - momento bem acolhido pelos artistas de ocasião, gerando situações bem divertidas para toda a casa. A colaboração final com "palmas de repetição" de todo o público foi muito bem conseguida e as palmas de encore soaram ainsa bem ritmadas em jeito de lição bem estudada.

Ainda em digressão: Guarda, Mafra, Moita, Trofa, Vagos, Açores, Grândola, Alcochete.

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sexta-feira, junho 26, 2009

estreei-me no santo antónio...

Ponto de encontro: Avenida, depois de jantar, para espreitar as marchas. Tem alguma piada ver 3 ou 4, mas não percebi como se aguentam mais de 20!!! Não se ouve, não se vê, só se espreita. Espreitei meia dúzia delas: 5 eram brilhantes e cor-de-rosa e uma era interessante: Carnide, com retalhos e chapéus de palha, com abóboras e couves nos arcos, ladeados de espantalhos - gostei mesmo. Ainda vi os noivos passarem no meio do desfile, acenando às pessoas em jeito de magnatas - confesso que me ultrapassa um bocado o espírito das noivas de Sto. António...

Então, e agora? O Castelo dizia-se demasido populado; rumámos assim em direcção a Alfama. Complicado para quem não sabe o caminho: os sentidos de deslocação da multidão divergem, não há um rebanho único que possamos seguir... Mas algumas indicações após, lá fomos chegando a Alfama. Pelo caminho, os cheiro a sardinhas, pequenos manjericos na mão e... música de discoteca???!! Então e o bailarico?! Chegados a Alfama, as praças e ruelas estão mais bonitas, sim, bem enfeitadas, mas a música não muda muito... Nos outros anos havia baile aqui na praça... - diziam...

Mais à frente, uma pausa para caldo verde, chouriço, ginginha e arroz doce - o da Ti Beatriz, que faz o cliente mais feliz (ou qualquer coisa do género) - tudo muito bem, mas então e o Quim, a Tonicha ou as Doce?! Com o aproximar das 4h da manhã fomos corridos das mesas e botámos de novo pés ao caminho. Descendo até ao rio, ouvia-se Quim numas colunas e ainda se viam dois pares em passo de baile. Logo parámos e ali ficámos durante as três últimas músicas. Findado aquele baile, continuámos a descida. Já junto ao rio, as barraquinhas de feira, as farturas e no final um artista do acrodeão tocava as músicas finais! E dando ao pé e abanando a anca, lá cantámos "Cheira a Lisboa", "Aldeia da roupa branca" e "Uma casa portuguesa". E fechado o último baile, continuamos a caminhada cantando noite dentro pelas ruas para animar uma cruzada quase inglória...

Para a próxima faxabor de pôr umas setas a indicare o caminho! É que a gente somos da probíncia e queremos é bailarico! Que soudades do Som Juom!... Do alho porro, da cidreira e hortelã, do fogo, do balom e dos martelos, dos concertos, dos bailaricos e das cascatas… Bocêses em bez de bailar e lançar o balom abanam a cabeça e bêem as noibas... Balha-bos o arroz doce e a ginginha!


fotos (1) (2) (3) (4)

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sábado, maio 09, 2009

jazz às 5as

Começou esta semana mais uma temporada do Jazz às 5as no CCB (Lisboa). De Maio a Setembro, todas as 5as feiras, a partir das 22h, na cafetaria do CCB a noite é do jazz, com entrada livre!


A abrir esta terceira temporada tivemos o contrabaixo de Carlos Barreto em trio com um saxofone e bateria (que a minha ignorância não me permite conhecer). O espaço da cafetaria, com as cadeiras dispostas em modo de concerto, encheu, com ainda mais cadeiras acrescentadas, gente sentada à frente e mais uns quantos de pé à porta. Ouviram-se peças compostas por cada um dos músicos, que, apesar de já se terem cruzado em Paris ou Nova York, estavam a estrear-se em palco os três juntos apenas nesta semana - eu admiro esta capacidade de adaptação e improvisão instantânea de uns sobre os outros que se vive no mundo do jazz... Jazz pouco agressivo - audível, no meu conceito muito pessoal - ponteado por momentos de solo, uns mais experimentais que outros - que estranham ao meu ouvido... Foram quase duas horas diante de três músicos descontraídos construindo cumplicidades em palco.

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terça-feira, abril 21, 2009

na mouraria...

Qual é o vosso problema com o quarto de banho?!

Já sei que não vamos para lá dormir, mas também é um bocado pequeno para ser uma casa, não?! É que até parece que não percebem do que se está a falar... Mania da superioridade de julgamento dos regionalismos...

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segunda-feira, abril 13, 2009

abril, abril, como eu gosto de abril!...

LISBOA, CAPITAL, REPÚBLICA, POPULAR
MusicBox - Lisboa

16Abr (5a)
Sérgio Godinho + J.P. Simões + Couple Coffee

17Abr (6a)
Janita Salomé + Sam the Kid + Cool Hipnoise

18Abr (sáb)
José Mário Branco + Camané + Dead Combo

bilhetes diários: 10€
Um evento para lembrar Abril e os seus arquitectos, um acontecimento que queremos como inspiração para pensar e agir, como ponte entre o passado e o futuro.
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quinta-feira, fevereiro 19, 2009

na mouraria...

O metro de Almada [sim, Almada tem metro!!!] também é de superfície!




Porque é que só se desdenha o do Porto?!...




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domingo, dezembro 07, 2008

na mouraria...

... ou... e vocês continuam sem sair de casa?!

Daqui a pouco no CCB, Amélia Muge canta Amélia Muge, na companhia de convidados de respeito: Ana Moura e Gaiteiros de Lisboa.
É tempo, sobretudo, de recolecção em prados conhecidos. De pegar em cada canção, olhá-la como se olha uma planta, ponderar o que é fruta, flôr, cacto ou arbusto, escolher as mais resistentes, as que melhor se darão no mercado da praça, as mais vistosas, eventualmente as que, com formas estranhas, possam chamar a atenção porque definitivamente, mais ninguém tem iguais para vender.
É tempo de recolecção. De pôr as canções todas “numa carreirinha, para ver até onde eu cheguei”, como dizia a Rosa Ramalho a propósito das suas peças de cerâmica.

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sábado, dezembro 06, 2008

na mouraria...

... ou... e vocês continuam sem sair de casa?!

Há espectáculos todas as semanas e o Teatro Camões e espectáculos todas as semanas e a CNB e espectáculos todas as semanas e a CPBC e espectáculos todas as semanas e mais companhias convidadas e espectáculos todas as semanas!

Há duas semanas fui ver isto.
Esta noite fui ver isto - que repete sábado (hoje portanto).
Estou as fazer as pazes com o contemporâneo!

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quinta-feira, novembro 06, 2008

mudar de vida... em Lisboa

Sala cheia, pois claro! Ao palco sobem convidados de peso e músicos de luxo: Gaiteiros de Lisboa, José Peixoto, Carlos Bica, Rui Júnior, Filipe Raposo, Guto Lucena, que fazem soar percussões, guitarra, contrabaixo, piano/acordeão e saxofone, acompanhados também por um quarteto de cordas [a malta da Jota! =) ]. Ao centro, um banco e uma guitarra aguardam José Mário Branco para (mais uma) noite "única".

Mudar de Vida foi de novo cantado, declamado trazendo à memória o afamado FMI. Os gritos de ordem "Mudar de vida" sairam por vezes um pouco descoordenados, mas com a força indispensável para um concerto que, com letras de hoje e de ontem quer manter alerta a mente entorpecida.
... Mudar de vida
romper os cordões da sorte
Não sei se é suposto fazerem-se comparações, mas eu estive nas duas "edições" do espectáculo e, por isso, é inevitável. Não sei se a memória já me atraiçoa a análise, não sei se foi a força da primeira vez, mas gostei mais do concerto do Porto. O impacto dos Toca Rufar a descer a escadaria da Casa da Música, um leque de vozes mais completo e acho que também a data influenciou: José Mário em Abril tem outro espírito colectivo. Achei, este espectáculo de Lisboa, mais vivido dentro do palco... um excelente encontro de amigos, mas com uma maior distância para fora... Terá sido?
... Mudar de vida
isto não muda sozinho
Comparações de lado, gosto bastante do senhor em palco, gosto das apresentações (pseudo-)intimistas em jeito de tertúlia, gosto da escolha contextualizada dos temas, gosto da riqueza dos arranjos musicais e do entrosamento das vozes, gosto da movimentação "maestrina" do corpo, gosto da entrega interpretativa.
... Mudar de vida
acordar o pensamento
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segunda-feira, novembro 03, 2008

na mouraria...

... ou as coisas que uma pessoa descobre!
O Colombo tem uma capela!!!...


Tem tudo o que possa imaginar. - anuncia o site do Centro Comercial.

E o que não imagina também!!! - acrescento eu...

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terça-feira, outubro 28, 2008

mudar de vida 2

Há deslocações que vêm mesmo a calhar! No ano passado, a comemorar Abril, foi assim na Casa da Música (no Porto). Esta semana chega à capital: 5a e 6a na Culturgest.

Mudar de Vida chamava-se o espectáculo "único" de José Mário Branco, agora "repetido" sob o título Mudar de Vida - 2. Novos convidadados permitirão novas abordagens, mas o conceito acredito que se mantenha: um desfile de canções do Resistir é Vencer, entremeadas com canções de outros tempos que o artista mantem actuais...

Mudar de vida e acordar o pensamento...

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quinta-feira, outubro 23, 2008

festival à porta

Alguma vantagem havia de ter de andar mais tempo cá para baixo... sempre são menos 300km!

Planos para o fim-de-semana?...

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terça-feira, outubro 21, 2008

na mouraria...

Num percebo...
Num posso abrir a boca que bem logo alguém perguntar se sou do Norte...

TPC: dezóito, dezóito, dezóito, dezóito, dezóito, dezóito, dezóito, dezóito, dezóito, dezóito

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sexta-feira, outubro 10, 2008

na mouraria...

... ou esquizofernia geográfica

Quinze minutos parada em frente ao rio, com uma amostra de mapa, a tentar perceber como é que, estando na margem Sul entre as duas pontes, continuo a ter água a Sul e vejo a ponte 25 de Abril à minha direita...

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sábado, outubro 04, 2008

na mouraria...

Um novo conceito de linhas longitudinais: umas leves manchas de tinta esbranquiçada que aparecem de longe a longe (muito de longe a longe!!!) na estrada.

Como é que conseguem conduzir naquela coisa a que chamam 2a circular sem conseguirem ver o que quer que seja marcado no chão?!...

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