terça-feira, setembro 08, 2009

avante - momentos seleccionados...

... numa selecção muito pessoal

Documentário sobre Fernando Lopes-Graça no auditório do Pavilhão Central: muito interessante pela vida e pela obra, pela música, pela importância de uma arte instruída e consciente de si mesma.

O plano tecnológico - esse bicho papão! - no espaço de debate do Pavilhão Central: e porque quem lucra são as empresas e as operadoras, e porque não se potencializaram os recursos já disponíveis, e porque se descurou um plano formação adequado, e porque e porque e porque...

Clã no 25 de Abril: graaaande concerto por uma grande banda! sem desmerecer nenhum dos restantes músicos, a energia e a entrega da Manuela em palco é meio concerto ganho.

A história da gaivota e do gato que a ensinou a voar no Avanteatro: a beleza do teatro de marionetas para uma plateia de crianças e adultos atentos a palavras e movimentações, com momentos divertidos e emotivos, transmitindo sempre uma mensagem da amizade e perseverança.

O Auditório 1º de Maio: um óptimo local para se passar a tarde, num ambiente mais intimista ao som do jazz, do fado, das cantigas, do blues,...

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sexta-feira, setembro 19, 2008

O último grito



A insuspeita - e para mim desconhecida - estilista Robustella Krizia agitou as águas da polémica com o seu desfile no Madrid Fashion Week que decorre neste momento. A estilista colocou as manequins a desfilar com um açaime. Será um protesto contra a imposição de voto, que a bancada PS quer obrigar os seus deputados a ter, para chumbar as alterações legislativas que podem vir a permitir os casamentos gay?

Mais fotografias do desfile aqui

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quarta-feira, outubro 03, 2007

Menezes

Deixemos para trás o que no pretérito jaz. Para Menezes ganhar as eleições legislativas tem duas semanas para estabilizar o PSD e dois anos para conquistar o país. Para tal, tem, a meu ver, de fazer três coisas essenciais:
  • Estar mais preparado e estudar melhor os dossiers do que Mendes: era confrangedor ver os debates mensais com o PM, onde este era acusado pelo líder da oposição de ser apenas forma sem conteúdo, mas onde Sócrates levava sempre a melhor por um mais profundo conhecimento das matérias. Aliás, nunca percebi porque acusavam Sócrates de populismo, usando como argumento que este passava a semana a preparar os debates semanais com Santana: um bom profissional, se quiser ser promovido, tem de se preparar para os momentos decisivos, assim como um estudante que queira passar tem de estudar para os exames. Sócrates também é populista, mas não o é, certamente, por aplicar o seu tempo a preparar as suas intervenções;

  • Tomar como suas duas ou três causas, evitando, se possível a educação e a saúde: há corporativismo a mais e são zonas de conflito permanente. Sócrates bate-se pelo ambiente e pela desburocratização (que palavra mais burocrática de se dizer/escrever). Um exemplo: sempre que há uma novidade em matéria de ambiente ou de simplificação processual, o mérito vai direitinho para Sócrates. No meu dia a dia, é enorme a quantidade de loas a Sócrates que ouço por parte de empresários, mesmo com ligações ao PSD e ao PP, que conseguiram aquele licenciamento ou resolveram um assunto jurídico em metade do tempo, gastando metade do dinheiro, ou nenhum, porque os serviços necessários já estavam disponíveis online. E, num país afogado em burocracias, isto conta e muito;

  • Respeitar o político Sócrates. Mendes passou o tempo a dizer que Sócrates era populista, que prometia mas não cumpria, que não era sério, que não tinha valores. Desculpem, mas esse tipo de discurso é o que eu ouço no café, é aplicado a todos os políticos e tem um nome: conversa de chacha. O melhor que Menezes tem a fazer é ver onde Sócrates é forte e aparecer ao lado dele nesses assuntos e avaliar onde ele é fraco e apresentar alternativas bastante claras, publicitando-as o mais possível.

É simples: estudar as matérias melhor que o adversário, apadrinhar algumas causas, respeitar Sócrates e em 2009 poderá haver uma surpresa. A pior coisa que um político pode fazer é subestimar o adversário. Mendes fê-lo e perdeu. Que sirva de lição a Menezes.

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quinta-feira, setembro 13, 2007

saudades do Filipe...

No sentido de... digamos, de me "cultivar politicamente", sempre li atentamente a opinião do Filipe, pois, sem qualquer pretensiosismo, ele falava de uma mudança pessoal de estádios, referindo claramente uma posição inicial - primária e natural - que eu sempre achei inevitável... Isto porque eu não acho natural nascer-se de direita! Numa inocente, ingénua ou mesmo ignorante teoria, tenho para mim que, em condições normais - seja lá o que isso for! -, todos somos inicial e naturalmente de esquerda... A força das circunstâncias - seja também o que isso for! - é que nos traz novas ideologias...

Mas dizia eu que tenho saudades do Filipe...

«Na adolescência, não tinha dúvidas: não só a Esquerda era a melhor solução possível, como a existência de uma coisa chamada Direita me era inexplicável. Não era a Esquerda pela igualdade, pela liberdade, pelo fim da pobreza, pelo fim das desigualdades sociais? E não eram esses objectivos os mais nobres dos objectivos? [...] o meu mundo era claro como a água. De um lado, os bons: a Esquerda. Do outro, os maus: a Direita. O único senão deste esquema eram os regimes comunistas [...] Via-os como uma degenerescência dos ideais da Esquerda, mas, por qualquer razão obscura, não os ligava às ideias em si, mas aos homens que as levaram à prática. [...] E acabava por refugiar-me no subconsiente: se determinada ideia era boa, é porque era de Esquerda. Douta ignorância! Até que encontrei a minha estrada de Damasco. Não propriamente a que me converteu, mas a que me educou. A que me ensinou que Esquerda e Direita eram só diferentes, sem que o Senhor Deus se tivesse alguma vez pronunciado sobre a validade absoluta de ambas.»
Filipe Alves Moreira, Dez/2005
Esquerda / Direita: um depoimento pessoal

«a maior parte das pessoas, pura e simplesmente, está-se nas tintas para saber se tal ou tal política é mais de Lenine, Burke, Reagan ou nórdica. Havendo sol no Verão e chuva no Inverno, 60 e muito % da população mundial passa bem sem discussões intelectuias sobre o neo-liberalismo ou o socialismo democrático. E, vejamos: o comunismo ruiu, as teocracias ruiram (vão ruindo...), o capitalismo, provavelmente, vai ruir. Quem nos pode garantir o que quer que seja? Em muito que pese aos velhos profetas de Esquerda, ou aos novos profetas de Direita, a humanidade patenteia uma imprevisibilidade desconcertante, de mistura com uma acentuada propensão para a mudança.»
Filipe Alves Moreira, Dez/2005
Opções



Integrando eu, infelizmente, os tais 60 e muito % da população e estando ainda a atravessar uma adolescência política tardia, continuo a perguntar-me quando é que as "ideias correctas" deixaram de ser comunistas... ou ainda quando é que as ideias comunistas deixaram de ser "ideias correctas"...

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sexta-feira, setembro 07, 2007

quando é que isto mudou???...

Tracy Turnblad: I also hope to be the first female president
Corny Collins: As your first act as president, what would you do?
Tracy Turnblad: I'd make everyday Negro Day!
Corny Collins: I read you like tomorrow's headlines!

Mr. Spritzer: [about Tracy] I want that chubby Communist girl off my show!



Tracy é o "patinho feio" eticamente correcto (apoiante da integração racial dos anos 60) e Mr. Spritzer o suporte da "bruxa má"... quando é que isto mudou???...


Hairspray... É um musical... muito – demasiado! – musicado! Onde, para além das canções e das canções e da mensagem social e das canções e da mensagem social se espera pelo momento do beijo ou da dança do Travolta feminino... Será que é agora... Será que é agora...

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domingo, setembro 02, 2007

esquizofrenia ideológica?...

A minha ignorância política não é propriamente um grande segredo. Posto isto, e levada a este post do Kontratempos que colecciona ligações para post's sobre os polémicos convidados do Avante, decidi botar leitura a todos eles [até então]. Admiro-vos a todos! Com a excepção daqueles que apenas "informam" da "visita", todos parecem saber perfeitamente como estamos perante esta situação: é uma espécie de consequência directa do ardil, falta de escrúpulos e hipocrisia* do PC... Pasmo com tamanha passividade perante o absurdo! Eu também não concordo com o "estatuto" das "visitas" da Festa, mas acho isso tão evidente que não percebo como é que se pode concordar, como se pode sequer achar que alguém concorde... Não acredito que seja uma mera questão de falta de escrúpulos... Um partido democrático – hoje! aqui! – não pode simplesmente decidir "ora, agora vou dar uma pausa a todas essas tretas dos direitos humanos e vou entrar numa de radical" – não faz sentido na minha mentezinha pequenininha... Assim, de toda a adjectivação que por aí anda, tendo em conta que nenhuma é realmente explicativa e que, portanto, eu continuo sem perceber, fico-me pela «esquizofrenia ideológica» do Bem Pelo Contrário, acreditando – ingenuamente!!! – que seja apenas uma patologia...

Mas há outra coisa que eu não percebo! Independentemente da patologia (?) comunista, se isto é, de facto, assim tão absurdo como eu o entendo, a passividade legal com que se assiste a tudo isto é o quê?... uma infestação de tsé-tsés???!!!...

* Vocabulário gentilmente cedido pelo Espumadamente. :)

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terça-feira, abril 17, 2007

O combate político

Apesar de ser bastante avessa à actividade política, aprecio o combate que travam os seus protagonistas.
No mundo do poder não há inocentes.
Compreendamos o seguinte: durante a alternância ideológica existem milhares de protagonistas e apenas umas centenas de cargos, se apenas umas centenas chegam aos lugares cimeiros, há a necessidade de se fazerem alianças, promessas, e, como também é sabido, existem promessas difíceis de cumprir, resultando o mesmo em frustrações, que alguns apelidam de traições, malentendidos derivados de subentendidos, etc.
Não sejamos ingénuos ao ponto de pensar que uma vítima angustiada, na política, não troque rapidamente de posição assim que a sua hora surja.
Posto isto passemos para o mundo dos comentadores do combate político.
São conhecidos as ideologias de Miguel Sousa Tavares, José Pacheco Pereira, Marcelo Rebelo de Sousa, Vasco Pulido Valente, António Barreto, entre outros.
Em todos eles vemos, de uma forma geral, a tentativa de serem imparciais, sendo umas vezes mais felizes e outras menos.
Efectivamente, nem sempre o pensamento e a inspiração ajudam e na actividade da escrita ambas precisam de uma relação equilibrada e íntima.
O que nem sempre acontece, pois até os comentadores políticos são dados às fraquezas e às intempéries da emoção.
Assim, é sempre positivo sabermos alguma coisa de matemática, sempre que lemos um comentador político.
No texto "Castigando os Costumes" José Pacheco Pereira pretende exercitar a imparcialidade analisando o cartaz do PNR e do Gato Fedorento.
A discussão de fundo é um tema politicamente (in)correcto: o racismo, a xenofobia contra os imigrantes.
O PNR com um discurso pretensamente xenófobo, politicamente incorrecto;
O Gato Fedorento com um discurso anti-xenófobo, politicamente correcto.
Diz JPP.
E em nome da imparcialidade ideológica, também diz JPP, que "por dizer aquilo que toda a gente pensa e não diz" a mensagem do PNR é mais eficaz.
Não estou aqui para fazer favor nenhum nem à extrema esquerda nem à extrema direita, sou avessa a ambas as opções políticas, pois, nem num caso, nem noutro, a vida humana é tida em conta, uma vez que os fins políticos justificam os meios e, não é por acaso, que ambos se aliam, quando lhes é conveniente, a regimes que andam de mão dada, muito obscuramente, com o terrorismo.
Mas o que eu considero curioso no artigo imparcial de JPP é a tentativa de legitimação do PNR pelo discurso politicamente incorrecto e pela eficácia e inteligência da mensagem e dizer o contrário dos rapazes do Gato Fedorento.
É que no fundo, bem no fundo, JPP sabe que o verdadeiro combate político a ser travado é com os humoristas e não com um grupo insignificante de seguidores de Le Pen.
Agora também considero curioso os Gato Fedorento dizerem no cartaz: "Com portugueses não vamos lá". Sinceramente não consigo livrar-me destas dúvidas cartesianas:
- porque raio continuarão os GF a viver cá?
- será que a melhor maneira de chatear os GF é obrigá-los a viver no estrangeiro?

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domingo, abril 01, 2007

Notícia de 1 de Abril

Foto: Thomas Herbrich - Música: Iron Maiden, Flight Of The Icarus

Não posso crer que o “nosso” primeiro registou uma acentuada queda no barómetro mensal da Marktest. Isto só pode ser uma daquelas notícias do primeiro de Abril.

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quarta-feira, março 07, 2007

As voltas que o mundo dá

Imagem: Imagens On-line

Fiquei estupefacto quando me apercebi que o camarada Arnaldo Matos, o grande educador da classe operária, é o advogado de defesa de António Lobo, o ex-autarca do PSD que foi condenado hoje a seis anos de prisão pela prática dos crimes de corrupção e prevaricação.

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sábado, março 03, 2007

Não seria só o Eng.º a ser feliz nesse dia

«A felicidade é abrir os jornais e não falarem de nós

George Harrison citado por José Sócrates

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quinta-feira, março 01, 2007

o que é que não está bem aqui?

Na Rua Sésamo havia uns momentos (de associação de ideias e imagens) em que apareciam uns quadrados a girar. Quando paravam, víamos, por exemplo, uma maçã, uma pêra, uma bola e uma laranja. Ouvia-se em voz off qualquer coisa como: “o que é que não está bem aqui?” Um momento curto de espera e a voz novamente: “Isso mesmo! É a bola, porque não é uma fruta!”.

Esta semana leio:
O ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes é o próximo convidado do Clube dos Pensadores. [...] Além de Santana Lopes, o painel de convidados integra ainda o jornalista Carlos Daniel, o biólogo e fundador do Clube dos Pensadores Joaquim Jorge e o médico Carlos Pereira.

Confesso que a primeira coisa que me veio à cabeça foi:

e aqui?... o que é que não está bem aqui?...

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quarta-feira, fevereiro 21, 2007

O Horto do Jacinto

O líder do PS-Madeira, Jacinto Serrão, classificou, hoje, a demissão de Alberto João Jardim como uma "traição à Região".

"Esta atitude representa uma traição aos madeirenses e porto-santenses que lhe confiaram uma maioria para governar e não para tremer perante a primeira contrariedade"

Este mesmo senhor, no passado dia 8 de Fevereiro, na sequência da promulgação da Lei das Finanças Regionais, desafiava Alberto João Jardim a demitir-se.

Pois…

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terça-feira, fevereiro 20, 2007

Textos recomendados: «Na cabeça de Sócrates»

«(…) um homem egocêntrico, que se gosta de ouvir mas que gosta pouco de ouvir os outros; um homem calculista, estratego sofisticado, que utiliza armas perigosas para se evidenciar e silenciar a oposição; um político autoritário, que não admite contestação, ardiloso na relação com a imprensa. Mas este seria um perfil demasiado simplista. Mesmo alguns dos seus detractores admitem que o seu pulso firme, a sua intransigência, o modo aguerrido e arrogante como defende as suas posições - os seus defeitos - decorrem também de uma obsessão executiva, em benefício do país. Os seus indefectíveis, por sua vez, vão ainda mais longe: nessa sua cruzada, José Sócrates soma ganhos políticos, mas queima a sua imagem pessoal, como cidadão.(…) Competência e lealdade, duas condições essenciais para valer a confiança de José Sócrates. Mas que só são uma mais-valia, se estiverem associadas. O primeiro-ministro dificilmente nomeia alguém apenas por ser qualificado: se a pessoa der sinais de que fala de mais, ou que pode contrariar a disciplina e a hierarquia impostas pelo Governo ou pelo partido, é um candidato proscrito. E, simultaneamente, também não basta ser fiel para lhe conquistar uma fatia do poder. Por uma razão simples: a fidelidade não implica, por si, bons resultados; e, como já se disse, José Sócrates é um homem de resultados, que construiu a sua imagem nesta ideia, um pouco por oposição a António Guterres.(…)»

Ricardo Dias Felner, Na cabeça de Sócrates, Público

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Pátria ou mouerte, venceremos!

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Estórias da K.A.P.I.T.A.L.

«Por muito que custe, o histórico recente do PSD na CML é o seguinte: Pedro Santana Lopes ganhou a Câmara e criou as condições para que o PSD a mantivesse. Carmona, sob o alto patrocínio de Marques Mendes, desbaratou esse capital e entrega, de mão beijada, Lisboa à coligação PS/PCP. Brilhante».

Pedro Marques Lopes


1. Se bem me lembro, o PSL venceu as eleições autárquicas em Lisboa porque foi subestimado por João Soares, que tinha acabado de fazer um péssimo mandato à frente da autarquia. Porém, a curtíssima passagem de PSL pela liderança do governo foi mais do que suficiente para desbaratar todo o capital que até então tinha angariado – que nem sequer era um capital por aí além.

2. Marques Mendes jogou uma cartada de mestre quando decidiu apoiar Carmona para a CML. Se não o tivesse feito o PSD dificilmente teria conseguido manter Lisboa.

3. Apesar de Carmona não ser [ainda] arguido em nenhum processo, ao contrário de outros Presidentes de Câmara que por esse país fora continuam a exercer as suas funções como se nada fosse, é impossível disfarçar que a CML está mergulhada num lamaçal de suspeitas e de mal-entendidos.

4. Depois dos últimos acontecimentos, quem desbaratou todo o seu [já escasso] capital político foi o próprio Marques Mendes. E o mais provável é que o PSD venha a pagar bastante caro por este erro infantil do seu líder.

5. Carmona Rodrigues nunca chegou a ter capital político que pudesse ser desbaratado.

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domingo, fevereiro 18, 2007

Avanços civilizacionais

«A transposição da linha que separava a vida e a morte foi um passo tremendo. Porque legitimou todas as intervenções: a vida no útero pode ser interrompida, os vivos poderão ser mortos antes de morrerem, o suicídio é tolerado, a pena de morte poderá voltar a ser discutida, quem sabe?»

JAS, A Caixa de Pandora

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Complicadex

Foto: Oskari Hellman

Durante a campanha ambas as partes andaram a bradar aos sete ventos que a questão do aborto não era política. Apesar de não partilhar desta visão apolítica, a verdade é que se observaram diversos personagens da direita a fazer campanha pelo Sim, e de esquerda pelo Não. Aliás, nesta matéria, ainda estão por traduzir as representações de alguns silêncios particularmente misteriosos.

Porém, apesar da axiomática vantagem do Sim, o referendo, como esperado, acabou por não ser juridicamente vinculativo.

Face à pergunta que foi colocada, e às dúvidas semânticas que, extraordinariamente, só agora parecem começar a fazer sentido para os defensores do Sim, um referendo não vinculativo seria uma oportunidade única para se preparar uma lei apoiada nas orientações mais moderadas da facção "vencedora". O discurso de “vitória” de José Sócrates parecia apontar nesse sentido, mas bastaram algumas horas para que alguns dos Sins mostrassem as suas verdadeiras pretensões: o aborto livre.

Como com o passar do tempo as clivagens entre os diferentes Sins vão ter tendência para se acentuar, e como o melhor do Carnaval ainda está para vir, vou-me entretendo a observar as evidentes dificuldades em que os defensores dos diferentes Sins se encontram por se terem apressado a anunciar uma estrondosa “vitória” que, como se nota, não passa de uma intricada vantagem política.

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quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Visão estratégica

Foto: Jaap Vliegenthart

Ora aqui está uma boa conjuntura para o Mega Ferreira poder desamparar finalmente a superintendência do “Museu Berardo”.

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quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Cadeira de educação sexual

Valentim vota SIM... e pediu a introdução de uma cadeira de educação sexual nas escolas básicas. Ora aí está uma daquelas ideias que a criançada toda agradece.

Foto: Mark Holthusen

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“E cá o Valentim, vai votar SIM!”

Num infantário em Gondomar, perante uma plateia de crianças de 3, 4 e 5 anos de idade, Valentim Loureiro revelou, no seu estilo peculiar [aos berros], que vai votar SIM. Vale mesmo a pena ouvir aqui as doces palavras do Valentim que vota SIM. [as crianças, a esta hora, ainda devem estar em estado de choque]

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