quinta-feira, outubro 15, 2009

um quadrado e uma cruz...

... não pode ser assim tão complicado!

Assembleia de Apuramento Geral de Resultados - nome pomposo que me tem ocupado nos últimos dois dias, prolongando-se ainda por amanhã. Basicamente, verificam-se as actas, reunem-se os números e... analisam-se os votos considerados nulos.

Eu sei que o voto nulo pode ser uma manifestação de intenção, de falta dela, um protesto, uma mensagem,... Eu sei isso tudo. Mas a par dos votos cruzados, riscados ou escritos, há também as bolas em torno do partido, as rodas dentro ou fora do quadrado, as cruzes ao lado do quadrado... Isto não são votos de protesto, não são votos nulos em consciência... são votos de ignorância.

Um quadrado e uma cruz... Não pode ser assim tão complicado!

Desculpem lá, mas é a primeira vez que me passam pela frente dezenas e dezenas de vontades políticas devidamente identificadas, mas que não são tidas em conta porque o eleitor não soube fazer uma cruz dentro de um quadrado.

Eu percebo que a nossa escolarização ainda não seja a desejada, que o analfabetismo ainda possa ser significativo, que popularidade da Geometria deixe muito a desejar. Mas... um quadrado e uma cruz?!... Não pode ser assim tão complicado!

Sugiro que nas próximas campanhas de sensibilização eleitoral o quadrado e a cruz, em vez de meros figurantes de anúncios publicitários, sejam explicitamente apresentados a toda a gente. Ponha-se o Goucha a brincar às cruzes com as tias, o Jorge Gabriel a mostrar quadrados às avós e promova-se uma tertúlia entre todos com a Fátima Lopes. Faça-se qualquer coisa!

... não pode ser assim tão complicado!

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domingo, outubro 11, 2009

um momento de partilha...

Já tinha saudades das filas bichas nas mesas de voto! Nos últimos anos, a deslocação à escola para votar tem sido mais rápida que ir à esquina tomar um café. Hoje voltei a ter de esperar em fila bicha. Grande confusão no átrio do pavilhão da escola. Quatro mesas de voto e um emaranhado de pessoas de onde apenas se distinguem duas filas bichas. Questionando os finais das mesmas, constato que nenhuma delas é para a minha mesa... Vou-me aproximando da dita e volto a questionar as filas bichas... Percebo que as mesas 5 e 6 se confundem no espaço. Pessoal, a fila bicha da mesa 5 é junto à parede! - ou seja 50 cm ao lado que fazem toda a diferença. Pequenos protestos, comentários e desabafos, mas as coisas lá se organizaram. Com a minha fila bicha perfeitamente identificada, 15 min de espera foram o suficiente para o cruzamento com algumas caras familiares Já tinha saudades dessa cumplicidade de, de facto, nos sentirmos todos pertença de algo comum...

Entretanto, durante esses 15minutos houve quem, chegado à entrada do pavilhão, tivesse dado meia volta, por não estar na disposição de esperar... É triste...


EDIÇÃO: Atendendo aos reparos comentados, e dando razão aos meus digníssimos leitores, voltei a chamar as coisas pelos nomes... - e é mesmo uma falha indesculpábel.

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quinta-feira, outubro 08, 2009

ser eleitor é complicado...

Na secretaria da Junta de Freguesia da terrinha, há duas semanas atrás:

- Bom dia! Queria saber onde posso consultar as listas concorrentes às eleições da Junta.

- (olhar preplexo-perturbado, com ar de quem não gostou de ser interrompido) As listas?! Quais listas?! Das mesas?

- Não. Dos partidos, das pessoas que concorrem à Junta.

- As pessoas que vão estar nas mesas?

- Não é das mesas! Os partidos em que podemos votar aqui para a Junta, as opções que vão aparecer nos boletins de voto.

- Ah, os partidos... Acho que não temos isso... Ó não-sei-quantas, nós temos as listas dos partidos para as eleições?
- As listas das mesas?
- Não! Dos partidos mesmo, para as eleições.
- Isso não temos, só temos as listas das mesas.
- É, não temos. (olhar alheado, com ar de fim de conversa)

Com muito pesar da senhora, a conversa ainda continuou mais dois minutos, durante os quais remexeu nuns papéis para procurar os contactos da Câmara - Ligue para lá que eles informam-na!

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terça-feira, outubro 14, 2008

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quinta-feira, julho 19, 2007

Abstenção

Mais um recorde batido na abstenção. Os analistas afirmam que tal é resultado da [baixa] qualidade dos políticos, dos [fracos] hábitos de democracia dos portugueses, do enorme desfasamento que há entre a quantidade de queixas que os cidadãos fazem e a sua participação efectiva em escrutínios que validem tais reclamações. Embora subscrevendo em parte, tenho para mim que tanta abstenção resulta mais de um sistema que prende o cidadão à sua freguesia se quiser votar. Democracia deve ter como sinónimo liberdade, mas no dia de eleições, o dia maior das democracias, um cidadão tem de ficar «preso» durante dez minutos na sua freguesia. É impensável que em pleno século XXI eu não possa exercer o meu direito de voto no Algarve, em Vila Real ou no estrangeiro.
Um paralelismo interessante de estabelecer é com o meio financeiro: eu posso transferir todo o meu dinheiro, aqui e agora, para quem me aprouver. Mas se fosse dia de eleições e estivesse fora da minha freguesia, seria mais um a engrossar os números da abstenção. Actualmente, há meios electrónicos e informáticos seguríssimos, capazes de asseverar que a máxima «um Homem um voto» é respeitada e até melhor preparados para a detecção de fraudes eleitorais do que pelo tradicional caderninho. Como este é um Governo tão embeiçado pelas novas tecnologias, acho que o que de mais importante poderia fazer pela democracia era dotá-la de uma logística que garantisse que todos os cidadãos que quisessem votar o fariam. Porque uma democracia que exista para servir os cidadãos será sempre mais participada e mais legítima do que uma que se serve deles.
Ou será que não querem uma democracia forte?...

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domingo, maio 06, 2007

Président Sarkozy

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A Fuga das Galinhas

No passado dia 19 de Fevereiro Alberto João Jardim demitiu-se, num protesto veemente contra a Lei de Finanças Regionais, numa clara provocação ao Governo da República.

Apesar de já então ser improvável que Alberto João não voltasse a vencer as eleições legislativas regionais, pela nona vez consecutiva com maioria absoluta, ainda havia por aí uma réstia de crédulos esperançados que José Sócrates fosse dar alguma luta – se mais não fosse, porque são os combates mais adversos que avaliam verdadeiramente o carácter de um político. Mas a verdade é que o primeiro-ministro não foi capaz de mostrar a tão almejada, quão imaginada, fibra. Bem pelo contrário. Só para não ver o seu nome associado a uma derrota, José Sócrates limitou-se a fugir. Fugiu, mas não vai ser capaz encobrir a responsabilidade política da derrota. Uma derrota pessoal e vergonhosa, porque nem sequer teve coragem para lutar.

Se dúvidas ainda existissem, estas eleições na Madeira acabam por ser bastante clarificadoras quanto ao verdadeiro carácter político do actual primeiro-ministro e do seu séquito ministrial.

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quarta-feira, fevereiro 21, 2007

O Horto do Jacinto

O líder do PS-Madeira, Jacinto Serrão, classificou, hoje, a demissão de Alberto João Jardim como uma "traição à Região".

"Esta atitude representa uma traição aos madeirenses e porto-santenses que lhe confiaram uma maioria para governar e não para tremer perante a primeira contrariedade"

Este mesmo senhor, no passado dia 8 de Fevereiro, na sequência da promulgação da Lei das Finanças Regionais, desafiava Alberto João Jardim a demitir-se.

Pois…

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terça-feira, fevereiro 20, 2007

Pátria ou mouerte, venceremos!

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