domingo, setembro 02, 2007

esquizofrenia ideológica?...

A minha ignorância política não é propriamente um grande segredo. Posto isto, e levada a este post do Kontratempos que colecciona ligações para post's sobre os polémicos convidados do Avante, decidi botar leitura a todos eles [até então]. Admiro-vos a todos! Com a excepção daqueles que apenas "informam" da "visita", todos parecem saber perfeitamente como estamos perante esta situação: é uma espécie de consequência directa do ardil, falta de escrúpulos e hipocrisia* do PC... Pasmo com tamanha passividade perante o absurdo! Eu também não concordo com o "estatuto" das "visitas" da Festa, mas acho isso tão evidente que não percebo como é que se pode concordar, como se pode sequer achar que alguém concorde... Não acredito que seja uma mera questão de falta de escrúpulos... Um partido democrático – hoje! aqui! – não pode simplesmente decidir "ora, agora vou dar uma pausa a todas essas tretas dos direitos humanos e vou entrar numa de radical" – não faz sentido na minha mentezinha pequenininha... Assim, de toda a adjectivação que por aí anda, tendo em conta que nenhuma é realmente explicativa e que, portanto, eu continuo sem perceber, fico-me pela «esquizofrenia ideológica» do Bem Pelo Contrário, acreditando – ingenuamente!!! – que seja apenas uma patologia...

Mas há outra coisa que eu não percebo! Independentemente da patologia (?) comunista, se isto é, de facto, assim tão absurdo como eu o entendo, a passividade legal com que se assiste a tudo isto é o quê?... uma infestação de tsé-tsés???!!!...

* Vocabulário gentilmente cedido pelo Espumadamente. :)

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domingo, junho 17, 2007

Contraditório

Sou um ouvinte habitual do Contraditório, programa de opinião semanal emitido pela Antena1, e onde Ana Sá Lopes, Carlos Magno, Luís Delgado e Luís Marinho debatem os principais acontecimentos da actualidade nacional e internacional. Esta semana estava particularmente interessado no programa: não podia perder a versão de Luís Marinho (Director de Informação da RTP) sobre o caso que envolveu o Presidente da República e a estação pública de televisão.

O início do programa não foi muito auspicioso, Luís Marinho começou o programa com um «pseudo-acontecimento»*: o roubo do relógio ao presidente Bush. Mas depois de cinco minutos a falar do relógio do Bush, lá entraram na análise a um verdadeiro acontecimento da actualidade internacional: o momento dramático que se vive na Palestina. Depois partiram para o comentário à sondagem da Intercampus que dá a vitória sem maioria absoluta em Lisboa a António Costa, e à análise dos possíveis cenários pós eleitorais. Já estavam nesta conversa há mais de dez minutos quando finalmente se ouve o Luís marinho dizer: “Eu propunha que nesta fase final do programa falássemos de um acontecimento político que parece que começar a ter bastante relevância que é: o papel de Cavaco Silva na actual cena política. Carlos Magno… desenvolve lá a tua tese”. Fiquei espantado com aquela saída da “tese”, mas Carlos Magno começou logo por informar os ouvintes que já tinham falado sobre o assunto nos bastidores. Para bom entendedor, meia palavra basta. Carlos Magno lá começou a desenvolver a sua tese, que defende que o poder do Primeiro-ministro se está a transferir directamente para o Presidente da República, e ainda arranja um tempinho para criticar Cavaco Silva e a RTP. Tenta passar a bola a Luís Marinho, mas este faz questão de dizer que nada tem a acrescentar. Porém, acabou por acrescentar: o que se disse [a RTP] foi que o presidente tinha razão numa parte do protesto dele, que é exactamente não se ter emitido a totalidade da cerimónia.” Tanto a Ana Sá Lopes como Luís Delgado não proferiram qualquer parecer sobre o assunto, o tema passou rapidamente da RTP para o estudo do novo aeroporto de Lisboa e não se falou mais na RTP até ao final do programa.

Conclusão: não é pelo amiguismo que se pode distinguir a blogosfera dos meios de comunicação tradicionais.

* Daniel Boorstin

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