segunda-feira, março 26, 2007

foi o que eu disse...

Nem sempre acontece, e quando não acontece fico um bocado reflexiva – sem que isso seja obrigatoriamente negativo... Mas, dizia eu, nem sempre acontece, e quando acontece sinto uma espécie de orgulhosinho simbiótico. Estou a falar da interpretação das obras de arte, seja música, pintura, dança, literatura,... Fico feliz por mim que percebi e pelo artista que se me conseguiu fazer perceber. É claro que nem todos temos de pensar o mesmo e a multiplicidade de sensações gerada pela arte é um dos seus pontos fortes... Mas sabe(-me!) sempre bem ver a nossa tese corroborada pelo autor.

E tudo isto vem a propósito de uma entrevista no Público do passado domingo a Sérgio Godinho, sobre a música seleccionada para o volume 2 da colecção dos 50 anos de música portuguesa.

«Ela é uma celebração da vida, mas da vida consciente. Neste referendo, a respeito do aborto, esta canção foi posta num blogue do não, penso que abusivamente. Houve uma reacção de várias pessoas e eu próprio escrevi um texto, porque a canção é uma celebração da vida, sim, mas de uma vida escolhida e não de um fatalismo.»

Está-se a falar do «Espalhem a notícia» e imediatamente me veio à memória um post que escrevi no início do ano, ainda antes da referida fricção, de que, diga-se, nem sequer tive conhecimento...

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sexta-feira, março 23, 2007

ficção (?)

O médico, perante uma rapariga vítima de violação, informa-a que está grávida e...

- Os procedimentos para o aborto não são complicados, eu posso...
- Não!
- Não?! Quer continuar a gravidez?!
- Sim. Vai contra os meus princípios. Eu não sou assassina... É uma vida...
- Sim... é uma vida, mas é uma vida que vai querer fazer crescer?!
- Mas o doutor é a favor do assassinato?
- Regra geral, não, mas, em certos casos, sim. E este caso do feto é um deles. É complicado definir limites. É discutível se o idiota que a deixou nesse estado deveria ou não continuar a viver. No caso do feto, podemos discutir os trimestres, mas há, sem dúvida, uma enorme barreira limitadora: o nascimento. Pode ser uma barreira moral muito ténue mas faz toda a diferença.

Seguiu-se uma troca de ideias sobre os desígnios de Deus... em que a mulher acredita e o médico não...


Pessoalmente, e, apesar de estar inclinada a concordar com o médico, não me parece que este seja o tipo de aconselhamento desejável... Se a mulher não quer, à partida, se vai contra os seus princípios, e não há risco de vida, o aborto não deve ser encorajado pelo médico. O médico deve saber acompanhar a posição da mulher e não impor-lhe a sua posição. Seria esta uma maneira de deixar a mulher mais à vontade para escolher, libertando-a um pouco do peso do assassinato que teria na consciência?... Mesmo assim...

Resta contextualizar o diálogo ali em cima: adaptado de memória do episódio de ontem do Dr. House – que, para além de ser uma série, é sabido que a personagem não prima pela delicadeza das relações humanas... por isso não deve haver razão para alarme. Mas deixou-me a pensar...

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domingo, fevereiro 18, 2007

Avanços civilizacionais

«A transposição da linha que separava a vida e a morte foi um passo tremendo. Porque legitimou todas as intervenções: a vida no útero pode ser interrompida, os vivos poderão ser mortos antes de morrerem, o suicídio é tolerado, a pena de morte poderá voltar a ser discutida, quem sabe?»

JAS, A Caixa de Pandora

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Complicadex

Foto: Oskari Hellman

Durante a campanha ambas as partes andaram a bradar aos sete ventos que a questão do aborto não era política. Apesar de não partilhar desta visão apolítica, a verdade é que se observaram diversos personagens da direita a fazer campanha pelo Sim, e de esquerda pelo Não. Aliás, nesta matéria, ainda estão por traduzir as representações de alguns silêncios particularmente misteriosos.

Porém, apesar da axiomática vantagem do Sim, o referendo, como esperado, acabou por não ser juridicamente vinculativo.

Face à pergunta que foi colocada, e às dúvidas semânticas que, extraordinariamente, só agora parecem começar a fazer sentido para os defensores do Sim, um referendo não vinculativo seria uma oportunidade única para se preparar uma lei apoiada nas orientações mais moderadas da facção "vencedora". O discurso de “vitória” de José Sócrates parecia apontar nesse sentido, mas bastaram algumas horas para que alguns dos Sins mostrassem as suas verdadeiras pretensões: o aborto livre.

Como com o passar do tempo as clivagens entre os diferentes Sins vão ter tendência para se acentuar, e como o melhor do Carnaval ainda está para vir, vou-me entretendo a observar as evidentes dificuldades em que os defensores dos diferentes Sins se encontram por se terem apressado a anunciar uma estrondosa “vitória” que, como se nota, não passa de uma intricada vantagem política.

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terça-feira, fevereiro 13, 2007

E...

Foto: Benjamin Kanarek

... bastaram dois dias para que Alberto Martins já afirme que não vai existir qualquer aconselhamento obrigatório na lei para as mulheres que queiram abortar até às dez semanas. Talvez convenha recordar que há três semanas Maria de Belém Roseira defendia um «período de aconselhamento obrigatório», tal como o que está consagrado na lei alemã. Esta ideia foi também defendida pelo obstreta do hospital de Santa Maria Miguel Oliveira da Silva, defensor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez, que chegou a afirmar que não faria «abortos apenas porque as mulheres pedem».

Pois…

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segunda-feira, fevereiro 12, 2007

porque sim e porque... SIM

Disse fêmea
Mulher feita
Disse fêmea
Disse cresce
Disse muda
Perde a estúpida inocência
Dia após dia
Para aonde ia
Disse fêmea
Mulher feita

Mal eu sabia
Que a vida rouba os sonhos
Mal eu sabia
Que o mundo nos desmama
De paixões surdas,
Cava na cara
Sulcos secos,
Sulcos secos

Disse fêmea
Mulher feita
Faz-te fêmea
Ama-te a ti mesma
O mundo espera
Cheio de tudo
Come-o, feliz, sã, gloriosa, cheia
Diz-te fêmea
Mulher feita

Eu não sabia
Que nascemos sombras
Eu não sabia
Que todos têm medo
De falhar, de perder
Não há braços de fêmea
Para embalar
O mundo

Disse fêmea
Mulher feita
Acabou-se o que era doce
Acabaram-se os amantes
O preço da mão estendida é
A pagar, a pagar,
Mais cedo ou mais tarde
Não repitas os meus erros
Menina feita mulher
[...]

Arnold Wesker / musicado por Jorge Palma (2001), "Disse Fêmea"


Porque sim, porque me apetece, porque gosto da música. O poema não é de Jorge Palma, mas encaixa-se-lhe muito bem e o acompanhamento ao piano, esse sim, de Jorge Palma, dá-lhe a profundidade de sentimento que convida à audição refexiva - tão característica na obra do músico. Gosto da música e pronto!

Porque SIM, porque... sim!

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domingo, fevereiro 11, 2007

Remate

Não vale a pena quererem escamotear a verdade. O Sim só venceu este referendo porque a nação benfiquista não saiu hoje de casa depois da vergonha que passou ontem na Póvoa do Varzim.

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Agora...

... só me resta esperar que o Valentim cumpra o que prometeu.

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sábado, fevereiro 10, 2007

em reflexão...

Auguste Rodin, "O Pensador"
[retirado daqui]


Apoiando na mão rugosa o queixo fino,
O Pensador reflete que é carne sem defesa:
Carne da cova, nua em face do destino,
Carne que odeia a morte e tremeu de beleza.

E tremeu de amor; toda a primavera ardente,
E hoje, no outono, afoga-se em verdade e tristeza.
O "havemos de morrer" passa-lhe pela mente
Quando no bronze cai a noturna escureza.

E na angústia seus músculos se fendem sofredores.
Sua carne sulcada enche-se de terrores,
Fende-se, como a folha de outono, ao Senhor forte

Que o reclama nos bronzes. Não há árvores torcida
Pelo sol na planície, nem leão de anca ferida,
Crispados como este homem que medita na morte.


Gabriela Mistral, "O Pensador de Rodin"
[encontrado aqui]



A minha ideia inicial era pôr apenas a imagem, mas, no meio da busca, apareceu-me o poema - que eu não conhecia... Eu sei que o tempo é de reflexão - aliás era essa a ideia inicial da imagem - mas achei que o poema, de alguma forma, também se adequava... Hesitei... Poderia estar a tomar partido - e não era essa, agora, a minha ideia... Li e voltei a ler... Achei que podia publicar: sendo todos nós pela vida, a reflexão em consciência - aquela que se pretende, pelo menos neste último dia -, esteja ela inclinada para onde estiver, torna-se crispante porque, de alguma forma,... «medita na morte»...

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Penso, logo sou hipócrita

Voto Não por tantos motivos que nem sequer saberia por onde começar. Motivos passionais, fúteis, profanos e altruístas; libidinosos, hidrofóbicos, religiosos e egoístas; nobres, odiáveis, conservadores e intimistas; culturais, experimentais, criminosos e vanguardistas; familiares, casuísticos, sociológicos e absolutistas; políticos, comunicacionais, revolucionários e machistas; psicológicos, espirituais, materiais e surrealistas…

Sou um ser único!

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sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Passeando pela blogosfera

Recomendo vivamente a leitura completa deste excelente post do Jacinto Bettencourt, e do qual deixo aqui dois pequenos fragmentos:

(...) É um facto: o feto tem um rosto, tem face, uma cara que nos permite reconhecê-lo naquilo que todos temos em comum, mas também na sua singularidade. Nesse momento, o feto surge-nos como um semelhante. Transforma-se, subitamente, em alguém, e não no quid, no algo, que o «sim» ostensivamente ignorou. Não há, desde modo, nada de mais concreto para a discussão neste referendo que a imagem de um feto de dez semanas: nada há de mais verdadeiro, real e profundo, do que a constatação de que estamos perante uma pessoa, uma verdadeira pessoa, em desenvolvimento, é certo, dependente, com certeza, mas pessoa, que, no sentido clássico, representa já um certo papel perante nós. É, pois, no momento particular em que encamos o rosto daquilo a que queremos negar tutela, que compreendemos muito mais, e muito para além dos conceitos abstractos em debate. Nomeadamente que ele ou ela, o feto, é já sujeito numa relação - com a mãe -, da qual nasce uma responsabilidade para esta. (...)

Existem inúmeros argumentos técnicos para justificar o «sim». Mas afinal, como definiu Buber, uma pessoa é o entre que está face a face. Uma pessoa não é algo de técnico, matemático, abstracto, biológico. Não é um conceito que depende do ligar e desligar de afectos de terceiros. A vida não explicamos, não condicionamos: compreendemos. Posto isto, domingo não referendamos somente o destino das vidas que as mães carregam consigo, mas a própria ousadia de virarmos a cara ao rosto que compreendemos, em nome de argumentos que apenas explicamos.

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quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Aborto: Prevenção

Valentim Loureiro já fez saber que vai distribuir gratuitamente, por todos aqueles que se comprometerem a votar SIM, um aparelho electrodoméstico que pode vir a ser bastante útil na prevenção do aborto.

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“E cá o Valentim, vai votar SIM!”

Num infantário em Gondomar, perante uma plateia de crianças de 3, 4 e 5 anos de idade, Valentim Loureiro revelou, no seu estilo peculiar [aos berros], que vai votar SIM. Vale mesmo a pena ouvir aqui as doces palavras do Valentim que vota SIM. [as crianças, a esta hora, ainda devem estar em estado de choque]

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como desbaralhar as coisas...

... ou as minhas humildes conclusões em vésperas de referendo:

SIM porque:
- não acho que o feto seja já uma pessoa;
- parece que às 10 semanas o feto ainda não tem desenvolvidos sistemas cruciais como o sistema nervoso e ainda não sente dor;
- não acho que seja necessário que nasçam crianças sem condições materiais e afectivas, se aqueles que são, à partida, responsáveis por elas assim não o quiserem.

NÃO porque:
- não havendo certeza científica há sempre a dúvida, e portanto, há hipótese de o feto poder sentir dor;
- acho que os direitos/deveres do pai interessado e responsável são ignorados – mas actualmente também são...
- acho que a mulher fica mais sujeita a pressões, pois o acto passa a ser legal – mas não posso rejeitar uma lei só porque não tenho garantias que vá ser cumprida... e actualmente a mulher também está sujeita a essas pressões, que apesar de serem menos “legais” são mais perigosas...


Falsos argumentos pelo SIM:

- para combater o aborto clandestino – por si só, não é motivo, pois há por aí muita coisa clandestina e não é pelo facto de existir que a vamos descriminalizar. Não tenho de criar condições para algo que considero ser ilegal! O verdadeiro motivo por trás deste é: porque não considero que o aborto seja um crime!

- porque a mulher é dona do seu corpo – não acho que o feto seja uma mera parte do corpo da mulher, é algo que com o desenvolvimento adequado se torna autónomo, mas por enquanto está totalmente dependente dela. Mas, por si só, isso não lhe dá o direito de se desfazer dele. O verdadeiro motivo por trás deste é: porque não considero que o feto seja ainda uma pessoa e a mulher não dever ser obrigada a manter uma gravidez indesejada.

- porque a lei actual não é cumprida e as excepções tornam-se demasiado burocráticas, acabando por passar os prazos – isso não é argumento! Ou concordo que as excepções da lei são suficientes ou não concordo! Não vou aprovar algo com que não concordo só porque a lei actual, com que concordo, é pouco prática. E se concordo com a lei actual, tenho é de lutar para que ela perca as burocracias desnecessárias.

- porque sob a lei vigente não foram criadas verdadeiras/suficientes campanhas, acompanhamentos e apoios à mulher que, com falta de condições, deseja continuar a gravidez e à mulher que, dentro da lei, opta por abortar – isto também não é argumento, principalmente porque esse acompanhamento e apoio também são desejáveis avançando a despenalização. Ou seja, não vou aprovar algo com que não concordo só porque actualmente não se faz algo que eu considero crucial – independentemente de se manter ou não a lei. Isto é, não é a lei actual que impede que esse acompanhamento exista e também não é a nova lei que o vai garantir.


Falsos argumentos pelo NÃO:

- porque isto é uma maneira de desresponsabilizar o Estado e a sociedade – não! É uma maneira de fazer com que o aborto seja uma real opção, caso seja esse o desejo da mulher;

- porque defendo a vida – todos defendemos a vida!!! O verdadeiro motivo por trás deste é: porque defendo a vida do feto, pois considero que é já uma pessoa.

- para aumentar a natalidade – não estamos assim tão mal! Não nos vamos pôr agora a fazer criancinhas sem futuro apenas para combater o envelhecimento da população!

- porque a pergunta não garante que a mulher tenha acompanhamento informativo prévio para poder decidir em consciência – não é isso que está em causa! A lei actual também não garante nada disso nos casos em que já permite o aborto. E se considero esse acompanhamento crucial, tenho é de lutar por ele – independentemente da despenalização avançar ou não!


SÚMULA PESSOAL:

- A base do SIM é - tem de ser! - o considerar que o feto ainda não é uma pessoa e, portanto, não é crime que a mulher aborte.

- A base do NÃO é - tem de ser! - o considerar que o feto é uma pessoa de plenos direitos e, portanto, o aborto, não estando em causa a saúde da mãe, não pode ser uma opção.

- Um facto que ambos subscrevem mas que lhes custa admitir que o outro lado também defenda o mesmo: a necessidade de reflexão, acompanhamento e apoio a quem deseja continuar a gravidez e a quem decide conscientemente abortar.


[anteriormente: como baralhar as coisas I, II e III]

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quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Deduções à colecta

Se por cada asneirola proferida nesta campanha fosse cobrado um euro, Portugal já tinha acabado com o problema do défice.

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segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Simplex

Foto: Jomppe Vaarakallio

«é mais fácil para qualquer Governo, sabendo que o aborto é um problema muito complexo, resolver o assunto dizendo: façam à vontade, sem problemas, sem penalizações, à sua discrição»

Manuela Ferreira Leite, Portugal Diário

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Está aberta a caça à cegonha

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domingo, fevereiro 04, 2007

Frei Bento Domingues - Público, 04/02/2007


"Acima do papa, como expressão da autoridade eclesial, existe ainda a consciência de cada um, à qual é preciso obedecer antes de tudo e, no limite, mesmo contra as pretensões das autoridades da Igreja."
"As declarações e posições pouco católicas de certos movimentos, personalidades e de alguns padres dão a impressão de quererem entregar à repressão do Estado, do Código Penal, dos tribunais, da polícia, da cadeia, as suas convicções morais - isto é, parece que não confiam na consciência das mulheres, na sua capacidade de discernimento .... "
"Como dizia Tomás de Aquino, só somos verdadeiramente livres quando evitamos o mal, porque é mal, e fazemos o bem, porque é bem, não porque está proibido ou mandado. "


[clique para aumentar]

Texto e foto via a «Sim no Referendo»

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Aborto e civilização

Quando se diz que o feto é “parte” do corpo da mãe, é falso, porque não é parte: está “alojado” nela, melhor, implantado nela (nela e não meramente no seu corpo). Uma mulher dirá: “estou grávida”, nunca “o meu corpo está grávido”. Uma mulher diz: “vou ter um filho”; não diz: “tenho um tumor”. (...) O mais estranho é que para os progressistas o aborto é visto como sinal de progresso, enquanto a pena de morte é de atraso. Dantes denunciavam a “mulher objecto”, agora querem legitimar a criança-objecto, a criança-tumor, que se pode extirpar, em nome do “direito de dispor do próprio corpo”. (...) Não devemos estranhar que os mesmos que sempre se equivocaram sobre tudo, desde a natureza do regime soviético a Cuba, passando pelo fim do trabalho e as nacionalizações, se encontrem agora, de novo, unidos no “sim” ao aborto (e no “não” ao sofrimento dos animais).

José Manuel Moreira, Diário Económico

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São uns vendidos!

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