Um manifesto de desejos

Neste novo ano, 2008, mais um acrescento à idade, sinal inequívoco e assumidamente interiorizado de sabedoria, deu-se ao luxo de formular alguns desejos em forma de manifesto. Não um Anti-Dantas, mais propenso ao génio de Almada, mas um de trazer por casa, simples e atingível.
São 12 os propósitos manifestamente assumidos:
1 - Continuar a ouvir pacientemente quem lhe fala mal de Portugal e dos portugueses e lhe apresenta argumentos historicamente irrefutáveis;
2 - Compreender quando o ponto anterior se transforma "heroicamente" num preconceito;
3 - Aprender a ouvir os outros, mesmo os defensores do dispensável;
4 - Interpretar e posteriormente reagir;
5 - Analisar e só depois resistir;
6 - Compreender antes de se opor;
7 - Sistematizar e responder calmamente;
8 - Criticar e protestar então;
9 - Assumir e interiorizar os seus pensamentos como uma partícula do (in)defensável;
10 - Ter a consciência da alegria, diálogo e reflexão;
11 - Compreender os seus gostos como parte integrante da sua visão do mundo;
12 - Perceber que os políticos são o fruto do seu tempo.
Observou orgulhosamente os seus 12 mandamentos e compreendeu, então, a razão da existência dos outros.
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