quarta-feira, janeiro 02, 2008

Um manifesto de desejos


Um Ano Novo é sempre um manifesto requintado ao envelhecimento, mas não é motivo suficiente para se render ao isolamento. Este ano as mudanças de festividade foram assumidamente diversas e sentiu-se manifestamente contente. Contente consigo mesma e, sobretudo, pela sua faceta sempre aberta às novidades, ter vencido o comodismo bem disposto e o reconforto do lar.
Neste novo ano, 2008, mais um acrescento à idade, sinal inequívoco e assumidamente interiorizado de sabedoria, deu-se ao luxo de formular alguns desejos em forma de manifesto. Não um Anti-Dantas, mais propenso ao génio de Almada, mas um de trazer por casa, simples e atingível.
São 12 os propósitos manifestamente assumidos:
1 - Continuar a ouvir pacientemente quem lhe fala mal de Portugal e dos portugueses e lhe apresenta argumentos historicamente irrefutáveis;
2 - Compreender quando o ponto anterior se transforma "heroicamente" num preconceito;
3 - Aprender a ouvir os outros, mesmo os defensores do dispensável;
4 - Interpretar e posteriormente reagir;
5 - Analisar e só depois resistir;
6 - Compreender antes de se opor;
7 - Sistematizar e responder calmamente;
8 - Criticar e protestar então;
9 - Assumir e interiorizar os seus pensamentos como uma partícula do (in)defensável;
10 - Ter a consciência da alegria, diálogo e reflexão;
11 - Compreender os seus gostos como parte integrante da sua visão do mundo;
12 - Perceber que os políticos são o fruto do seu tempo.

Observou orgulhosamente os seus 12 mandamentos e compreendeu, então, a razão da existência dos outros.

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quarta-feira, outubro 10, 2007

Diário de Bordo

Bom dia a todos,

Um bom dia desejoso de sol, um frio ligeiro a refrescar-nos a face, e uma caminhada, mais uma, em mais um dia de trabalho.

Há dias que acordamos desejosos de atrasar, rigorosamente, o Inverno;
outros mais ou menos crentes na nossa capacidade produtiva;
ainda uns descrentes na humanidade;
mas sempre vivos.

Num destes dias deparei-me com "ELA" de frente. Foi brutal, aterradora, grotesca. Deixou-nos com os nossos rituais de incredibilidade. E com perguntas inovadoras: afinal porque acordo todos os dias, porque cresci, porque gerei filhos, porque tenho uma casa, um trabalho, família, amigos, desejos e temores?

ELA é uma espada vertical e sempre apta a terminar um percurso. Viver é, por isso, uma correria contra...

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sábado, julho 21, 2007

Big Show Rodrigo Moita de Deus

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quinta-feira, março 08, 2007

Depois não digam que ele não avisou

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terça-feira, fevereiro 20, 2007

Pátria ou mouerte, venceremos!

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