- A Manuela pôde soltar-se, contagiando o público com a energia da menina-mulher e simpatia que a caracterizam.
- O Miguel e o Pedro Biscaia formam um par muito especial: os dois da vida airada! :) Juntos como estiveram na FNAC pareciam os meninos de coro que, a todo o momento, se preparam para fazer alguma... Na Casa, estavam separados, com espaço e palanque próprio para as matreirices pessoais. O Miguel pôde extravasar energia não deixando, do alto do seu palanqe, de tudo observar e todos olhar de forma tão cúmplice. O Biscaia mantém mais a postura do menino bem comportado... sem a vigia dos pais!
- O Hélder com o seu "low profile" chama ao palco, seja ele qual for, o sentido da responsabilidade e, muito na sua onda, vai-se mantendo sereno enquanto ao seu lado tudo explode.
- O Pedro Rito e o Fernando que me desculpem, mas, apesar de este ter sido o n-ésimo concerto a que assisti, ainda não lhes consegui captar a essência... Mais uns quantos concertos e eu chego lá ;)
Foram duas horas de concerto com a apresentação das canções do novo álbum e novas roupagens de êxitos mais ou menos antigos. Como seria de esperar os momentos altos foram conseguidos precisamente com as músicas mais emblemáticas...
- O primeiro grande aplauso - realmente longo! - surgiu no fim da "Loja de Porcelanas". O "Dançar na Corda Bamba" fez saltar (literalmente) grande parte da Sala. O "Problema de Expressão" (já em
encore) deu voz à Sala - como não podia deixar de ser - que terminou a aplaudir em pé. Do novo CD destaco, pela encenação, o "Narciso sobre rodas" que (também em
encore) nos apresentou uma Manuela inicialmente bailando com sombras e depois cantando envolta num longo casaco de veludo vermelho.
- Mas, para mim, o melhor momento da noite foi uma versão em dueto d' "O Sopro do Coração". Apenas a guitarra acústica do Hélder e a voz da Manuela que terminou abaixada junto da beira do palco a receber de forma agradecida o coro uníssono do público. Esta versão teve direito a uma sentida ovação de pé a meio do espectáculo.
- Para além de tudo isto e, obviamente, do novo CD, ouviu-se ainda "A Grande Pirâmide", "GTI", "O Meu Estilo", "H2Omem", "Amigos de Quem", "Eu Ninguém", "Topo de Gama", "Carrossel dos Esquisitos"... (A menos que me esteja agora a escapar alguma, o primeiro CD ficou esquecido...) Só uma coisa a apontar: depois de terem todo o público a cantar "O Problema de Expressão", os
encores fecharam com uma das canções novas... Foi estranho... Não há uma regra escrita em algum lado que diz que os concertos não podem fechar com músicas novas?!... :)

São já 15 anos... Estão mais crescidos, mais maduros, mais conscientes... sem perderem a energia e diversão de palco. Para além de serem dos meus grupos preferidos, são, sem dúvida, das melhores bandas ao vivo! Que duas horas bem passadas!
imagem adaptada