sexta-feira, março 12, 2010

sair de casa para...

Tenho ido a concertos, teatros, bailados,... E, tenho sempre vontade de escrever algo quando de lá saio, mas falha-me o momento e a urgência inicial acaba por se ir desvanecendo... Vim aqui, hoje, disposta a pegar num dos eventos dos últimos meses para o expor à minha maneira. Entretanto, numa viagem pelo passado, encontrei isto:

«sair de casa para um evento cultural numa sociedade fragmentada e subjugada por uma cultura televisiva redutora é um ritual de celebração e um essencial espaço de crescimento»

[Rui Horta, citado pelo TeCA em 2006]

Continuo a concordar plenamente. Gosto deste ritual de celebração: do escolher sair de casa para... em vez de ficar a fazer nenhum. E esta escolha chega mesmo a suplantar a outra mais importante (?): sair de casa para ver o quê?...

Portanto, por hoje, fica apenas a reflexão, com votos de que saiam de casa e invadam os teatros e auditórios da cidade.

Etiquetas: , , , ,

Partilhar

quinta-feira, julho 30, 2009

um ano pela mouraria...

... e muitos, muitos teatros


Lisboa tem muitos teatros! Um ano deu para coleccionar alguns deles e muitos ficaram ainda por visitar. Ah e tal e o Porto também tem muitos... Até pode ser, mas em Lisboa o número e a concentração sobe de forma incrível. Isto é exemplo da multiplicidade de oferta cultural, mas também da riqueza arquitectónica conservada. Os teatros são mais que muitos e muitos deles valem também apenas pelo espaço em si.

As peças de teatro, de dança, os concertos, os bailes,... - os motivos de visita foram os mais diversos. Grande parte previamente planeados, alguns decididos apenas no momento. Abrir a agenda cultural ao fim da tarde e averiguar o que fazer e onde ir à noite, tendo ainda direito de escolha é algo a que era capaz de me habituar... E agora, mais do que nunca, não percebo como é possível ficarem em casa sem fazer nada...

Isto de vir da província à capital deixa-nos assim, um bocado estúpidos...

fotos: camões / ccb / comuna / culturgest / ibérico / luz / d.maria / maria matos / tivoli / trindade

Etiquetas: , ,

Partilhar

quinta-feira, março 26, 2009

Amanhã é dia Mundial do Teatro

Alguém faça o obséquio de informar o senhor ministro da Cultura. Ou muito me engano, ou ele é bem capaz de ser menino para se esquecer e deixar passar a data em claro.

Etiquetas: , , , , ,

Partilhar

terça-feira, outubro 16, 2007

ir ou não ir?...

Tenho, há largos meses, uma dúvida que me atormenta:

ir ou não ir ao Rivoli?...

Eu acredito que o espectáculo seja bom - ai dele, que não seja!!!... - não é isso que está em causa... Mas, então, e os meus princípios?!... Não me apetece apoiar o senhor que monopolizou um dos principais espaços de excelência cultural da cidade... Não me apetece, pronto!

E não percebo como tem mesmo havido público para tanta exibição?!!! Afinal quem é que tem ido ver aquilo?!... Ainda por cima no meio de tanta polémica... Onde está a cidade que se indignou com a saída dos funcionários e se solidarizou com os manifestantes?!...

Passou ontem um ano sobre o início da Rivolição...
Lembram-se?...

Etiquetas: , , ,

Partilhar

terça-feira, maio 15, 2007

Carmen

Fui à ópera. Nunca tinha ido, até porque nunca tinha feito questão. Lembro-me de, em pequena, dizer que não era esquisita com a música, que gostava de tudo... menos fado e ópera. Com o fado já ando a tentar fazer as pazes há algum tempo, mas com a ópera nunca vi razão para me esforçar. No entanto, surgiu a oportunidade e decidi aproveitar.

Carmen. Uma das mais famosas e, apesar de não lhe conhecer a história, conhecia – como toda a gente! – al_gu_mas passagens musicais. O espectáculo é falado em francês, legendado em português. Apesar de alguns problemas de localização na leitura das legendas – qual é a ideia de pôr o quadro por trás dos holofotes???!!! – elas foram bastante úteis. Aliás, acho que o meu problema com a ópera é mesmo esse: não perceber o que dizem – não sendo isso uma barreira linguística, pois acho que nem que fosse em português eu ia perceber! Eu nem desgosto – e até posso gostar – das partes cantadas em coro – soa-me a música!!! Mas os diálogos individuais, desculpem-me a indelicadeza, soam-me a gente aos berros a tentar contar uma história sem que eu perceba uma palavra do que dizem... faz-me um bocadinho de confusão...

Não foi mau... acho que adormeci no final do terceiro acto, mas não foi mau – cansaço da semana agitada!... Continuo sem morrer de amores pela coisa, mas, voltando a surgir a oportunidade, pode ser uma experiência a repetir...

Para os interessados, o espectáculo está no Coliseu do Porto hoje, quinta e sábado às 21h, com bilhetes entre 10€ e 37€.

Etiquetas: ,

Partilhar

terça-feira, março 27, 2007

Porto versus Lisboa [revistado]

Estive em Lisboa no passado fim-de-semana e, no sentido de aproveitar o tempo livre que iria ter, decidi espreitar a agenda cultural daí do sítio... Fiquei parva! A oferta era tanta que, eu acho que, se morasse em Lisboa, não fazia mais nada. Diz-me prontamente um amigo: "E tu moras no Porto! Imagina se morasses numa terrinha no meio de coisa nenhuma!..." Pois... tendo isso em conta não me posso queixar muito... Mas, o resto do país que me perdoe, mas vou ignorá-los por uns momentos...

Na área da música, e principalmente se não estivermos à procura dos grandes espetáculos comerciais, há por aqui boa programação regular, apesar de poder ser preciso alargar um bocadinho o raio de alcance. E a Casa da Música foi, de facto, uma "invenção" fantástica...

Mas no teatro (e na dança) a diferença é descomunal! A variedade e regularidade das peças por aí é dificil de se ver por cá. A multiplicidade de teatros (activos), as companhias residentes e as peças que permanecem em cena durante meses foi o que me saltou à vista nesta comparação...

Portanto, "gentes daí de baixo", façam o favor de aproveitar, sim?

Resta dizer que hoje é Dia Mundial do Teatro, e, portanto, o teatro anda à solta um pouco por todo o país - e muito por Lisboa ;)

Etiquetas: ,

Partilhar

sexta-feira, março 09, 2007

Capitão América (1941-2007)

Imagem: Marvel

Estou horrorizado. O meu Super-herói preferido, Steve Rogers (Capitão América), foi abatido a tiro por um sniper em Nova York. Deus nos ajude! O mundo ficou mais inseguro do que nunca.

R.I.P. Capitão América.

Etiquetas: , , , , , , ,

Partilhar

domingo, março 04, 2007

Agenda: E Deus Pegou-me pela Cintura


Pré-publicação do capítulo 25 do romance E Deus Pegou-me pela Cintura, de Luís Carmelo [edição Guerra & Paz]. Francisco José Viegas fará a apresentação do livro no lançamento marcado para o próximo dia 6 de Março, no Corte Inglês de Lisboa. (…)

Luís Carmelo (n. 1954), escritor, ensaísta, professor universitário e blogger, estudou sociologia, árabe e literatura. É doutorado pela Universidade de Utreque e autor de dez romances, um dos quais adaptado ao cinema por João Mário Grilo, treze volumes de ensaio, um deles sobre o Islão e a cristandade, três colectâneas de poesia, duas recolhas de crónicas e uma peça de teatro.


Eduardo Pitta,
PRÉ-PUBLICAÇÃO

Luís Carmelo foi meu professor de Semiótica, Estética e Cultura, e de Escrita Criativa. Vai ser um prazer revê-lo na próxima terça-feira.

Etiquetas: , , , ,

Partilhar

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

a rua das galerias...

Miguel Bombarda é (no Porto) a rua das galerias. Liga Cedofeita à Boa Nova (que vai dar em frente à entrada do Palácio de Cristal). Só para terem uma ideia, uma pequena busca diz-nos que, das 61 galerias de arte do distrito do Porto listadas nas páginas amarelas, 12 ficam na R. Miguel Bombarda ou, das 69 galerias da cidade referidas no site da Câmara, 17 ficam na R. Miguel Bombarda. Resta esclarecer que a rua deve ter pouco mais de 500m!!!

Não é muito larga, está ladeada de prédios que lhe tapam a luz, (ainda!) tem trânsito rodoviário, com carros estacionados na rua e no passeio a dificultar a passagem de automóveis e de peões… Ou seja, não é, à primeira vista, o passeio ideal, mas... adiante!

Esta semana, estando eu livre no Porto às 18h30 e a ter de fazer horas para o jantar, decidi – finalmente! – espreitar as galerias de Miguel Bombarda. Descobri que só fecham às 19h30 – o que é bom e deu um finzinho de tarde diferente. Mas senti-me um bocado intimidada... São lojas pequenas, onde além dos quadros/esculturas há apenas uma mesa com uma pessoa sentada (nem sei se seria o artista ou não...). Não havia mais visitantes, eu tive as salas só para mim... Em pouco mais de meia hora, vi meia dúzia delas. Também não me senti confortável com o tempo (reduzido) que passei em cada uma... Não que eu precisasse de mais, mas por consideração ao artista (ou não...) que naquele momento só me tinha a mim dentro da sala. Apesar do desconforto – é falta de hábito! –, acho que um bocadinho de cada vez, esporadicamente, quando se está por perto e se tem meia-horinha livre não é um mau programa… e retira a solenidade formal do “vou ao museu ver uma exposição”. Ah, para além de a visita ser gratuita...

foto: wikipedia

Etiquetas:

Partilhar

sábado, fevereiro 10, 2007

Plano B

Deve fazer-se o possível por levar os mandatos até ao fim. Num País em que tanta gente não cumpre os mandatos, eu gosto de os cumprir. Mas se me perguntar: se eu soubesse que isto iria acontecer teria aceitado? Provavelmente, não.

O director do “museu Berardo” anda desgostoso. Mas, enquanto não arranja mais nada com que se entreter, continua determinado a “carregar” o seu mandato até ao fim.

Etiquetas: , ,

Partilhar