quinta-feira, julho 26, 2007

Um saco do lixo tecnológico

A empregada do café dirige-se para o caixote do lixo exigido, actualmente, pela inspecção, uma espécie de Ecoponto.
Levanta a tampa, lá dentro compartilham miudezas o caixote azul, o amarelo e o verde, ergue o azul e despeja-o no saco de lixo preto, o mesmo procedimento para os restantes.
Fecha a tampa do caixote do lixo.
Lá dentro outras miudezas:
Azul admirado - não sabia que já existiam sacos do lixo tecnológicos.
Amarelo empertigado - ai não? andas muito desfasado.
Verde altruístico - as raparigas são fantásticas, já viram como conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo.
azul - qual fantásticas, qual carapuça, o saco de lixo é mas é tecnológico.

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quinta-feira, julho 12, 2007

Esquizofrenias

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quarta-feira, junho 06, 2007

Bailinho da Madeira

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quarta-feira, maio 30, 2007

Comunicado

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terça-feira, maio 22, 2007

Conclusões científicas debaixo de uma bananeira

1 - Há infinitas razões para eu gostar muito mais da blogosfera, mas uma delas é incontornável: passamos de bestiais a bestas em apenas alguns segundos. O que me parece de todo notável.
2 - Há, igualmente, imensas razões para eu considerar caricata a pronúncia de Cascais, mas uma das mulheres mais inteligentes que eu conheci falava assim, por isso, sempre que gracejam sobre o assunto, ao pé de mim, tenho uma vantagem evidente perante os demais.
3 - Há outras razões para eu concordar quando dizem que os africanos são muito lentos, tenho um na família, e é efectivamente muito mais lento do que os demais seres humanos que eu conheço. Mas é só uma maneira de estar na vida, é certo que incompatível com desportos radicais.
4 - Há, no entanto, uma dúvida Cartesiana que prevalece em mim, é acerca de uma frase de um amigo meu que não posso comprovar, pois não gosto de doces.
5 - A frase é a seguinte: "Eu acho, muito sinceramente, que as pessoas que comem muitos doces fazem pouco sexo. Cheguei a esta conclusão depois de tal ter acontecido com alguém que eu conheço mesmo muito bem".

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quinta-feira, maio 17, 2007

Jogadas de Mestre

É sabido que qualquer candidato à presidência de um município deste país que seja arguido num processo judicial tem bastantes mais probabilidades de vencer do que qualquer outro. Agora imaginem [se conseguirem] as possibilidades de um candidato que ameaça cometer a proeza de se tornar simultaneamente arguido em dois processos judiciais distintos. É obra!

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quarta-feira, maio 09, 2007

Choques tecnológicos

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terça-feira, maio 08, 2007

A maximização da coisa

Maria de Belém é das mulheres políticas portuguesas a que mais saboreio ouvir falar.
Maria de Belém é, além de tudo, foneticamente aprazível.
As palavras ecoam nos seus lábios como roseiras bravas e o perfume que exalam é inebriante.
Hoje o tema da sua pequena crónica na Antena 1 foi sobre a tomada da bastilha, salve seja, desculpem, a Câmara de Lisboa.
Às tantas Maria de Belém diz qualquer coisa como "a maximização da interpretação da lei", blá, blá, blá, blá...
Estando eu num exercício de gestação de algum pensamento genial, quando, a jornalista, ouvindo os meus entendimentos, pergunta:
O que pretende dizer com "maximização da interpretação da lei"?
E lá explica Maria de Belém, qualquer coisa interpretada como:
não sei se sabe mas, em Portugal, qualquer pessoa pode colocar qualquer pessoa em situação de arguido, para tal basta escrever uma carta anónima, ora se não existirem critérios mais razoáveis para a interpretação da lei, isto é se:
constituído como "arguido" = culpado (maximização da interpretação),
sem sequer entrar em linha de conta a presunção da inocência, um dia destes poderemos encontrar-nos numa situação de ingovernabilidade.
Todos nós que temos amigos, todos nós que já ouvimos falar sobre o caso tal e tal, todos nós amigos do oficial de justiça que ouviu o sr fulano de tal a dizer qual, todos nós espantadíssimos com cambalhotas argumentativas e todos nós ainda mais atónitos com as considerações, geniais e inovadoras, dos actores políticos.

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domingo, maio 06, 2007

A Fuga das Galinhas

No passado dia 19 de Fevereiro Alberto João Jardim demitiu-se, num protesto veemente contra a Lei de Finanças Regionais, numa clara provocação ao Governo da República.

Apesar de já então ser improvável que Alberto João não voltasse a vencer as eleições legislativas regionais, pela nona vez consecutiva com maioria absoluta, ainda havia por aí uma réstia de crédulos esperançados que José Sócrates fosse dar alguma luta – se mais não fosse, porque são os combates mais adversos que avaliam verdadeiramente o carácter de um político. Mas a verdade é que o primeiro-ministro não foi capaz de mostrar a tão almejada, quão imaginada, fibra. Bem pelo contrário. Só para não ver o seu nome associado a uma derrota, José Sócrates limitou-se a fugir. Fugiu, mas não vai ser capaz encobrir a responsabilidade política da derrota. Uma derrota pessoal e vergonhosa, porque nem sequer teve coragem para lutar.

Se dúvidas ainda existissem, estas eleições na Madeira acabam por ser bastante clarificadoras quanto ao verdadeiro carácter político do actual primeiro-ministro e do seu séquito ministrial.

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terça-feira, abril 24, 2007

Kids


Segunda-feira
Criança de 8 anos - Nancy, o que é um Imperador?
Nancy - Um Imperador é o chefe de vários países, imagina que a Europa era governada por um Imperador, governaria todos os países: Portugal, Espanha, França, etc. Bla, bla, bla, bla, bla, bla.
Criança de 8 anos - Então um Imperador é um homem muito poderoso.
Nancy - Parece que sim.


Terça-feira
Criança de oito anos - Nancy, o que é uma Imperatriz?
Nancy - Pode ser a mulher do Imperador ou então é o feminino da palavra Imperador. Tem, por isso, as mesmas funções. Tu sabes o que é um Imperador, pois ainda ontem te expliquei.
Criança de oito anos - Claro que sei o que é um Imperador, estava só a testar os teus conhecimentos.
Nancy - Ok, já agora podes ajudar-me nisto?
Criança de oito anos - Não me importo nada, mas nada de abusos eu também tenho vida pessoal.

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sábado, abril 21, 2007

Desassossegos

«O governo do mundo começa em nós mesmos. Não são os sinceros que governam o mundo, mas também não são os insinceros. São os que fabricam em si uma sinceridade real por meios artificiais e automáticos; essa sinceridade constitui a sua força, e é ela que irradia para a sinceridade menos falsa dos outros. Saber iludir-se bem é a primeira qualidade do estadista. Só aos poetas e aos filósofos compete a visão prática do mundo, porque só a esses é dado não ter ilusões. Ver claro é não agir».

Bernardo Soares, O Livro do Desassossego

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segunda-feira, março 26, 2007

Lá vamos cantando e rindo...

Na primeira fase do concurso votei em Manuel Fernandes Tomás. De resto, nem sequer tive paciência para ver mais de 10 ou 15 minutos de alguns dos episódios da interminável saga. Porém, e por mero acaso, acabei por assistir a alguns dos documentários do programa: Salazar, Fernando Pessoa, Infante D.Henrique, e [pasme-se] até consegui aguentar a primeira parte do documentário de D.João II com Paulo Portas.

Apesar de não ter qualquer dúvida que o Infante D.Henrique é o maior português de todos os tempos, tenho de confessar que se tivesse votado na fase final do programa provavelmente a minha escolha também recairia em Salazar. E não o faria por nutrir qualquer tipo de admiração ou simpatia pelo carismático ditador português, mas somente com o intuito de evitar que Álvaro Cunhal acabasse por vencer o concurso com o voto militante dos comunistas que, ainda assim, o conseguiram arrastar até à fase final do programa e coloca-lo num imerecido segundo lugar na classificação geral.

Pelos mais diversos motivos que não importa aqui referir, compreendo perfeitamente que alguns de vós se sintam frustrados e revoltados com a vitória final de Salazar. Eu sentiria precisamente o mesmo se porventura Cunhal vencesse o concurso [cruzes canhoto!].

No entanto, não fui capaz de deixar escapar uma gargalhada contida [para não ferir susceptibilidades] quando hoje de manhã me disseram que Salazar tinha vencido com 41% dos votos… 33 anos depois da Revolução de Abril.

Apetecia-me agora divagar um bocadinho sobre aquela célebre frase do “volta, estás perdoado”, mas não quero abusar mais da vossa paciência.

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quarta-feira, março 21, 2007

Bauhaus


A minha preferida é de longe "All We Ever Wanted is Everything", mas como no YouTube a audível é "She's in Parties" trago-vos esta, também outra das eleitas.
A música é uma das minhas paixões, mas, para mim, os momentos mais fascinantes são sem dúvida quando cozinho e ligo leitor de Cd's e, muito raramente, a assistir a um concerto.
Se calhar faz-me falta aquele cruzar de odores, parece que há uma certa relação criativa entre uma actividade e outra.

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sexta-feira, março 09, 2007

Isto não é uma delegação. É uma constatação.

Foto: Julius Rooymans

Como no Geração Rasca os homens estão em evidente minoria, é Dia da Mulher sempre que a Cristina a Vera e a Leonor quiserem.

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domingo, março 04, 2007

António Barreto e o país real (II)

Na entrevista do Expresso, desta semana, AB respondendo à pergunta: que opinião tem dos médicos?, diz:
"A acumulação da medicina pública com a privada é nefasta para o país. Se eu mandasse, separava-as. (...) É promíscuo e é perverso Há muitos médicos que têm interesse em que os serviços públicos funcionem mal porque isso aumenta a possibilidade de actividade no serviço privado. (...) Não trabalham o número de horas suficiente no público, talvez metade ou um terço do que deveriam trabalhar. Operam pouco no público, para operarem à tarde no privado(...)"
O mais estranho, caríssimo leitor, é que todos nós sabemos isto e continuamos impavidamente a assistir à comédia.
O principal, e mais sério, problema a combater no nosso país é, sem dúvida, o corporativismo de classes profissionais pertencentes ao serviço público.
Obviamente que falo no corporativismo negativo o que trata de defender:
a vidinha, o importante é tratarmos da vidinha!
As organizações que as norteiam: ordens, sindicatos, etc., assobiam, desafinadamente, para o ar e contribuem, gritantemente, para um aperfeiçoamento das más práticas no campo dos deveres.
Provavelmente uma ideologia, algures, levou-os a assimilar, massivamente, a palavra direitos e a esquecer, amnesicamente, a palavra deveres.
Mas, estes actores, possuem um "virtuosismo" comum:
a tal vidinha
e esquecem, rotineiramente, a razão da sua existência: o serviço público.
A irresponsabilidade cresceu em proporção semelhante à falta de qualidade alinhavando, uns melhores que outros, um discurso mais ou menos semelhante: o da vítima.
Gostaria de lhe dizer o seguinte, caríssimo leitor, eu até aprecio o valor e a necessidade deste tipo de personagens. Existirão vítimas mais extraordinárias que Cordélia ou Ofélia?
Mas, não concorda que, por vezes, se torna premente a necessidade, de qualquer bom actor, vestir a pele de outras personagens?
Até porque, dessa forma, até poderão demonstrar a sua versatilidade.

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terça-feira, fevereiro 13, 2007

E...

Foto: Benjamin Kanarek

... bastaram dois dias para que Alberto Martins já afirme que não vai existir qualquer aconselhamento obrigatório na lei para as mulheres que queiram abortar até às dez semanas. Talvez convenha recordar que há três semanas Maria de Belém Roseira defendia um «período de aconselhamento obrigatório», tal como o que está consagrado na lei alemã. Esta ideia foi também defendida pelo obstreta do hospital de Santa Maria Miguel Oliveira da Silva, defensor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez, que chegou a afirmar que não faria «abortos apenas porque as mulheres pedem».

Pois…

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