domingo, maio 06, 2007

A Fuga das Galinhas

No passado dia 19 de Fevereiro Alberto João Jardim demitiu-se, num protesto veemente contra a Lei de Finanças Regionais, numa clara provocação ao Governo da República.

Apesar de já então ser improvável que Alberto João não voltasse a vencer as eleições legislativas regionais, pela nona vez consecutiva com maioria absoluta, ainda havia por aí uma réstia de crédulos esperançados que José Sócrates fosse dar alguma luta – se mais não fosse, porque são os combates mais adversos que avaliam verdadeiramente o carácter de um político. Mas a verdade é que o primeiro-ministro não foi capaz de mostrar a tão almejada, quão imaginada, fibra. Bem pelo contrário. Só para não ver o seu nome associado a uma derrota, José Sócrates limitou-se a fugir. Fugiu, mas não vai ser capaz encobrir a responsabilidade política da derrota. Uma derrota pessoal e vergonhosa, porque nem sequer teve coragem para lutar.

Se dúvidas ainda existissem, estas eleições na Madeira acabam por ser bastante clarificadoras quanto ao verdadeiro carácter político do actual primeiro-ministro e do seu séquito ministrial.

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segunda-feira, março 26, 2007

Lá vamos cantando e rindo...

Na primeira fase do concurso votei em Manuel Fernandes Tomás. De resto, nem sequer tive paciência para ver mais de 10 ou 15 minutos de alguns dos episódios da interminável saga. Porém, e por mero acaso, acabei por assistir a alguns dos documentários do programa: Salazar, Fernando Pessoa, Infante D.Henrique, e [pasme-se] até consegui aguentar a primeira parte do documentário de D.João II com Paulo Portas.

Apesar de não ter qualquer dúvida que o Infante D.Henrique é o maior português de todos os tempos, tenho de confessar que se tivesse votado na fase final do programa provavelmente a minha escolha também recairia em Salazar. E não o faria por nutrir qualquer tipo de admiração ou simpatia pelo carismático ditador português, mas somente com o intuito de evitar que Álvaro Cunhal acabasse por vencer o concurso com o voto militante dos comunistas que, ainda assim, o conseguiram arrastar até à fase final do programa e coloca-lo num imerecido segundo lugar na classificação geral.

Pelos mais diversos motivos que não importa aqui referir, compreendo perfeitamente que alguns de vós se sintam frustrados e revoltados com a vitória final de Salazar. Eu sentiria precisamente o mesmo se porventura Cunhal vencesse o concurso [cruzes canhoto!].

No entanto, não fui capaz de deixar escapar uma gargalhada contida [para não ferir susceptibilidades] quando hoje de manhã me disseram que Salazar tinha vencido com 41% dos votos… 33 anos depois da Revolução de Abril.

Apetecia-me agora divagar um bocadinho sobre aquela célebre frase do “volta, estás perdoado”, mas não quero abusar mais da vossa paciência.

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