domingo, maio 13, 2007

Um domingo um nadinha "entontecido"

Estar perante um tema de fundo é algo embriagante.
Principalmente quando o nosso pensamento se encontra pejado de questões abstrusas. Chama-se a este estado o "entontecimento" pessoal.
Releia a genialidade deste início de post, Caríssimo Leitor.
Releu?
Continuemos...
Qualquer indivíduo, que se preze, deverá treinar, profundamente, forma de estar tão pertinente.
Um "entontecimento" esbarra, por exemplo, com outro "entontecimento".
São uma espécie de estado gasoso.
Ora se o "entontecido" soubesse, devidamente, o que é o estado gasoso explicaria, ao Exmo. Sr. Leitor, a perspicácia da questão.
Mas terá de perceber que o "entontecido" raramente se importuna com questões filosoficamente condescendentes e complexas, de um leitor.
Daí que, o "entontecido", seja uma espécie de famoso em minoria.
Se um "entontecido" fosse um sinal gráfico seria, Caríssimo O'Neill, o *.
Apesar de o * parecer um estado um nadinha mais sólido que gasoso.
Se fosse uma cena de cinema seria Meg Ryan simulando o orgasmo mais embasbacadamente "entontecido" da sétima arte.
Um estado gasoso e uma espécie de marketing de "entontecimento".
Imaginem, entretanto, o "entontecimento" de uma matriarca.
É impossível que Sally Field permaneça "entontecida" durante muitos segundos.
Ela e a sua meia dúzia de filhos, com as suas meia dúzia de dúvidas existenciais "entontecidas" chocam entre, contra e inter si.
É o chamado choque familiar de "entontecimento", um estado profundamente líquido.
Não existe nenhuma grande família sem "entontecimentos" travessos e histórias paralelas de casas construídas em árvores e brincadeiras partilhadas pelas mesmas personagens em "entontecimentos" decompostos.
E a caixinha quadrada, em variadíssimas versões de "entontecimento" pessoal, também nos provê de "entontecimento" virtuoso e inclusivo.
E, Caríssimo, não "entontecido", Leitor, não existe "entontecimento" mais desbravado que as seríssimas séries "entontecidas" norte-americanas.
Para ser justa, não há personagem mais "entontecida" que Archie Bunker.
Archie é o "entontecimento" de si mesmo em todos os estados...

Especiarias umas mais "entontecidas" que outras:
Bonanza, Verão Azul, Gabriela, Espaço 1999, Monty Phyton, All in the familly, Columbo, Dallas, Hill Street Blues, McGuyver, Alfie, Soap, Miami Vice, Moonlightning, Twin Peaks, Murphy Brown, Os Simpsons, Seinfeld, Friends, O Sexo e a Cidade, Sete Palmos de Terra, Os Sopranos, Donas de Casa Desesperadas, Dr. House, Lost, ...

Etiquetas: , , ,

Partilhar

domingo, março 04, 2007

António Barreto e o país real (II)

Na entrevista do Expresso, desta semana, AB respondendo à pergunta: que opinião tem dos médicos?, diz:
"A acumulação da medicina pública com a privada é nefasta para o país. Se eu mandasse, separava-as. (...) É promíscuo e é perverso Há muitos médicos que têm interesse em que os serviços públicos funcionem mal porque isso aumenta a possibilidade de actividade no serviço privado. (...) Não trabalham o número de horas suficiente no público, talvez metade ou um terço do que deveriam trabalhar. Operam pouco no público, para operarem à tarde no privado(...)"
O mais estranho, caríssimo leitor, é que todos nós sabemos isto e continuamos impavidamente a assistir à comédia.
O principal, e mais sério, problema a combater no nosso país é, sem dúvida, o corporativismo de classes profissionais pertencentes ao serviço público.
Obviamente que falo no corporativismo negativo o que trata de defender:
a vidinha, o importante é tratarmos da vidinha!
As organizações que as norteiam: ordens, sindicatos, etc., assobiam, desafinadamente, para o ar e contribuem, gritantemente, para um aperfeiçoamento das más práticas no campo dos deveres.
Provavelmente uma ideologia, algures, levou-os a assimilar, massivamente, a palavra direitos e a esquecer, amnesicamente, a palavra deveres.
Mas, estes actores, possuem um "virtuosismo" comum:
a tal vidinha
e esquecem, rotineiramente, a razão da sua existência: o serviço público.
A irresponsabilidade cresceu em proporção semelhante à falta de qualidade alinhavando, uns melhores que outros, um discurso mais ou menos semelhante: o da vítima.
Gostaria de lhe dizer o seguinte, caríssimo leitor, eu até aprecio o valor e a necessidade deste tipo de personagens. Existirão vítimas mais extraordinárias que Cordélia ou Ofélia?
Mas, não concorda que, por vezes, se torna premente a necessidade, de qualquer bom actor, vestir a pele de outras personagens?
Até porque, dessa forma, até poderão demonstrar a sua versatilidade.

Etiquetas: , , , , , , ,

Partilhar

domingo, fevereiro 18, 2007

Os coerentes do costume

«The decision follows the publication of a book by Carolina Salgado, the former girlfriend of Pinto da Costa, the president of champions and current league League leaders Porto, in which she alleged the club had often paid bribes to referees».

Reuters - UK

Com o aproximar do FCP – Chelsea, os tablóides ingleses andam num autêntico frenesim para tentar obter uma entrevista com Carolina Salgado. Com tantas "trapalhadas" que envolvem directamente Pinto da Costa, estranho que alguns seres só consigam continuar a vislumbrar analogias entre os casos EPUL e Metro do Porto.

Etiquetas: , , , ,

Partilhar