António Barreto e o país real (II)
Na entrevista do Expresso, desta semana, AB respondendo à pergunta: que opinião tem dos médicos?, diz:
"A acumulação da medicina pública com a privada é nefasta para o país. Se eu mandasse, separava-as. (...) É promíscuo e é perverso Há muitos médicos que têm interesse em que os serviços públicos funcionem mal porque isso aumenta a possibilidade de actividade no serviço privado. (...) Não trabalham o número de horas suficiente no público, talvez metade ou um terço do que deveriam trabalhar. Operam pouco no público, para operarem à tarde no privado(...)"
O mais estranho, caríssimo leitor, é que todos nós sabemos isto e continuamos impavidamente a assistir à comédia.
O principal, e mais sério, problema a combater no nosso país é, sem dúvida, o corporativismo de classes profissionais pertencentes ao serviço público.
Obviamente que falo no corporativismo negativo o que trata de defender:
a vidinha, o importante é tratarmos da vidinha!
As organizações que as norteiam: ordens, sindicatos, etc., assobiam, desafinadamente, para o ar e contribuem, gritantemente, para um aperfeiçoamento das más práticas no campo dos deveres.
Provavelmente uma ideologia, algures, levou-os a assimilar, massivamente, a palavra direitos e a esquecer, amnesicamente, a palavra deveres.
Mas, estes actores, possuem um "virtuosismo" comum:
a tal vidinha
e esquecem, rotineiramente, a razão da sua existência: o serviço público.
A irresponsabilidade cresceu em proporção semelhante à falta de qualidade alinhavando, uns melhores que outros, um discurso mais ou menos semelhante: o da vítima.
Gostaria de lhe dizer o seguinte, caríssimo leitor, eu até aprecio o valor e a necessidade deste tipo de personagens. Existirão vítimas mais extraordinárias que Cordélia ou Ofélia?
Mas, não concorda que, por vezes, se torna premente a necessidade, de qualquer bom actor, vestir a pele de outras personagens?
Até porque, dessa forma, até poderão demonstrar a sua versatilidade.
O mais estranho, caríssimo leitor, é que todos nós sabemos isto e continuamos impavidamente a assistir à comédia.
O principal, e mais sério, problema a combater no nosso país é, sem dúvida, o corporativismo de classes profissionais pertencentes ao serviço público.
Obviamente que falo no corporativismo negativo o que trata de defender:
a vidinha, o importante é tratarmos da vidinha!
As organizações que as norteiam: ordens, sindicatos, etc., assobiam, desafinadamente, para o ar e contribuem, gritantemente, para um aperfeiçoamento das más práticas no campo dos deveres.
Provavelmente uma ideologia, algures, levou-os a assimilar, massivamente, a palavra direitos e a esquecer, amnesicamente, a palavra deveres.
Mas, estes actores, possuem um "virtuosismo" comum:
a tal vidinha
e esquecem, rotineiramente, a razão da sua existência: o serviço público.
A irresponsabilidade cresceu em proporção semelhante à falta de qualidade alinhavando, uns melhores que outros, um discurso mais ou menos semelhante: o da vítima.
Gostaria de lhe dizer o seguinte, caríssimo leitor, eu até aprecio o valor e a necessidade deste tipo de personagens. Existirão vítimas mais extraordinárias que Cordélia ou Ofélia?
Mas, não concorda que, por vezes, se torna premente a necessidade, de qualquer bom actor, vestir a pele de outras personagens?
Até porque, dessa forma, até poderão demonstrar a sua versatilidade.
Etiquetas: Ah pois é, Analogias, O mais difícil é sempre mudar a inclinação das rectas, Os outros é que eram os hipócritas, País real, Passeando pelos media, Surrealismos, Vidinha





