domingo, maio 31, 2009

Canções.Mais.Que.Imperfeitas@14

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sábado, maio 30, 2009

a norte neste fim-de-semana...

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sexta-feira, maio 29, 2009

Isto Das Séries …

Cada vez mais o nosso comportamento é condicionado pelos arquétipos que nos determinam o que é ou não é correcto, desejável ou não desejável, bonito ou feio, simpático ou antipático (e por ai em diante) e o que fazer em tal e tal situação.

E como eu gosto de me divertir a encontrar explicações simples para questões complexas, tenho para mim que grande parte da culpa de tudo isso é das séries de televisão.

As séries de televisão actuais são exímias na criação de estereótipos e na formatação dos seus comportamentos tipo. Depois através de uma inteligente mistura de “glamour” e de exploração dos preconceitos conseguem induzir-nos à imitação.

Mas, poderão dizer, dantes também havia os filmes que influenciavam os comportamentos e as personalidades. Era diferente! Um filme dura 90 minutos e depois vem outro diferente. Hoje imaginamo-nos como um Xerife no Far-West, amanha já queremos ser um poderoso Padrinho da máfia e depois de amanha estamos em pleno Vietname, prostrados de joelhos no chão com o corpo cravejado de balas e a levantar os braços em direcção ao nossos companheiros que se escapam nos helicópteros. E este saltitar estimula-nos mais a diversidade do que a uniformidade.

Ao contrário, as séries, servidas em doses diárias, estendem-se por meses e anos a fio. Entranham-se e tornam-se parte do nosso quotidiano. Dai a passarmos a confundi-las com a realidade é um passito. E assim se explica, por exemplo, esta geração espontânea de Carrie’s que pulula por ai.

Digamos que as séries tiveram para o nosso comportamento o mesmo efeito que a MacDonald’s teve para a gastronomia. E tudo isto nos obriga cada vez mais a render a devida homenagem ao génio do George Orwell.

Quanto às séries que me marcaram elas são quase todas antigas; não por uma questão de mais ou menos qualidade mas porque hoje em dia já não sou assim muito “marcável” (lista muito limitada porque a minha memória para estas coisas é mesmo muito fraquinha):

Pequenos Vagabundos
Verão Azul
Homem Rico Homem Pobre
Ventos de Guerra
Holocausto
Balada de Hill Street
Espaço 1999
todo o Herman (pois concerteza)
e, claro, naturalmente, os Monthy Python Flying Circus

das mais recentes:
Ally Mcbeal (que julgo ter sido das primeiras deste novo estilo – pelo menos em Portugal)
Friends (não é à toa que podemos ver a Jennifer Aniston quase diariamente)
e ainda mais recente Roma (porque sou naturalmente atraido por tudo o que se relaciona com o período do Império Romano)

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quinta-feira, maio 28, 2009

Oui, chéri, c'est vendredi


Fleetwood Mac - Sara
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Agenda: AC/DC - Alvalade - 3 de Junho

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Post sobre a cegueira


Se Morais Sarmento não consegue ver as diferenças entre Paulo Rangel e Vital Moreira talvez não seja má ideia filiar-se no Bloco ou no PCP.

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A caixinha das ideias

Nos últimos tempos considero a realidade que me rodeia bastante absurda.
É uma óptima ocasião para regressar às sanduíches de pepino.
"Algernon - Parece-me, tia Augusta, que não poderei ter o prazer de jantar consigo esta noite, como estava combinado.
Lady Bracknell - (de sobrolho carregado) - Isso não, Algernon. Causar-me-ia um grande transtorno. O teu tio teria de jantar no quarto. Felizmente já está acostumado.
Algernon - É uma grande maçada, e escusado será dizer que estou aborrecidíssimo, mas a verdade é que recebi um telegrama daquele meu amigo, o Bunbury, coitado, que está outra vez muito doente. (Troca um olhar com Jack). Dizem-me que é melhor eu ir.
Lady Bracknell - Que esquisito! Esse Sr. Bunbury deve ter uma saúde muito precária.
Algernon - Sim, o meu pobre amigo está mesmo inutilizado.
Lady Bracknell - Pois então deixa-me dizer-te, Algernon, que penso ser já altura de esse Sr. Bunbury decidir se vive ou se morre. É um absurdo estar a prolongar a questão. Nem eu concordo com a simpatia que modernamente se tem pelos inválidos. Acho-a mórbida. Sejam elas quais forem, não devemos encorajar as doenças dos outros. A saúde é o principal dever de cada um. Estou constantemente a dizer isto ao teu tio, mas ele, coitado, nem me ouve... está cada vez pior. Ficar-te-ia muito agradecida se pedisses da minha parte a Mr. Bunbury para te dar folga no sábado, pois conto contigo para te encarregares da música. É a última recepção que dou nesta época e quero qualquer coisa que anime a conversa, particularmente nesta altura em que todos já disseram o que tinham a dizer, e que, na maioria dos casos, era bem pouco.
Algernon - Vou falar ao Bunbury, tia Augusta, se ele se ainda encontrar consciente, e parece-me poder assegurar-lhe que ele estará bom no sábado. É certo que o problema da música não vai ser nada fácil de resolver. Bem vê, se se toca música boa, ninguém ouve; se a música é má, ninguém conversa. Mas podemos consultar o programa que já elaborei, se a tia quiser ter a maçada de ir comigo àquela sala por uns momentos.
Lady Bracknell - Pois sim, Algernon, obrigada. Foste muito previdente. (Levanta-se e vai atrás de Algernon). Estou certa de que o programa ficará excelente, depois de umas certas correcções. Não quero canções francesas. Isso é impossível. São consideradas inconvenientes e, de duas uma, ou as pessoas se escandalizam, o que é pires, ou se riem, o que é pior ainda. No entanto, a língua alemã parece-me muito respeitável, e estou convencida que o é. (...)"
WILDE, Oscar (1980). A Importância de Ser Amável. Lisboa: Círculo de Leitores, pp. 24-25.

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quarta-feira, maio 27, 2009

Não há uma sem duas, nem duas sem três

Desconfio que Dias Loureiro renunciou ao mandato no Conselho de Estado só para chatear Sócrates e Constâncio

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Por uma questão de “ética”

Já são tantas as suspeições que Dias Loureiro só tem um caminho: manter-se no cargo à semelhança de José Sócrates.

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Cenas inesquecíveis (1)


Kevin Kline no filme In & Out

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terça-feira, maio 26, 2009

Blogue Convidado da Semana: Papa Myzena


Em plena crise, e com três eleições consecutivas, este pode ser considerado um ano determinante para o futuro do nosso país. Cientes desta realidade, um grupo de bloggers juntou-se com um intuito comum: apelar ao voto no PSD nas três eleições agendadas para o corrente ano.
O blogue Papa Myzena é a minha escolha óbvia desta semana porque também partilho da convicção de que este país não suporta mais nenhum ano de desgovernação socialista, e que só através do voto no PSD é possível encontrar uma alternativa credível às actuais politicas incongruentes e contraproducentes do governo socialista liderado por José Sócrates.

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segunda-feira, maio 25, 2009

Grândolas - Laginha e Sassetti...

Recuando até ao mês passado, venho falar do meu concerto da noite de 24 de Abril - sim, porque, se há alturas do ano em que há (bons) concertos é em Abril! Fui, então, a Matosinhos ouvir o projecto "Grândolas" de Mário Laginha e Bernardo Sassetti.

Antes de qualquer apreciação artística, impõe-se uma imagem visual: dois pianos bem ajustados, de um lado Sassetti mergulhado nas teclas, corcovado sobre o piano com a cara tapada pelo cabelo, do outro Laginha alheado do teclado de olhos fechados e cabeça bem no ar. Tenho de confessar que me custou um bocado desligar o quadro que tinha à frente da imagem de dois autistas sentados ao piano...

Tocaram Zeca Afonso, trabalhando, com arranjos pessoais e divagações temáticas, sobre melodias conhecidas: "Os vampiros", "Venham mais cinco", "Um redondo vocábulo" - como eu gosto desta música! -, "Grândola". Apresentaram também originais seus. Alguns olhares de passagem e um sorriso numa improvisação inesperada (suponho!) foram a pouca transparência de uma cumplicidade introvertida. A palavra descontraída ao público revelou o prazer do trabalho conjunto, mas faltou(-me!) a imagem visual dessa tarefa conjunta que se perdia nas teclas de cada um...

Foi uma noite de Abril de íntimos diálogos sonoros...

[Grândolas toma vida novamente em Julho no Castelo de S. Jorge (Lisboa), dia 10 às 22h.]

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Uma série de séries

Aceitando o repto da Cristina e do Espumante, aqui deixo o meu top das séries que acompanhei com entusiasmo ao longo da curta vida que levo. Não são quinze, são dezasseis, mas podia acrescentar mais umas quantas.

Twin Peaks (de que gostei muito até aquilo descambar), Weeds (por sugestão do Tsiwari, que em boa hora acatei), Moonlighting (há long time ago), Hill Street Blues (também no tempo em que ainda não tinham inventado a roda - adorava aquele detective maltrapilho que ladrava), Allo, Allo (imperdível), Black Adder (de morrer de rir, especialmente a época em que entrava o actor Hugh Laurie, hoje mais conhecido pelo papel desempenha como Doctor House), The Practice (os meandros da profissão, mas in the american way), The Sopranos (a fantástica máfia dos tempos modernos), Ally McBeal (empatia à primeira vista), Friends (excelente, do primeiro ao último episódio), Deadwood (por especial recomendação de José Pacheco Pereira), X-Files (porque the truth is out there), Lost (apesar de achar que, a dada altura, perdi o fio à meada), The West Wing (talvez a melhor de todas as séries; tenho agendado rever todas as sete épocas), ER (que me deixava sempre colada ao televisor) e Heroes (o que eu quero ser quando for grande).


Com igual ou maior entusiasmo acompanhei todos os programas de humor do Herman José e, hoje em dia, também gosto muito de ver o Conta-me como foi. Já não tenho é paciência para horários malucos, intervalos e publicidade, por isso tenho mais tendência para só ver DVDs.
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Populismo e democracia

De repente o paradoxal instalou-se no noticiário de sexta feira da TVI.
Manuela Moura Guedes defendendo seriamente um jornalismo objectivo e factual e Marinho Pinto defendendo populisticamente a seriedade no mundo da advocacia.
Infelizmente assistimos à crescente degradação dos meios de comunicação social, cada vez mais um instrumento de propaganda e manipulação pouco séria dos mais diversos actores implicados nos corredores do poder: políticos, economistas, advogados, etc..
Todos eles comprometendo seriamente o exercício da democracia, mas "mamando na teta da vaca enquanto ela dá leite".
O ressentimento entre o jornalismo, advocacia e política foi, ao que parece, a mensagem subliminar do debate.

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domingo, maio 24, 2009

Contra factos não há argumentos


Após ter sido encerrado devido a sérias pressões da parte de alguns deputados ao Parlamento Europeu, o site Parlorama, da responsabilidade de um antigo assistente parlamentar, foi reaberto no decorrer da semana passada.

Encontramos no Parlorama, pesados na mesma balança, os deputados europeus que mais trabalharam na legislatura que agora termina (2004-2009), os que mais deram o seu nome a relatórios e a pareceres, os que mais intervieram nas sessões plenárias, os que mais declarações escritas (co-), perguntas parlamentares e propostas de resolução apresentaram e, evidentemente, os que tinham mais que fazer do que trabalhar, que trabalhar faz calos.

A lista dos deputados portugueses encontra-se aqui, mas é também interessante compará-los aos deputados dos restantes 26 países. Para o bem e para o mal.
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15 séries

Ao longo da minha vida foi acompanhando as seguintes séries:

- Alf
- Alfred Hitchcock Apresenta
- Beverly Hills
- Bonanza
- Dr. House
- Duarte & Companhia
- Friends
- McGyver
- O Sexo na Cidade
- Seinfeld
- Sete Palmos de Terra
- Sim, Senhor Primeiro Ministro
- The Twilight Zone
- The X Files
- The Walkers

As eleitas:

1 - Alfred Hichcock apresenta - pela forma perfeita como o mestre lida como o terror psicológico, há episódios que marcaram, até hoje, a forma como vejo os filmes de suspense.

2 - O Sexo na cidade - pelo retrato perfeito de certas amizades femininas: entre o espírito de solidariedade e a epilepsia comunicacional.

3 - Sete Palmos de Terra - pelo retrato cirúrgico da família: o centro de todas as psicoses e alegrias humanas.

4 - Dr. House - finalmente eis-nos perante a desmontagem de uma ideia largamente difundida: o médico como um ser humano infalível. Há duas épocas para a medicina: ah (antes de house) e dh (depois de house).


Sugiro ao Freire de Andrade que prossiga o desafio.

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Canções.Mais.Que.Imperfeitas@13

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sábado, maio 23, 2009

15 séries...

Do Espumadamente (agora com novo visual!) chegou-me mais uma corrente - eu prometo que vou também responder às outras em atraaaaaaso, mas, para já, vai esta. A encomenda original foi-se diluindo um pouco nas passagens, mas, do que investiguei, deveria ser «O TOP 15 DAS SÉRIES QUE DERAM CONSISTÊNCIA À MINHA VIDA» . Isso das séries que dão consistência à vida é complicado... É difícil puxar ao mesmo patamar as séries que eu via antes e as que vejo agora, quer pela diferença de oferta, quer pela diferença de procura. Além disso, com a inundação actual de séries televisivas, a minha memória vai claramente sacrificar umas outras que mereceriam destaque. E há também a questão de delimitação do conceito de série... De qualquer forma, aqui vai:

Actualmente vejo:
- Serviço de Urgência [youtube] [imdb].
- Dr. House [youtube] [imdb].
- 24 [youtube] [imdb].

Nos útimos tempos via:
- Aatomia de Grey [youtube]< [imdb].
- Prison Break [youtube] [imdb].
- Perdidos [youtube] [imdb].
- Sete Palmos de Terra [youtube] [imdb].
- Friends [youtube] [imdb].
- Os Simpsons [youtube] [imdb].

Via também:
- Walker, o Ranger do Texas [youtube] [imdb].
- Early Edition (o jornal do dia seguinte) [youtube] [imdb].
- Mcgyver [youtube] [imdb].
- Alf [youtube] [imdb].
- O justiceiro [youtube] [imdb].
- Missão Impossível [youtube] [imdb].

NOTA: Sem AXNs e FOXs e afins, o meu pricipal fornecedor de séries é a RTP2: boa selecção em horários decentes, com dia e hora marcada e cumprida! Vai daqui uma onda para a RTP2: uoooooowwwwww!!!
Ah! É suposto eu passar isto a alguém...
Fica para os companheiros da casa.
Pode ser?

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sexta-feira, maio 22, 2009

Não acredito em boatos, mas eles “andem” aí

Apesar dos exames do 4º ano do Primeiro Ciclo do Ensino Básico não contarem para a avaliação dos alunos, acabam por contar para a avaliação dos professores. Nestas peculiares circunstâncias, não estranhei quando comecei a ouvir as primeiras estória acerca de professores que facultaram as respostas aos seus alunos durante o "exame".

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Oui, chéri, c'est vendredi


Charlie Winston - Like a Hobo

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quinta-feira, maio 21, 2009

Matematicamente falando

A lógica matemática proporciona uma capacidade argumentativa invejável.
Eis-nos aqui (comentário Cristina) perante um exercício de pura criatividade matemática.

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quarta-feira, maio 20, 2009

Sem muros

O motivo de ter escolhido o blogue de Miguel Portas como o meu blogue da semana reside numa ideia simples:
- gosto de ser confrontada com opiniões diferentes e que provocam as minhas ideias feitas em relação ao que me rodeia.
Muito do que eu aprendi de válido até hoje reside nesta confrontação.
É certo que este processo nem sempre é pacífico!

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terça-feira, maio 19, 2009

Os federalistas e os outros

Os federalistas estão em todos os campos ideológicos. Uns consideram que a igualdade, dignidade e fraternidade poderá assim ser algo de real, tanto no campo social, como no político, como no económico, para tal basta assumirem os comandos da UE. A agenda escondida é a regulação totalizante e imposição supranacional de ideais incompatíveis com determinadas formas de pensar locais que não se revêem em ideais de cidadão fraterno, solidário e igual e práticas verticais de imposição de normas e regras não discutidas pela maiorias, mas sim pelos partidos representados nas esferas do poder. Esta forma de cidadania é assim aquela que eu idealizo no abstracto e violo autoritariamente no concreto. Tudo em plena paz consciente de um ser racional, que também ele se idealiza, também ele se objectiva.
Outros consideram que as liberdades políticas e civis ficarão assim mais garantidas, o direito de eleger os seus representantes, o direito a uma boa administração. Regalias novamente abstractas e que pouco dizem sobre sociedade como um todo e a multiplicidade de factores que nos rodeiam. Para os representantes desta facção a sociedade reduz-se à política e a meia dúzia de funcionalidades burocráticas, tudo o resto fica na esfera da liberdade individual ideologicamente pura, utopicamente ideal, pois se de um lado esta liberdade individual é incompatível com noções autoritárias de Estado, por outro convive bem com outros autoritarismos. O que tais representantes pretendem camuflar é que a sua liberdade individual é antes igualdade de oportunidades (sejam elas quais forem), sabendo à partida, e muito cinicamente, que a igualdade de oportunidades é uma falácia razoavelmente argumentada e que mais não seja é uma determinada oportunidade para certos actores bem instalados junto à esfera do poder. Obviamente que o menos Estado para a grande maioria é, para estes representantes, sinónimo de espírito de iniciativa e capacidade de competição, enfim capacidade de o país competir no mercado global.
Contrariamente ao que possa parecer defendo que as regras e as normas sociais são necessárias. Um criminoso tanto é criminoso por ser rico, como por ser pobre, a condição de criminoso equivale a determinado tipo de comportamento punível por lei. A aparente ingenuidade da esquerda perante o criminoso é algo que me provoca perturbação, tal como a aparente redução do controlo social à punição e aplicação da justiça sem as devidas contextualizações. Entre um campo e outro movem-se ideologias, técnicos, juristas, fazedores de leis cuja leitura da sociedade é enviesada pelo seu afunilamento abstracto do concreto fechado a uma leitura crítica das diversas configurações do real e sua interpretação e contorno pela multiplicidade de actores envolvidos e seus interesses e necessidades.
Quanto ao federalismo?
Irei com gosto ao seu enterro!

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segunda-feira, maio 18, 2009

Wonderland

A produção mais recente do Teatro de Marionetas do Porto chama-se Wonderland e tem por base as histórias da Alice no País das Maravilhas. As marionetas têm algo de fascinante: se, por um lado, há momentos em que me consigo concentrar apenas na "vida" do boneco, por outro, dou por mim a observar as manipulações dos artistas por si só. E Wonderland combina muito bem estas duas facetas: os cenários, os adereços, as luzes, as disposições e movimentações levam-nos ora ao boneco, ora ao artista sem que nessas passagens haja qualquer tipo de estranheza - é a naturalidade anti-natural do non-sense do espírito de Alice.

Apenas quatro pessoas em palco fazem a festa toda, desfilando à nossa frente Alice, o Coelho Branco, o Chapeleiro e a Lebre, o Gato, a Lagarta, Tweedledee e Tweedledum, a Raínha e até os flamingos do criquet. Pouco texto (falado em inglês, com excepção das falas de Alice), alguns momentos musicais e, acima de tudo, a riqueza criativa dos quadros vivos e dos movimentos impossíveis. Foi uma hora bem preenchida que deixou o desejo de mais...

A peça (M/12) está em exibição no Cine-Teatro Constantino Nery (Matosinhos) até dia 24/Maio (5€) e depois vai à Guarda e Montemor-o-Novo.

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domingo, maio 17, 2009

Canções.Mais.Que.Imperfeitas@12

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sexta-feira, maio 15, 2009

Oui, chéri, c'est vendredi


Madonna - Jump

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quinta-feira, maio 14, 2009

Matematicamente Falando

Havia já algum tempo que estava curioso e agora finalmente consegui ver o filme do Sean Penn sobre aquele moço que se isola no Alasca (também não tinha lido o livro). Apreciações cinematográficas à parte (além do facto de não ter gostado por aí além) ficaram-me duas ideias:

A liberdade é uma experiência essencialmente individual. Ela é tão mais absoluta quanto mais nos conseguirmos isolar do resto da sociedade e das condicionantes que ela nos impõe.

Em contrapartida a felicidade é uma experiência essencialmente colectiva. A felicidade só é plena quando é partilhada.

Assim se quiséssemos representar matematicamente a relação entre a liberdade e a felicidade (e como a minha matemática é um bocadinho limitada) tínhamos qualquer coisa como uma função linear de proporcionalidade directa com declive negativo: f(x) =-ax (sendo a uma constante que difere consoante a pessoa)

Ou seja, quanto mais livres mais infelizes.
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quarta-feira, maio 13, 2009

Audioblogger

Gueorgui Pinkhassov
Liu WEI, Cynical Art movement.

Palestra "O dia da Europa" e as eleições europeias
Público: jovens 3.º ciclo e adultos dos cursos Novas Oportunidades
Local: Uma escola
Meios utilizados: Projector de vídeo, Computador, Powerpoint
P - palestrante de um centro de estudos ligado a uma Universidade.
AJ - aluno jovem
AA - aluno adulto

EXCERTOS DA PALESTRA

P - A Europa…, blá, blá, blá, blá. Menino e se retirasse a pastilha da boca? Era um aluno exemplar. Estes meninos estão tão divertidos a rir-se. (…) É anterior ao século XX. Que acontecimento histórico nos faz lembrar esta imagem?
AJ – As invasões francesas?
P – E qual é a razão de irmos buscar uma imagem do séc. XVIII? Um de cada vez e de mãozinha no ar.
AJ – Igualdade, fraternidade?
(…)
P – As coisas antes de se materializarem existem em que plano?
AJ – Plano das ideias?
P – Plano epistemológico. Ai este menino! Pode ser que o telemóvel o ajude. Que grande escritor português é que faz referência a uma Europa unida?
AJ – Camões.
P – Muito bem e outros como, por exemplo, Kant e uma obra muito famosa “A paz perpétua”, Almeida Garrett, etc. Esta ideia de uma Europa unida já é antiga. Dedinho no ar estamos numa sala! Já lhe dei a palavra. Depois da II GG como é que vocês acham que a Europa estava? O que é que estava destruído? Com essa crista é difícil. Era necessário fazer-se o quê?
AJ – Obras?
P – Vocês começam logo pelo telhado. (….) O aço. O que é que produzia o calor à época?
AJ – Carvão.
P – O que é o carvão?
AJ – É um mineral.
P – Se produz calor é uma fonte de…?
AJ – Energia.
P – Temos 2 tipos de energia, quais?
AA – Renováveis e não renováveis.
(…)
P – O que é que era necessário que existisse na Europa?
AJ/A – A paz.
(…)
P – Então os países fundadores da Europa foram…
AJ – Bélgica, Luxemburgo, Holanda e França.
P – Ter uma namorada inteligente ajuda. Quais é que foram os seis países que fundaram a CECA? Vamos tirar os pezinhos de cima das cadeiras, porque o património é de todos! (…) Qual é o único património que gera riqueza? A cultura e a educação são os factores mais importantes da vida, são os únicos que podem gerar desenvolvimento. As grandes fortunas mundiais estão nas mãos de quem tem conhecimento. Quem detem conhecimento é que tem poder. Se olharmos para Portugal nos séculos XV/XVI foi isso que aconteceu. Nós detinhamos o conhecimento dos mares. Por muito que isto seja aborrecido, vocês estão com uma carinha enfadonha. Se olharmos para a Europa quais são os países mais desenvolvidos? São os países mais pequenos que apostaram na cultura e no conhecimento. (...) A constituição europeia pressupõe o quê? Uma federação como os EUA? O que é isto da UE? É uma confederação? Então são chamados a exercer um direito e não sabem o que vão fazer? Definam lá o que é a UE.
AA – São uma cambada de ladrões! (Risada geral)
P – Ainda estou para perceber porque é que a ignorância e o disparate que sai da maior parte das bocas ignorantes gera riso, para mim a falta de conhecimento e ignorância é sinónimo de tristeza. Isto não é uma reacção humana adequada ao estímulo que vos é dado.

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terça-feira, maio 12, 2009

Blog Convidado

Num mundo sobrecarregado de informação o tempo torna-se curto para lermos tudo o que queremos, e arriscamo-nos mesmo a dispersar demasiado a nossa atenção e não dar a devida importância ao que realmente a merece.

É neste contexto que é importante seleccionar pontos de referência que nos ajudem a fazer a triagem das histórias, textos, imagens, …

O Blogkisosk (que descobri faz pouco tempo) fá-lo na minha medida exacta.
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segunda-feira, maio 11, 2009

ao serviço da matemática...


E é assim que se explica aos meninos que o TETRAedro é um sólido com QUATRO faces!


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domingo, maio 10, 2009

Prognósticos só depois dos jogos


O Sporting sagrou-se mais uma vez Campeão do Campeonato da 2ª Circular. Um feito notável, tendo em conta que o orçamento do Sporting é substancialmente inferior aos dos seus mais directos rivais

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Canções.Mais.Que.Imperfeitas@11

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sábado, maio 09, 2009

Histórias autobiográficas

Uma certa tendência para a crítica exacerbada do comportamento dos outros será consequência de um aprofundado autoconhecimento?

Após o resultado da auditoria, o BPP passou a caso de polícia e, consequentemente, para a prateleira do bode expiatório, de vez em quando convém ao sistema. Concluindo, mais uma vez foram castigados os prevaricadores, por obra e graça dos providenciais (e tradicionais) normalizadores. Desconfio que a Deloight acabou de traçar o perfil das instituições financeiras globais.

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jazz às 5as

Começou esta semana mais uma temporada do Jazz às 5as no CCB (Lisboa). De Maio a Setembro, todas as 5as feiras, a partir das 22h, na cafetaria do CCB a noite é do jazz, com entrada livre!


A abrir esta terceira temporada tivemos o contrabaixo de Carlos Barreto em trio com um saxofone e bateria (que a minha ignorância não me permite conhecer). O espaço da cafetaria, com as cadeiras dispostas em modo de concerto, encheu, com ainda mais cadeiras acrescentadas, gente sentada à frente e mais uns quantos de pé à porta. Ouviram-se peças compostas por cada um dos músicos, que, apesar de já se terem cruzado em Paris ou Nova York, estavam a estrear-se em palco os três juntos apenas nesta semana - eu admiro esta capacidade de adaptação e improvisão instantânea de uns sobre os outros que se vive no mundo do jazz... Jazz pouco agressivo - audível, no meu conceito muito pessoal - ponteado por momentos de solo, uns mais experimentais que outros - que estranham ao meu ouvido... Foram quase duas horas diante de três músicos descontraídos construindo cumplicidades em palco.

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sexta-feira, maio 08, 2009

Oui, chéri, c'est vendredi


Ferry Aid - Let it be (1987)

Nunca gostei de nenhuma música dos Beatles interpretada pelos próprios.
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quinta-feira, maio 07, 2009

Marionetas de lantejoulas vendendo chocolates no circo Chen

Os contextos de suspeição inerentes à gripe suína e algumas articulações e perguntas perturbadoras:

- Estaremos perante mais uma (re)criação de factos? [número de pacientes no México, exploração mediática (global) da pandemia, (re)criação de alarmismos, surgimento de boas notícias (hoje), ciência (aliada das farmacêuticas) a protectora da humanidade?].
- De que forma deveremos articular tais factos alarmistas com a ciência, economia e os financiadores dos meios de comunicação social?
- De que forma poderemos continuar a acreditar na ciência, uma vez que a sua utilização instrumental, por determinado tipo de poderes, começa a tornar-se evidente?
- A instrumentalização dos meios de comunicação social e da ciência de que forma nos poderão afectar?

E agora regresso ao bem-estar da minha vida Ocidental, repleta de comodidades proporcionadas pelo actual sistema económico, social e político.

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segunda-feira, maio 04, 2009

Vasco Granja (1925-2009)

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Gotcha!



Venham de lá esses infindáveis directos!
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A criação de fa(c)tos e a velha nova roupagem dos imperiosos desígnios nacionais

A ideia de um bloco central é tentadora para enfrentar uma certa (ir)realidade nacional e europeia.

Um dos lados da moeda:
- aliança de dois partidos (PS e PSD) em relação às políticas nacionais estruturantes;
- inventariação de estratégias prioritárias, tendo em vista ultrapassar as dificuldades sentidas em diversos domínios (sociais, económicos, cívicos, culturais, políticos);
- implementação de políticas (diversas) com vista a transformar Portugal num país com uma política clara de desenvolvimento (social, económico, cívico, cultural e político).

Outro dos lados da moeda:
- visões contraditórias sobre o papel do Estado (cada vez menos, mas pronto), incentivos à economia e intervenções prioritárias ou não (pressão dos lobbys sobre os partidos, população passiva e conformada face aos problemas diversos do sistema democrático);
- desinteresse político (âmbito nacional) pelo Portugal profundo (veja-se a imensa produção académica e intelectual), pelas verdadeiras necessidades das populações (desarticulação entre políticas e desertificação do interior) e das suas sensibilidades (desarticulação entre representantes autárquicos, necessidades locais e "modas" económicas, políticas e sociais, interesses nacionais e supranacionais);
- a construção a ritmo de máquina fotocopiadora de normas, relatórios, boas práticas que assolam todas as organizações nacionais (e supranacionais?) de informação superficial, desconectada da realidade nacional e local, vastas vezes sem as devidas contextualizações, interpretações ou referências a finalidades concretas.

Outras moedas e outros lados:
- o sistema democrático, os diversos interesses instalados a jusante e a montante dos partidos políticos;
- as necessidades das populações, emprego e políticas públicas de remédio sazonal;
- o desenvolvimento produtivista global e a sua ineficácia actual face aos problemas de emprego nacionais e locais;
- os governantes modelo, a ética democrática e a cultura e tradições nacionais;
- um espectro chamado Salazar, um modelo perturbador de seriedade, autoridade, o culto e o apelo serôdio ao isolamento e ao discurso dos "pobres mas contentes".

Tratar vagas, crises, problemas de fundo de forma remendada, preconceituosa, recreando determinados modelos de autoritarismo, poderão ser drásticos para a democracia.

O Bloco Central é uma ideia que alguém pretende tornar eficaz, mas que esbarra com obsctáculos e normas inventadas pelos seus melhores representantes políticos (PS e PSD).
Ironias do destino...

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domingo, maio 03, 2009

Canções.Mais.Que.Imperfeitas@10

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sábado, maio 02, 2009

Eles querem proteger-nos, mas nós vivemos bem sem estas protecções...

"Recomendação para segunda leitura Malcolm Harbour (A6-0257/2009) - Redes e serviços de comunicações electrónicas, protecção da privacidade e defesa do consumidor referente à posição comum aprovada pelo Conselho tendo em vista a aprovação da directiva do Parlamento Europeu e do Conselho que altera a Directiva 2002/22/CE relativa ao serviço universal e aos direitos dos utilizadores em matéria de redes e serviços de comunicações electrónicas, a Directiva 2002/58/CE relativa ao tratamento de dados pessoais e à protecção da privacidade no sector das comunicações electrónicas e o Regulamento (CE) n.º 2006/2004 relativo à cooperação entre as autoridades nacionais responsáveis pela aplicação da legislação de defesa do consumidor[16497/1/2008 - C6-0068/2009 - 2007/0248(COD)] Comissão do Mercado Interno e da Protecção dos Consumidores", aqui

O que poderá estar em causa aqui.

Se a pirataria na Internet ajuda a financiar o terrorismo, se o governo dos EUA financiou os movimentos fundamentalistas, se os traficantes financiam os partidos políticos, se... então o melhor é restringirmos definitivamente todas as liberdades, a partir daí ficaremos na paz do senhor e nas mãos dos puritanos do costume!
E pensamos nós que nos livrámos deles, quão enganados andamos...

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sexta-feira, maio 01, 2009

Oui, chéri, c'est vendredi

É sexta-feira e é feriado. Eu não alteraria nada nesta paisagem.


Perfect Day (Lou Reed) por Lou Reed, Bono, Skye Edwards, David Bowie, Suzanne Vega, Elton John, Andrew Davis, Boyzone, Lesley Garrett, Burning Spear, Thomas Allen, Brodsky Quartet, Heather Small, Emmylou Harris, Tammy Wynette, Shane MacGowan, Sheona White, Dr John, Robert Cray, Huey, Ian Broudie, Gabrielle, Evan Dando, Courtney Pine, Brett Anderson , Visual Ministry Choir, Joan Armatrading, Lauire Anderson, Tom Jones e a Orquestra Filarmónica de Londres.
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1.º de Maio, dia do trabalhador

Declaração Universal dos Direitos do Homem
10 de Dezembro de 1948


"Preâmbulo

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;

Considerando que é essencial (...) o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria(...);

Considerando que é essencial a protecção dos direitos do homem através de um regime de direito, para que o homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão;

(...)

Considerando que, na Carta, os povos das Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres e se declaram resolvidos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla;

(...)

ARTIGO 23.º

1 - Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.

2 - Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.

3 - Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.

4 - Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para a defesa dos seus interesses.

ARTIGO 24.º

Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres e, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e a férias periódicas pagas. (...)"

Uma determinada crise, largos milhões injectados na bolsa e certos níveis de desemprego serão ou não o cenário ideal para uma intervenção dramática? Olharmos criticamente para o mundo é cada vez mais uma tarefa urgente e necessária.

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