quarta-feira, novembro 11, 2009

spam prevention...

8 + 2 ?
3 plus 7 ?
2 plus 9 ?
9 + 7 ?
6 + 1 ?
5 plus 7?
1 add 7 ?
Estou maravilhada com este spam prevention! E viva a numeracia! O meu primeiro pensamento foi: estamos a assumir que toda a gente que escreve na net sabe fazer estas contas - o que não é verdade! Depois: pah, o computador tem calculadora incluída. Mas, por fim, comecei a ficar muito mais divertida: podiamos evoluir o sistema para coisas mais complicadas e assim fazer uma pré-selecção dos comentadores. E que tal:
x + 5 = 2
3x + 5 = 7
2x^2 + 5x = 4
3/7 (x + 1/2)^2 = 8 x/11
Digam lá se não era divertido. Todo um novo mundo matemático mesmo às portas da internet.

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segunda-feira, maio 11, 2009

ao serviço da matemática...


E é assim que se explica aos meninos que o TETRAedro é um sólido com QUATRO faces!


imagem

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quarta-feira, outubro 10, 2007

"M" de Matemática... e de Música

Foi interessante. A definição da tonalidade, a afinação e as proporções gregas e renascentistas, os 12 meios tons e a Teoria de Grupos, o belo, o número de ouro e a sucessão de Fibonacci, a música estocástica e a Lei dos Grandes Números, a auto-semelhança, a compartimentação e os fractais e a Teoria do Caos.

Foram algumas ideias breves, nada muito aprofundado, até porque se anunciava: para o público geral... Diga-se, no entanto, que a noção de público geral se aplicava apenas nos conhecimentos matemáticos... Será que o senhor se lembrou que podia haver quem não percebesse de música???!!! Acho que não... Confesso que aqueles exemplos sonoros ilustrativos de alguma coisa me passaram quase todos ao lado. Mas foi engraçado observar as reacções da plateia. Pelos acenos de cabeça e alguns comentários finais dava para perceber perfeitamente quem estava lá mais pela Música e quem lá estava mais pela Matemática; e acho que ninguém lá foi que não tivesse alguma afinidade com pelo menos uma das áreas.

No final, comentou alguém – músico! –, que o prazer com que ouviu uma vez um cientista falar do seu trabalho se equiparava ao do músico na composição. Uma posição – matemática! – discordou dessa comparação, frisando que a beleza da Matemática está no processo construtivo, no caminho que se percorre para provar algum resultado e não tanto no resultado em si, enquanto que a beleza da Música está no produto final. Sem querer ser tendenciosa, acho que concordo com esta discordância...

[Esta sessão do Breve Dicionário de Ouvir da Casa da Música integra-se no Mês da Matemática do Serviço Educativo, que tem mais actividades agendadas.]

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segunda-feira, outubro 08, 2007

Matemática na Casa da Música

Outubro é o mês da Matemática na Casa da Música (no Porto)! Nas salas de ensaio - espaços interiores subterrâneos, de que não falei aqui, onde chegamos por uns mega elevadores todos bonitos ou por uns corredores e escadarias com aspecto de construção inacabada e claustrofóbica - vão decorrendo espectáculos, palestras e conversas para públicos variados. Há actividades específica e exclusivamente pensadas para as escolas mas também outras para professores e para o público geral.

- 6/Out, 16h: "M" de Matemática (para o público geral)

- 13/Out, 15h: Zoo Lógico (para o público geral)

- 13 e 20/Out, 11h: Descobrir Matemática com a Música (para professores de Matemática) [colaboração com o CMUP]

- 27/Out, 14h30: Música na aula de Matemática, Matemática na aula de Música (para professores do básico, educadores de infância e animadores musicais)

Para cada uma delas é necessário bilhete (5€).

[Eu estive lá neste sábado e foi interessante... - amanhã depois eu conto!]

imagem adaptada (Serviço Educativo da Casa da Música)

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segunda-feira, julho 02, 2007

Matemática para a vida

O difícil é perceber o porquê de não gostar de matemática.
Sempre a atraiu o pensamento lógico, mas deixou-se encaminhar para outras atracções, mas ironicamente a matemática estava por lá.
Pensava amiúde:
nenhum estudante de filosofia é um bom exemplar da reflexão, se, entretanto, não desenvolver o pensamento lógico; nenhum curso de filosofia vale a pena se não nos ampliar tal tipo de raciocínio; afinal a lógica é matemática poderosa para a vida.
Mas o obstáculo instalou-se, afinal sobressaia o esplendor do vocabulário ambíguo e subjectivo, aquele tipo de vocabulário que se coaduna com todo o tipo de desvario com assentimento intelectual.
O atributo alegrete veio de todos os sentidos e o objectivo: ensinar a pensar, reduziu-se a meia dúzia de textos fundamentais, tentando fazer a ponte entre coisa nenhuma.
Teimava com os pares: nunca o ensino da filosofia foi tão pertinente e tão incompreendido.
Após alguns anos de reflexão chegou à conclusão que o falhanço do objectivo fundamental da filosofia centrou-se, apenas, na sua cristalização em história da filosofia.
Explicitamente a função era clara, implicitamente dúbia.
Afinal, como ensinar Kant, partindo do pressuposto de que se é capaz de explicar o implícito (história da filosofia), não fazendo a mínima atenção ao explícito (lógica argumentativa)?
Ensinar a pensar é ensinar a perceber, contextualizar, raciocinar, analisar, sintetizar, e construir um pensamento.
Nunca como agora, após o advento da tecnologia e do saber especializado, se chegou a conclusões tão perenes. E a verdade nunca foi tão posta em causa, a história recente de qualquer disciplina é a prova cabal.
O mais interessante é que já Descartes dizia que a única certeza residia na geometria, tudo o resto deveria ser posto em causa. Porquê? Todo o ser humano que se dedique a um determinado estudo chega a uma determinada conclusão acerca de alguma coisa.
O pressuposto da filosofia em Descartes é duvidar para chegar a algum lado, mas para duvidar precisamos de conhecer. Conhecer como? Se não abordarmos a disciplina numa perspectiva histórica?
Acontece que abordar uma disciplina numa perspectiva histórica não é contar a história da carochinha, é acima de tudo compreender para se fazer apreender. Ora compreender para se fazer apreender, pressupõe, para além da perspectiva histórica, um entendimento da razão de ser das coisas. E é através da razão de ser do implícito, isto é Kant afirma X porque até ali se tinha afirmado Y, que se chega ao explícito, a lógica dos argumentos.
Os seres humanos importunam-se muito pouco com reflexões do género: mito da caverna, embora o mesmo possua cada vez mais actualidade. O advento da sociedade de consumo desenfreado, sem questionamento da necessidade, levanta cada vez mais a pertinência da questão.
Entretanto um sorriso instala-se nos lábios, a memória apresentou-lhe um filme a preto e branco.
Interior, sala de aula
O professor catedrático de lógica explica a proposição X no quadro, vira-se procurando assentimento e compreensão por parte dos alunos, na carteira da frente depara-se com uma aluna olhando espantada para a fórmula escrita no quadro, o professor, reage ao ar espantado da rapariga, ironizando:
- Minha Senhora, a Senhora parece a Alice no país das maravilhas.
Foi a partir dessa altura que começou a dar razão a quem afigurava a matemática como disciplina elementar para compreender a vida, mas, de uma maneira muito simples.

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