sexta-feira, maio 22, 2009

Não acredito em boatos, mas eles “andem” aí

Apesar dos exames do 4º ano do Primeiro Ciclo do Ensino Básico não contarem para a avaliação dos alunos, acabam por contar para a avaliação dos professores. Nestas peculiares circunstâncias, não estranhei quando comecei a ouvir as primeiras estória acerca de professores que facultaram as respostas aos seus alunos durante o "exame".

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quinta-feira, março 27, 2008

a aluna, a professora e o telemóvel...

Estava eu a gozar descansadamente as minhas férias de docente privilegiada - que tem montes de dias de férias e quer trabalhar menos que qualquer um, achando-se mais do que toda a gente - quando me entram pela casa as imagens da aluna, da professora e do telemóvel... Ora bem, já que me perturbaram o descanso, cá vai a minha opinião [espero não ser mal interpretada... por isso, leiam devagarinho, pf]:


Foi falado só porque foi filmado e publicado. Não é nada que não tenha sido já relatado, mas quando é o professor a falar é um mero lamúrio repetitivo - a força das imagens é outra coisa. No entanto, é apenas um caso de indisciplina (aliada à falta de educação)... em que a professora perdeu a noção da situção. [Sim... a professora...] Acredito que a posteriori a senhora não tivesse a mesma atitude, nem que a alternativa fosse cruzar os braços e ficar a ver a aluna com o telemóvel. Pessoalmente acho essa passividade - que não leva a lado algum, eu sei - um enredo bastante mais aceitável "visualmente" - é claro que aí iriam surgir as acusações de permissividade e falta de autoridade da professora... Não é fácil, nem simples, nem imediato, nem nada que se pareça, mas o que fez deste caso notícia - mais uma vez, para além da óbvia publicação das imagens - foi a postura da professora e não a postura da aluna (pois aí seria um vulgar caso de indisciplina). Não estou, de modo algum, a dizer que as atitudes da aluna e da turma são culpa da senhora, mas, sim, que é da sua responsabilidade a força das imagens e a agitação geral em torno do caso. [Espero que tenham lido devagarinho: eu não estou a desculpar a aluna de nada! Sim?...]

Saíndo da sala de aula e da estrutura escolar, mexem comigo as (mais que muitas) vozes que resolviam toda esta situação (na hora ou posteriormente) com uma simplicidade óbvia e imediata, fruto de uma qualquer clarividência indubitável!

Independentemente da pressão pública posterior, acredito [apenas baseada no meu bom senso] que a ocorrência tenha seguido os trâmites habituais - até porque não me parece uma situação assim tão invulgar... Não estou a dizer que não se devam condenar as atitudes da turma, mas não me parece necessária, nem correcta, uma intervenção extraordinária.


E agora vou voltar para o meu descanso merecido, porque até se compreende que o coitadinho do professor precise de arejar a sua mente e a sua alma com alguma frequência.

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terça-feira, setembro 18, 2007

até parece mal...

Estou a precisar de ser colocada!!! Acho que estou a simpatizar demais com a ministra - não pode ser! Ah, e continuo a ter cada vez menos paciência para ouvir os sindicatos...


Nota para o Espumante: Só agora, que fui à procura do link ali para o «continuo», é que dei conta que acabaste de dizer o mesmo que eu! Confirma-se: concordamos mesmo! :) Mas um "civil" simpatizar com a Ministra é natural - então os professores até são uns mandriões que querem trabalhar cada vez menos... Por outro lado, um professor simpatizar com a Sra... até parece mal!... ;)

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quinta-feira, abril 12, 2007

aulas???... para quê?!

Ouço na Antena1 que foi aprovado o novo Estatuto do Aluno e, para além das habituais desconfianças e reclamações dos sindicatos de professores, ouvi algo que me deixou a falar sozinha para o rádio como que o questionando de tamanha enormidade. Ouvi eu então que o aluno deixa de chumbar por faltas directamente, sendo garantida a hipóteses de passar à disciplina por exame final!!!

Gente! Estamos a falar do Básico e Secundário!!! E numa altura em que até o Ensino Superior está a procurar valorizar a avaliação contínua, vamos agora permitir que o aluno do Básico faça as disciplinas por exame final, sem ir às aulas, simplesmente porque não lhe apetece???!!! Vamos lá assentar umas ideias: o aluno já "tem direito" a faltar de forma injustificada três vezes o número de horas semanais da disciplina (e reforce-se que as faltas justificadas não entram nesta contabilização). Portanto, estamos a permitir a substituição da sala de aula por um exame final, simplesmente, porque sim!

As linhas orientadoras deste novo documento são:
combater o insucesso e o abandono
reforçando a autoridade dos professores e das escolas.

É bonito, lá isso é! Mas analisemos duas situações:

- O aluno não sabe, nem quer saber - que me parece ser claramente o mais frequente em situações de reprovações por faltas. Não é um exame final sobre a aquilo que ele não sabe nem quer saber que o vai "salvar". Não se combate nem o insucesso, nem abandono, porque o aluno vai chumbar na mesma - desculpem-me a frontalidade...

- O aluno já sabe tanto que não precisa das aulas - no campo das hipóteses há que considerar todos os casos. Aqui, estamos a dispensar, descaradamente, a importância das aulas e do papel do professor, e a transformar a Escola num mero local de prestação de provas. Aqui, destrói-se toda e qualquer autoridade dos professores e da escola...

Alguém me explica qual é a ideia?... É que eu, não aplaudindo a postura da Ministra, tenho compreendido muitas das medidas que ela tem inventado, ou pelo menos tenho reconhecido os aspectos positivos as ideias no plano teórico. Mas aqui, nem isso... Alguém me explica?...

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segunda-feira, março 26, 2007

Anarchy in the UI*



Vídeo dedicado a Luís Arouca, o reitor mais punk de Portugal.

* Universidade Independente

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segunda-feira, março 05, 2007

Pedro, o Docente

Se Pedro Santana Lopes assegura que não foi convidado para dar aulas na Universidade Independente, eu acredito. Se mais não fosse, porque Santana Lopes seria absolutamente incapaz de recusar qualquer convite.

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