sábado, maio 10, 2008

O pecado mora ao lado

Quando a gestão se tornar no modelo de todas as instituições, teremos qualquer coisa como a famosa gestão por objectivos aplicada a todos os ramos do funcionalismo público.

Descansem, ainda estamos muito longe disso, Pedro Passos Coelho é quem no-lo diz, quando defende que reduzirá o estado a estado mínimo no prazo de 10 anos.

Até lá, as medidas do actual governo de: encerramento de instituições públicas no interior, encerramento de escolas, encerramento do pequeno comércio (e as hilariantes não metas da ASAE) e encerramento das urgências dos centros de saúde, são medidas de estado máximo.

Aqui a maximização deverá ser encarada como: melhor educação, melhor justiça, melhor saúde e a salvaguarda da competitividade do pequeno comércio.

Portanto, faz todo o sentido o pensamento inovador do candidato à liderança do PSD.


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domingo, maio 04, 2008

The River



The River, 1980, o boss no seu melhor.
Não é que eu tenha grande simpatia musical por Sting mas como esta versão é, para mim, novidade...

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terça-feira, abril 29, 2008

Há dias assim [é pena é não serem mais]

Como recentemente [mera constatação de facto] venho demonstrando uma mais ou menos conveniente mas não menos surpreendente veia para assuntos do foro futebolístico, e como neste mês de Abril andamos a revisitar no GR os anos 80, não me perdoaria [ou como diria o outro: jamais!] se deixasse passar em claro um acontecimento que decorreu em meados dessa gloriosa [salvo seja] década, e que marcará, para todo o sempre, a História do Desporto Rei do nosso país.

Decorria o bem-aventurado ano de 1986 D.C., e faltavam apenas dez dias para a consoada [época do ano particularmente indigesta, recordarão alguns], vivia-se em Portugal o dealbar da já comummente designada “Era do Futebol Moderno” – quiçá, porque umas quantas equipas começaram a utilizar o sistema 4-4-2, abandonando a [até então] famosa táctica do pontapé para a frente e fé em Deus. E por falar em Deuses [é espantoso como estas coisas, mesmo que parecendo que não, acabam por andar sempre indubitavelmente interrelacionadas]: Salazar já nos tinha abandonado há quase duas décadas; consequentemente, Eusébio tinha começado a frequentar assiduamente o bar do restaurante Tia Matilde há cerca de uma década; e Pinto da Costa, só andava ainda há pouco mais de meia década em périplo pelo país, “alegadamente”, em mera missão de confraternização com os senhores árbitros.

Apesar de em 1986 os portugueses já poderem visionar, ao vivo e a cores, e com recursos a sucessivos Replays, aqueles lances mais ambíguos que ainda hoje continuam a decidir [pre]determinados jogos, os Bordeis ainda não tinham sido rebaptizados de Bares de Alterne, mas, curiosamente [ou talvez não], as mães do senhores árbitros, tal como na actualidade, já eram acusadas das piores veleidades.

Seja como for [e a verdade em caso algum deve ser dissimulada], ninguém estava à espera que aquele aparentemente vulgar Sábado de Dezembro acabasse por se transformar num dia tão memorável. Eu estive lá, e escusado será dizer que foi um dos dias mais felizes de toda a minha existência.

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o Dia Mundial da Dança...

... no mês dos anos oitenta!...


The Time of My Life - Dirty Dancing (1987)

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sábado, abril 26, 2008

Sugestões de Leitura

E porque aqui no GR celebramos os «Anos 80», ficam três sugestões de blogues temáticos:

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Marketing

Foi nos anos oitenta, como por aqui já se disse, que a música, e podemos mesmo dizer a arte em geral, começou a viver muito da imagem. Mas não foi só o meio artístico que começou a olhar para a imagem como uma necessidade. Se é certo que os videoclips eram obrigatórios, as capas dos livros e dos discos eram cada vez mais pensadas para serem apresentadas como obras de arte, também os políticos perceberam que para além da ideologia fazia falta uma imagem e um conceito que passasse bem nos media (a eleição de um actor de Hollywood para presidente dos EUA é um bom exemplo). Ou seja, o marketing entrou nas mais diversas áreas da vida pública.
Não se pense, porém, que associar marketing a livros, discos, candidaturas ou eventos desportivos é um mal em si mesmo. Para os puristas que vêem no marketing uma deturpação da verdade que eles e só eles conhecem talvez seja. Mas é bom não esquecer que até os críticos da economia de mercado rendem-se a ele - um conceito do marketing puro e duro (a diferenciação do produto) está presente em todas as obras saramaguianas: a capa é sempre amarela e o título vai buscar a inspiração aos diversos tipos de documentos escritos (manual, ensaio, memorial, história, etc). Na política, penso que Portugal teria perdido um bom primeiro-ministro como Cavaco, se este não tivesse uma boa máquina de marketing por trás. Digo isto porque considero que enquanto pessoa, Cavaco Silva é reservado demais para o tipo de político que os cidadãos da altura exigiam. E, em meu entender, isso ter-lhe-ia sido fatal.
Em suma, a utilização do marketing para melhorar e apresentar como mais apelativa uma ideia ou produto é sempre vantajosa para estes. O que realmente é preocupante é quando o marketing tenta obviar a má qualidade do produto ou ocultar a inexistência da ideia. Mas isso nem o melhor marketing do mundo o consegue.

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quinta-feira, abril 24, 2008

uma casa portuguesa: ao vivo no coliseu...

Zeca! Em vésperas da revolução (do seu aniversário, entenda-se), achei o pretexto - como se dele precisasse - para trazer Zeca à casa mais uma vez. Recordando os anos oitenta em Abril, a morte de Zeca é uma referência importante. Mas a morte de Zeca é um marco não pelo momento em si, mas sim pela sua vida anterior, pela sua obra... A minha consciência musical é bastante tardia e, portanto, Zeca sempre me foi (apenas?) obra, a obra para lá do músico...

Dando um pouco a volta à motivação inicial, venho recordar o seu último grande concerto: 29 de Janeiro de 1983 no Coliseu dos Recreios. Zeca já em dificuldades partilhou o palco com uma dúzia de amigos num Coliseu repleto de outros tantos e muitos mais. Memorável diz que se lembra - que não é o meu caso... A minha referência a este concerto é o LP duplo que mora cá em casa lançado na altura e, ocasionalmente, os vídeos posteriores que passam na televisão.


Uma reunião de canções variadas, com diferentes contextos, abordagens, melodias e poemas. O Zeca da Grândola, da luta e da mensagem, mas também o Zeca de Coimbra, o Zeca do povo, o Zeca dos simples, o Zeca da tradição. E atrás de uma voz já cansada está todo um precurso que a sustenta.

Deixo-vos com "Era um redondo vocábulo" - canção que aprecio bastante -, acompanhado à guitarra por Fausto. A música não faz parte da primeira edição (ainda em LP), mas esteve lá no Coliseu e consta de edições posteriores editadas já em CD. Só depois de ter escolhido a música é que fui ver o vídeo disponibilizado... Apreciei também os "discursos" de apresentação e de fecho: os amigos, o PREC, as partilhas musicais, a criatividade... - a criatividade é, sem dúvida, um bom alibi!... para muitas (demasiadas?) coisas...




mais informação: http://www.aja.pt/
várias músicas para ouvir: http://delta02.blog.simplesnet.pt/

imagem: capa do LP

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terça-feira, abril 22, 2008

Para maiores de 18


Andava eu a pensar em mais coisas que mexeram com a opinião pública nos anos 80 quando a Carlota se lembrou de José Sócrates e a defesa do nudismo. Fez-se luz na hora. Nunca este mês dos anos oitenta, aqui no Geração Rasca, poderia acabar sem que a memória nos levasse ao grande escândalo da década. Em Novembro de 1987, Ilona Staller a.k.a. Cicciolina incendiou o palco do Coliseu dos Recreios com um espectáculo único, nunca antes visto, e que levou ao divórcio de alguns homens de família. As imagens e relatos da altura fazem jus a toda a história que rodeava a então rainha dos filmes pornográficos. Diz quem viu que, em comparação com esse espectáculo de 1987, os que são servidos no Salão Erótico de Lisboa, nos dias de hoje, são apenas efeitos especiais.

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segunda-feira, abril 21, 2008

Chiado 88

25 de Agosto de 1988

A sensação que tive ao ver estas imagens na televisão, do outro lado do Mundo, foi a mesma que tive nas primeiras imagens do 11 de Setembro: a de pensar que estava a ver um qualquer filme que nada tinha a ver com a realidade. O engano durou pouco. Deste dia guardo as imagens da televisão e uma extraordinária reportagem, feita em directo, para a rádio TSF, por um jornalista de nome Nuno Roby que eu viria a ouvir poucos anos depois.
Vinte anos passados continuo a olhar para o Chiado e a pensar no horror daquelas horas.

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domingo, abril 20, 2008

a corrida da mulher....

Hoje lá fui eu, mais uma vez, de t-shirt cor-de-rosa [e casaco e impermeável!!!] correr para as ruas do Porto. Correr por uma causa... Eu ia devagar, devagarinho, quase parada, mas terminei os 5km. Não foram os guarda-chuvas, os carrinhos de bebé, os cães pela trela e eu tinha terminado quase assim...


... ou talvez não!
=)

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sexta-feira, abril 18, 2008

Déjà Vu

Foto: Manuel de Almeida/LUSA in Correio da Manhã, 18 Abril 2008

Esta fotografia trouxe-me à memória aquele que para mim terá sido o grande barrete televisivo dos anos 80. A promessa de visionamento em três dimensões do filme O Monstro do Pântano no final da década levou muita gente (eu por exemplo) à compra dos maravilhosos óculos especiais que, se a memória não me atraiçoa, foram vendidos em conjunto com uma ou duas revistas da época. O filme revelou-se, com ou sem óculos especiais, um nojo.
Espero sinceramente que o exemplo aí em cima, dado pelo Presidente da República e a mulher na visita à ilha da Madeira, tenha tido melhores resultados. A julgar pelo estilo dos óculos, confesso que fico com algumas dúvidas...

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António Variações (1944-1984)


Jamais esquecerei um homem vestido de verde alface, bebericando um café ao balcão de um snack bar.
Novidade, excentricidade e diferença são palavras cujo um dos sinónimos possíveis é, para mim, António Variações.
Quanto à música?
Odiava a batida techno, adorava as letras...

Sempre Ausente

diz-me que solidão é essa
que te põe a falar sozinho
diz-me que conversa
estás a ter contigo

diz-me que desprezo é esse
que não olhas p'ra quem quer que seja
ou pensas que não existe
ninguém que te veja

que viagem é essa
que te diriges em todos os sentidos
andas em busca dos sonhos perdidos

lá vai o maluco
lá vai o demente
lá vai ele a passar
assim te chama toda essa gente

mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar
mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar
mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar

diz-me que loucura é essa
que te veste de fantasia
diz-me que te liberta
de vida vazia

diz-me que distância é essa
que levas no teu olhar
que ânsia e que pressa
que queres alcançar

que viagem é essa
que te diriges em todos os sentidos
andas em busca dos sonhos perdidos

lá vai o maluco
lá vai o demente
lá vai ele a passar
assim te chama toda essa gente

mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar
mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar
mas eu estou sempre ausente e não me conseguem alcançar

não me conseguem alcançar
não me conseguem alcançar
não me conseguem alcançar

Letra
Imagem

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quinta-feira, abril 17, 2008

A caixinha dos horrores

Agora a sério... as Doce foram sex symbols em Portugal. Spice Girls? Autênticas bébés à data. Assim a modos que falando de indumentárias, ele era as Doce de um lado e os Heróis do Mar do outro. Doce é que era, Bem Bom por sinal... ou BimBo(m) como lhe chama esse senhor aí em baixo, e assim se explica o aparecimento do género na música portuguesa que isto do BimBo(m) ao PimBa é só trocar qualquer coisita que vai dar ao mesmo.



P.S. - O Reinaldo não aparece no vídeoclip.

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Coisas irritantes e colecções

Não havia nada mais irritante do que fazer colecção de cromos da bola nos anos 80. Mendigar uns escudos para ir a correr à papelaria comprar as saquetas mágicas de onde apareciam os ases da bola da altura. Sofrer durante semanas a fio por já ter seis cromos repetidos do Jordão e nunca mais aparecer o Humberto Coelho. Os dedos de duas mãos não chegam para contar a irritante quantidade de cadernetas de cromos que nunca cheguei a concluir.


Escolhi aqui o grande Reinaldo para ilustrar o post por várias razões. A principal prende-se com uma velha história da altura que misturava o jogador com aquelas tais de Doce, grupo feminino de música ligeira que alcançou um êxito razoável nos anos 80. O seu declínio teve início depois de vir a público a história do Reinaldo.

P.S. - Porque este é um blogue aberto a toda a gente a história do Reinaldo com as Doce fica ao sabor da imaginação de cada um. Quem se lembrar da história não precisará de usar a imaginação obviamente.

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Tóinning

Ele falava. Ele saltava. Ele voava. Ele atirava piropos a viaturas mais bonitas. Ele tinha "emoções". Ele tinha um inimigo de estimação. Ele deitava lume. Ele era "o homem que não existia". Ele podia deslocar-se sem fazer ruído. Ele espalhava óleo na estrada. E eu, na minha inocência, esperava pelas 19 horas de domingo para ver na RTP 1 um carro com estas características, que servia de parceiro a um tipo que dizia estar numa cruzada para proteger os oprimidos e os indefesos dos criminosos que actuam à margem da lei.
Mesmo para quem tinha doze anos, há coisas embaraçosas de se confessar.



PS: parece que ele vai voltar

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sábado, abril 12, 2008

o vitinho

Anos 80! Ah, agora já posso falar da minha boca! Então cá vai:

Está na hooora da camiiinha
Vamos lá dormiiir!...

Lembram-se?... O Vitinho é o expoente máximo dos vídeos de Boa Noite da televisão. O boneco é da Milupa mas como que ganhou vida própria com o sucesso televisivo. [Aliás, a Milupa já lhe deu uma nova imagem e eu senti-me completamente ultrajada - aquele não é o "meu" Vitinho!!!]

É certo que não vivemos todos no mesmo tempo, mas só no ano passado, em conversa de grupo, tomei consciência de que o Vitinho não é universal!!! - já há quem não faça ideia do que era o Vitinho... E, num misto de saudosismo, tristeza e autoridade informativa, lá tive eu de esclarecer a audiência... ignorante!

Eu sei que houve muitos bonecos de boas noites, mas o Vitinho é o Vitinho! Como é possível não saberem o que isso é?! Que pais desnaturados não apresentam o Vitinho às suas crianças?!


E, estava eu à procura de umas imagens para este texto, quando descobri que há uma «Comunidade Vitinho» empenhada em trazer o menino de volta para o pequeno ecrã. Assim, e ao encontro de toda esta minha indignação, corre uma petição (no meio de "milhentas") que me fez sorrir:


Apelo da "Comunidade": [vídeo 1] [vídeo 2] [vídeo 3]



E agora vou dormir, porque já deu o Vitinho... há muito tempo!

Sonhos liiindooos!
Adeeeus e até amanhããã...




[Quantas e quantas vezes eu desliguei o meu candeeiro passeando os dedos devagarinho até ao interruptor...]

imagens: retiradas do vídeo do Vitinho I

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sexta-feira, abril 11, 2008

Chamem a pulissia

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Moonbase Alpha

Ora aqui está uma daquelas coisas que foram feitas nos 70 e duraram. Nos anos 80 ainda tinha a sua piada, tanta que só na década seguinte percebi que dava para ver os fios que faziam voar os Eagles.

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quarta-feira, abril 09, 2008

Cinemas com filmes dentro

Sabem aquela mania que muita gente tem para ligar determinadas músicas a outras tantas situações ou pessoas? Lembrei-me hoje que também faço isso por causa de filmes (quem inventou esta coisa dos anos 80 aqui no GR está tramado comigo). Melhor dito, associo filmes a salas de cinema (podem chamar os senhores dos coletes de força, se fazem o obséquio).
Convém dizer que isto funciona nos anos 80, porque a massificação do VHS acontece precisamente no caminho para o final da década (em Mafra pelo menos) e os anos 90 marcam o declínio das grandes salas lisboetas e o início da mundialização da pirataria em larga escala.

Mafra, sede de concelho e vila pertencente ao Distrito de Lisboa, tinha nesses anos particularidades estranhíssimas. O termo “vou a Lisboa” indicava que a pessoa em questão iria estar todo o dia fora, logo uma ida ao cinema a Lisboa era uma festarola à moda antiga. Mas esta festa começa mesmo em Mafra. Se alguém passar por aqui, e vir o Auditório Municipal Beatriz Costa, faça o favor de se lembrar que ali existiu em tempos idos o Cine Teatro de Mafra onde se viram filmes famosíssimos como “Trinitá – O Cowboy Insolente” ou “Firefox”, um filme péssimo com o homem que se tornou famoso a dizer “Make my day” e “Do you feel lucky punk?”. Ele mesmo, Clint Eastwood, a fazer as delícias de um jovem provinciano sentado no primeiro balcão de uma sala que deixa boas recordações a duas gerações de mafrenses, pelo menos.
Nesse mesmo ano 1985, vi Nicole Kidman (juro que não tinha qualquer memória desta presença se não tivesse ido procurar esta sinopse na Internet) nas fabulosas cadeiras do cinema Londres, olhando para uma coisa chamada “BMX Bandits”, uma produção muito adequada a malta da minha idade (à data). Mais grave que isto, com vergonha vos digo que fui um dos imbecis que, quando o bom do Silvester Stallone, depois de levar um monumental enxerto de porrada, se vai ao mauzão Drago em Rocky IV, me levantei da cadeira histericamente num aplauso que nunca mais vi numa sala de cinema, eu e o resto da sala, porque isto de bater nos maus dava uma adrenalina dos diabos, especialmente se visto na tela do São Jorge e aos 16 anos de idade.
Para fechar este ciclo de cinemas que me marcaram nos anos 80 fica “Tron”, uma produção da Walt Disney que sempre recordei por várias razões: Jeff Bridges como actor principal num filme que pela primeira vez coloca o homem dentro da máquina e usa animação computorizada; o filme é execrável mas a animação é um marco na história do cinema; em 1983 ganhou um Óscar por causa disso mesmo; visto no ecrã panorâmico do velho Monumental foi, naquele momento, o melhor filme do Mundo.

P.S. – Nos anos 80 era muito, mas mesmo muito frequente, os filmes chegarem a Portugal com uns anos de atraso, destes quatro penso que "Tron" foi o mais célere, demorando apenas dois anos entre a estreia nos EUA (1982) e a chegada a este cantinho (1984/85).

Nota de Redactor: Sites americanos dizem que, em 2011, a Walt Disney vai estrear a sequela, talvez remake, de Tron. Jeff Bridges, numa entrevista já veio dizer que talvez participe… Deus nos livre e guarde…

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A imagem da música

Já aqui foi dito e resta-me subscrever com toda a propriedade – os anos 80 foram a década da massificação musical. Da pop electrónica, com os seus sintetizadores de dois, três e mais pisos, alinhados em «U» ou em «L», ao rock, com as suas guitarras de dois braços, passando pelo metal, com as suas baterias com um interminável número de pratos, bombos e timbalões, todos eles com os respectivos exércitos de incondicionais fãs, fizeram da década de 80 a mais musical de que há memória. Especialmente para quem como eu nasceu nos 70.

Mas não era só a música, em estrito senso, que exponencialmente se propagava. Pela primeira vez a assumpção de que cada banda, para além de um som próprio, tinha necessidade de uma imagem única e inconfundível expandiu-se. Os videoclips, as revistas Bravo, as sessões fotográficas ou as intermináveis entrevistas com os artistas, se bem que conceitos nascidos noutras décadas, tiveram aqui o seu boom.

Quem ficou para trás, ficou. Ou então emendaram a mão: uma banda mundialmente conhecida, os Metallica, depois de jurarem a pés juntos que nunca gravariam um “clip”, no final da década realizaram o fabuloso vídeo de One. Nos 80’s, a música deixou de ser só música – passou a ser também imagem e muito marketing. Claro que isto trouxe aspectos bons – uma maior identificação dos fãs com as suas bandas de eleição -, como também acarretou alguns tiros ao lado: por vezes uma boa música era arruinada por um videoclip menos feliz. Pessoalmente, o melhor exemplo que encontro para ilustrar esta ultima realidade descrita é esta excelente canção dos New Order, True Faith, com o vídeo a partir de uma ideia no mínimo, vamos ser bondosos, surrealista.


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