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De volta à Casa da Música e ao Ciclo dedicado a Zeca Afonso, desta vez na sala1 (Sala Suggia). ZecaJazz com duas partes...
Na primeira, o trio Zé Eduardo Unit. Saxofone, bateria e contrabaixo, com um Zé Eduardo bem disposto nas apresentações. Reavivaram o
“A Jazzar no Zeca” – projecto gravado já em 2004. Versões e inspirações adulteradas (bastante!) de algumas das músicas de Zeca. Foi jazz! Talvez, demasiado jazz para aquela sala... Pareceu-me mais adequado para um espaço diferente, mais pequeno e de preferência num bar. Ambiências!
Na segunda parte, Maria João e Mário Laginha. Lindo! Reinterpretações de Zeca – pois claro! – que lhes encaixavam perfeitamente. Laginha ao piano e João na voz...
aquela voz que é um instrumento, aquela voz que não se limita a interpretar letras... que interpreta música! Um momento de maior emoção aquando do “Menino d’Oiro”... João justifica-se com beleza da letra e as lembranças que ela traz. O público acede ao apelo e acompanha, cantando em uníssono. Como numa conversa de amigos, João confidencia que, na altura em que entrou para a música, já o Zeca era grande e ela não o acompanhava pois andava maravilhada com o jazz, com as liberdades que ele trazia – «... lá está, a liberdade!...»
[sorrisos] João identifica-se com o
staccato musical que Zeca defendia, com a força das letras e admira a beleza das descrições... «Deve ser de Moçambique...» – dizia... O concerto terminou, já no
encore, com “Traz Outro Amigo Também”, de novo com o público a juntar-se à festa.