quarta-feira, abril 09, 2008

A imagem da música

Já aqui foi dito e resta-me subscrever com toda a propriedade – os anos 80 foram a década da massificação musical. Da pop electrónica, com os seus sintetizadores de dois, três e mais pisos, alinhados em «U» ou em «L», ao rock, com as suas guitarras de dois braços, passando pelo metal, com as suas baterias com um interminável número de pratos, bombos e timbalões, todos eles com os respectivos exércitos de incondicionais fãs, fizeram da década de 80 a mais musical de que há memória. Especialmente para quem como eu nasceu nos 70.

Mas não era só a música, em estrito senso, que exponencialmente se propagava. Pela primeira vez a assumpção de que cada banda, para além de um som próprio, tinha necessidade de uma imagem única e inconfundível expandiu-se. Os videoclips, as revistas Bravo, as sessões fotográficas ou as intermináveis entrevistas com os artistas, se bem que conceitos nascidos noutras décadas, tiveram aqui o seu boom.

Quem ficou para trás, ficou. Ou então emendaram a mão: uma banda mundialmente conhecida, os Metallica, depois de jurarem a pés juntos que nunca gravariam um “clip”, no final da década realizaram o fabuloso vídeo de One. Nos 80’s, a música deixou de ser só música – passou a ser também imagem e muito marketing. Claro que isto trouxe aspectos bons – uma maior identificação dos fãs com as suas bandas de eleição -, como também acarretou alguns tiros ao lado: por vezes uma boa música era arruinada por um videoclip menos feliz. Pessoalmente, o melhor exemplo que encontro para ilustrar esta ultima realidade descrita é esta excelente canção dos New Order, True Faith, com o vídeo a partir de uma ideia no mínimo, vamos ser bondosos, surrealista.


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2 Comments:

Blogger Carlota said...

Permite-me discordar parcialmente, Carlos. Não há NADA que consiga arruinar esta música. Nem as décadas que tem em cima.
Quanto ao video, é verdade. Faz lembrar as produções pobrezinhas dos primeiros tempos do Gato Fedorento, com a agravante de não ter a menor graça.

quarta-feira, abril 09, 2008 9:35:00 a.m.  
Blogger Hélder Franco said...

Concordo contigo Carlos... A sessão de estalo inicial é um marco na história dos videoclips.

quarta-feira, abril 09, 2008 9:48:00 a.m.  

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