sábado, abril 25, 2009

Um balanço possível?

Após 35 anos do 25 de Abril a ideia de democracia é paradoxal, pois se por um lado existe um culto de prática democrática mais assente em direitos do que em deveres, por outro persiste uma prática democrática de imposição de deveres não negociados.
Trinta e cinco anos após o 25 de Abril a democracia possível é a articulação de um paradoxo altamente desgastante, construído entre a autoridade dos deveres e dos direitos que se pretendem impor com fortes tiques de autoritarismo entre uns e outros.
É como se todos tivéssemos contribuído para a negação de todos, através de complexos autoritários e de dificuldades de negociação colectiva.
É como se vivêssemos num mundo repleto de comunicação, mas cujos habitantes têm deficiências auditivas.

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domingo, novembro 18, 2007

O Pecado Mora ao Lado




Prestações da culpa:
- «Escrita em dia» de 14/11/2007, Rita Ferro, Rosado Fernandes (?) e Francisco José Viegas, efabulação acerca do eterno retorno: guerra dos sexos. Curioso o "inofensivo" separador musical: «eu quero você do meu jeito»;
- «Entrevista a Miguel Sousa Tavares», Revista do Expresso, data ?, tema de fundo: novo livro de MST, guerras de alecrim e manjerico: MST versus VPV;
- «Entrevista a Vasco Pulido Valente», Revista do Expresso, data 17/11/2007, tema de fundo: novo livro de VPV, agradecimentos de passagem: o conselho a Cavaco, já que o meu voto também contribuiu para a eleição do actual PR, guerras de alecrim e manjerico: VPV versus MST;
- Segundo o enviado da antena 1 à Ucrânia, as minas ucranianas são as mais perigosas do mundo devido à sua profundidade - chegam a 1 km de profundidade - e à sua desactualização tecnológica - muitas continuam a laborar com métodos arcaicos. Razões invocadas: investimento incompatível com a competitividade das matérias-primas. Enquanto isso a carne para canhão continua a mesma de sempre. É caso para se dizer: "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades".

Quotas do pecado:
- «O Sol» está para Sócrates como «O Independente» esteve para Cavaco? Parece que sim, André.
- José Saramago, Oitenta e Cinco Anos, uma obra literária de vulto, universalmente falando, Nobel dixit, e permanecem as controvérsias acerca da obra literária e do autor? Uma obra literária e o "palanfrório" extra-literário de um escritor são contribuições definitivas para a legitimidade de certas posições?
Quanto à questão dos pobres de espírito Leonor, é muito discutível. Considerar as pessoas que votaram contra a atribuição da medalha a Saramago de pobres de espírito entra num terreno conflituoso pouco pedagógico. Se eu os considero "pobres de espírito" legitimo o seu pensamento no mesmo sentido e se somos todos "pobres de espírito", pois temos noções contrárias acerca da vida, quando é que aprendemos que a atribuição de uma medalha é um sinal de tolerância e reconhecimento independentemente da ideologia do "medalhado"? A posição de conflito é, só por isso, discutível e pouco pedagógica.
- MST alcançará que a sua noção de "povo" não se desembrulha da míngua de fé e da escassez de religião? Leia-se crónica de Expresso, 17/11/2007.

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quarta-feira, outubro 03, 2007

Graças a Deus não sou uma pessoa coerente

Eu sou aquele tipo de rapariga que um dia acorda meio ideológica, noutro ideologicamente meia e nos restantes procurando, desenfreadamente, a ideologia por baixo da meia.
É por estas, e por outras, que me considero uma rapariga simples e provinciana, mas inteligente. Aparentemente, só aparentemente, tão profícuos vocábulos se anulam.


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