quinta-feira, outubro 15, 2009

um quadrado e uma cruz...

... não pode ser assim tão complicado!

Assembleia de Apuramento Geral de Resultados - nome pomposo que me tem ocupado nos últimos dois dias, prolongando-se ainda por amanhã. Basicamente, verificam-se as actas, reunem-se os números e... analisam-se os votos considerados nulos.

Eu sei que o voto nulo pode ser uma manifestação de intenção, de falta dela, um protesto, uma mensagem,... Eu sei isso tudo. Mas a par dos votos cruzados, riscados ou escritos, há também as bolas em torno do partido, as rodas dentro ou fora do quadrado, as cruzes ao lado do quadrado... Isto não são votos de protesto, não são votos nulos em consciência... são votos de ignorância.

Um quadrado e uma cruz... Não pode ser assim tão complicado!

Desculpem lá, mas é a primeira vez que me passam pela frente dezenas e dezenas de vontades políticas devidamente identificadas, mas que não são tidas em conta porque o eleitor não soube fazer uma cruz dentro de um quadrado.

Eu percebo que a nossa escolarização ainda não seja a desejada, que o analfabetismo ainda possa ser significativo, que popularidade da Geometria deixe muito a desejar. Mas... um quadrado e uma cruz?!... Não pode ser assim tão complicado!

Sugiro que nas próximas campanhas de sensibilização eleitoral o quadrado e a cruz, em vez de meros figurantes de anúncios publicitários, sejam explicitamente apresentados a toda a gente. Ponha-se o Goucha a brincar às cruzes com as tias, o Jorge Gabriel a mostrar quadrados às avós e promova-se uma tertúlia entre todos com a Fátima Lopes. Faça-se qualquer coisa!

... não pode ser assim tão complicado!

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terça-feira, abril 29, 2008

Já dá para fazer uma fila

Coisas que, hoje em dia, podem ser ditas por quem quer que seja que ninguém vai estranhar – e muito dificilmente duvidar:

Eu também sou candidato à liderança do PPD/PSD!

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sábado, julho 07, 2007

divagações em torno de uma regra de três simples...

A regra de três simples é uma das poucas coisas que aprendemos na Matemática escolar e que fica para a vida de muita gente. É uma regra básica que permite decidir que se para 4 pessoas preciso de 500g de arroz, para 6 preciso de... «ora, 4 está para 500 assim com 6 está para...» e lá chegávamos ao 750. No entanto, a regra de três simples não resolve tudo – coisa que os nossos alunos se esquecem frequentemente... e agora pelos vistos não são só os alunos!!! (mas já lá iremos) Estava eu a dizer que a regra de três simples nem sempre é solução... Muitas vezes, é mais barato comprar por junto do que individualmente... Muitas vezes, mais trabalhadores não significa mais produção... Muitas vezes, mais pessoas a pensar não significa maior competência intelectual!!!

Quero eu chegar aos exames nacionais e à solução "inovadora" do GAVE para resolver um erro de exame...

Antes de mais, não percebo como é que há falhas nos exames nacionais!!! Diz a Sra. Ministra que num total de mil perguntas só houve um erro... Não é mau de todo, mas, mesmo assim... não percebo!!! Como é que uma comissão especificamente designada para a situação elabora um exame com erros científicos ou questões irrespondíveis... Não percebo, não percebo, não percebo!

Mas vamos ao que agora interessa... O erro está feito! Numa questão do exame de Física e Química A, «a figura apresenta uma incorrecção que inviabiliza a concretização de uma resposta correcta». É uma tristeza, mas e agora?! Agora, dizem os senhores do GAVE, a questão é anulada e repondera-se a cotação do resto do exame. Ou seja, a cotação dessa questão é distribuída de forma proporcional à cotação total. E explicam os senhores muito bem como se faz... regras de três simples e tudo! Mas, no meio de tudo isto, justificam esta solução como garante «de modo a que a situação apontada não afecte negativamente a respectiva classificação final». Ai sim?!... Então o que é que lhes passou pela cabeça?! E o Público ainda vem ilustrar a "benesse", dizendo que «no caso de um aluno ter 12 valores na prova, por exemplo, a sua nota final no exame será de 12,5». É mandá-los todos de volta para os bancos da escola aprender a pensar e não só a fazer contas!!!

Eu sei que isto dos números assusta muita gente, mas vamos lá tentar ver as coisas devagar. A questão anulada valia 0.8 valores, o que quer dizer que esse tal aluno do 12, se tivesse acertado na resposta, teria 12,8 em vez dos 12,5 com que fica agora... Onde é que está a parte do não afectar negativamente a classificação final?! É claro que ele podia não acertar e, portanto, neste caso o 12,5 é uma benesse... Mas não é isso que está em causa, não se questiona que há alunos que saem beneficiados – é claro que há! Não se pode é permitir que haja alunos prejudicados!!!

A história das regras de três simples, que servem para resolver muita coisa, não serve para resolver tudo – lembram-se?!!! Aplicam-se em situações de proporcionalidade directa, donde resulta que quanto mais se tem, mais se recebe!!! Mas se a ideia é não prejudicar ninguém, há que nivelar por cima e de igual modo, não de forma proporcional... O que é que me garante que o aluno de 10 não ia responder acertadamente e o de 17 não iria errar?!...

Solução típica nestas situações (misteriosamente não adoptada neste caso): atribuir a cotação total da questão a toda a gente! Não é perfeita – pois não! Há sempre injustiças relativas – pois há! Mas, pelo menos, não há injustiças absolutas... No meio de tanta desgraça, sempre se salvava alguma coisa...

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quinta-feira, maio 17, 2007

Fórmula Autárquica para Lisboa

Esquerda / [António Costa + Helena Roseta + Ruben de Carvalho + Sá Fernandes] = gi

Direita / [Fernando Negrão - x - y - z] = gm

gi = grande imbróglio
x = nem o Portas sabe ainda quem é
y = tempo de antena de Manuel Monteiro
z = Carmona Rodrigues
gm = grande m*.*

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