sábado, março 14, 2009

Agrilhoados à Literatura


Como na minha mesa-de-cabeceira só tinha dois livros de poesia com menos de 161 páginas e um outro de fotografia, fui forçado a virar-me para outra cabeceira porque não queria ser acusado de quebrar uma corrente literária blogosférica à qual fui simpaticamente agrilhoado pela Teresa Ribeiro. Porém, quando abri o livro na página 161 e comecei a ler a quinta frase, verifiquei que estava a ler precisamente o mesmo livro que a Teresa: Estrela Errante de J.M.G. Le Clézio. Passei de imediato ao plano três. Desloquei-me ao escritório e retirei da quinta prateleira da quinta estante, o quinto livro. Passo então a transcrever a quinta frase da página 161 de Morreram pela Pátria de Cholokov: Sou como me fizeram – replicou Nekrassov com um breve suspiro – e não serás tu que me mudarás, visto que chegas um bocado tarde e não vejo nada de extraordinário naquilo que digo.
Como qualquer corrente blogosférica que se preze deve ser constituída por aros suficientemente resistentes, passo a encadear nesta corrente o António de Almeida, a DPMadre, o Luís Rodrigues, a Luna, e a Rita Barata Silvério.

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segunda-feira, janeiro 19, 2009

It's all over now: write Eddy is no more

Celebra-se hoje o bicentenário do nascimento de um dos meus escritores favoritos, e um dos mais influentes da História de toda a Literatura Universal, Edgar Allan Poe. Para recordar o seu génio excepcional, remeto-vos para um dos seus mais famosos poemas, The Raven, numa tradução de Fernando Pessoa, e para esta homenagem (musicada) a uma das suas obras-primas, a short story, The Murders in the Rue Morgue, que aproveito para dedicar aos meus companheiros de blogue que também partilham comigo deste gosto algo inusitado pelo som mais "duro".

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segunda-feira, setembro 08, 2008

PNETliteratura

Há um novo site sobre literatura, o coordenador é Luís Carmelo, acompanham-no Gonçalo Tavares, Almeida Faria, Carlos Pessoa Rosa, Jorge Reis-Sá, Maria do Carmo Figueira e Pedro Teixeira Neves, boas vindas ao PNETliteratura!

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domingo, julho 27, 2008

Prémio Camões 2008

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terça-feira, outubro 16, 2007

As coisas que a gente lê I


Ontem li a seguinte frase de William Faulkner:
«como éramos pessoas felizes se todos os nossos erros se pudessem comer».
É ou não deliciosa naquilo que diz e deixa em aberto?
A frase conclui um acontecimento importante a criada X(?) fez uma quantidade de bolos, cuja necessidade se revelou desinteressante, continua com noções hilariantes acerca de economia doméstica, incluindo ovos e etc e tal e remata a pequena história com a frase anterior.
Tudo isto está incluído na obra «Na minha morte», cujas primeiras páginas, as que eu li, são monólogos interiores impressionantes na sua verosimilhança com a realidade.
Lemos Faulkner como se a personagem dialogasse connosco, e, confesso, é a minha primeira vez.
É sempre interessante relembrarmos a nossa primeira vez perante um fascínio, seja ele qual for.

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domingo, outubro 14, 2007

A literatura também se deveria comer

Terminei hoje “Anna Karenina” (AK) e sinto-me uma rapariga feliz. Ao contrário do homenzinho que imaginava Tolstoi um gigante, a minha fantasia construiu um homem idoso, de longas barbas (influência das fotos) e interiormente uma espécie de Levin, uma das principais personagens masculinas de AK.

A história desenrola-se à maneira de um filme americano. Os capítulos vão cruzando as histórias dos casais: Levin/Kitty, Anna/Vronski e Oblonski/Dolly(?). Cada um dos casais simboliza um tipo de união: os primeiros um casamento assente no amor, respeito mútuo e felicidade; o segundo no amor carnal, egoísta e ciumento; o terceiro num casal infeliz, de um lado um homem egoísta, virado para os prazeres imediatos da vida e do outro uma mulher feliz com os seus filhos e infeliz com as infidelidades e inconsciência económica do marido.

A primeira frase da obra certamente já todos conhecem: «As famílias felizes parecem-se umas com as outras, cada família infeliz é infeliz à sua maneira». E é uma frase invulgar por todo um estranhamento em suspensão.

Anna simboliza a mulher que vivendo um grande amor, e tudo tendo sacrificado por ele, exige do seu par a entrega total. Contudo comete um erro de avaliação, Vronski está muito aquém das exigências de Anna e é esse o seu principal desencontro. Anna é uma mulher sedutora, inteligente e audaz, Vronski um homem vaidoso, egoísta e superficial. A paixão e a sedução une-os, mas não resiste aos primeiros abalos, encerrando-os num mundo incomunicável.

As páginas finais relançam um tema igualmente Universal, o sentido da vida. A resposta encontra-se na simplicidade, na consciência do lugar que se ocupa na família, na sociedade, ambicionando o bem em si mesmo, uma vez que o fim do ser humano é idêntico, um caixão e a terra a servir-lhe de berço.

Optei pela versão da Relógio de Água, aqui e ali sentem-se as falhas de revisão, umas palavras em falta, pois sem elas as frases não fazem sentido, outras em excesso, pois com elas as frases também não fazem sentido.

Demorei cerca de três semanas e tenho a dizer-vos que desde Dom Quixote que não lia uma obra com tanta avidez.

Nabokov no posfácio diz que a grandeza de Tolstoi reside na sua noção, muito própria, de temporalidade. Os seus homens e as suas mulheres são de carne e osso, poderiam cruzar-se connosco nos salões e essa é a diferença entre um grande autor e um medíocre. Sim é esta a diferença entre os grandes escritores. Os homens e as mulheres são de carne e osso, sentem, amam, vingam-se, invejam, amam, rejeitam, são medíocres e excelsos, mas constroem-se. Tal como o ser humano que cada um de nos é, repleto de ambiguidades, grandezas e mediocridades.

Recomendo, vivamente, mas muito vivamente!

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sexta-feira, setembro 28, 2007

Tolstoi

Pratico, há alguns anos, com um amigo, um exercício literariamente interessante e mentalmente saudável. Trata-se de fazer chegar um ao outro, pelo menos uma vez por ano, "impressões" sobre determinado livro. O que potencia, por vezes, "discussões" agradáveis.

O nosso único "amor de perdição" é Camilo. O meu "Camilo" preferido, até agora, é, sem dúvida, "A Queda de Um Anjo" (cuja leitura me parece aconselhável a qualquer político activo "no actualmente").

Neste momento estou a braços com um livro gigantesco. Este "calhamaço" foi sugerido pela Nel de Agustina. Como a personagem principal de "Dias Felizes" dialoga, com alguma frequência, com Anna Karénina de Tolstoi, resolvi mergulhar naquele volume assustador de páginas. Penso que o exercício me permitirá compreender Nel de uma outra forma e mergulhar noutro Universo literário feminino. Ana difere de Elizabeth Bennet (cuja inteligência em demanda da inteligência da alma gémea, coloca a questão "casal" num Universo totalmente novo), e de Madame Bovary (a heroína de Flaubert não questiona a "fidelidade" em termos morais), mas é uma personagem igualmente canónica.

Tolstoi é um gigante moralista, mas um gigante moralista maravilhoso.

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quinta-feira, julho 19, 2007

Jane Austen


A minha escritora preferida é, sem sombra de dúvidas, Jane Austen.
Tenho toda a sua obra traduzida em português e, obviamente, há livros que venero e outros assim assim.
Orgulho e Preconceito é o meu preferido.
Seguem-se por ordem decrescente:
Persuasão,
Emma,
Parque Mansfield,
Sensibilidade e Bom Senso.
E, se não me falha a memória, é tudo.
Actualmente estou a ler uma obra menor «Amor e Amizade», Clássicos, Publicações Europa-América, mas a menoridade em Austen é sempre relativa.
É ou não um grande exercício de inteligência sermos capazes de olhar a realidade com este sentido de humor?

"Numa noite de Dezembro, eu, o meu pai e a minha mãe estávamos reunidos em redor da lareira a conversar, quando, subitamente, nos espantámos ao ouvir um bater violento na porta da frente da nossa casa rústica.
O meu pai sobressaltou-se.
- Que ruído é este? - perguntou.
- Parece que estão a bater à porta com toda a força - replicou minha mãe.
- É realmente o que parece - gritei eu.
- Sou da vossa opinião - disse o meu pai. - O som parece certamente advir de uma violência invulgar exercida contra a nossa inofensiva porta.
- Sim - exclamei eu. - Não posso deixar de pensar que se trata de alguém que quer se recebido.
- Essa é outra questão - retorquiu ele. - Não devemos pretender determinar o motivo que leva a pessoa a bater, mas estou em parte convencido de que alguém efectivamente bate com força à porta.
Nesse mesmo instante, uma segunda e tremenda série de pancadas interrompeu o discurso de meu pai, deixando-me a mim e a minha mãe algo alarmadas.
- Não será melhor irmos ver quem é? - sugeriu ela. - Os criados saíram.
- Penso que será melhor - repliquei.
- Certamente - acrescentou meu pai -, sem dúvida.
- Vamos, então? - insistiu minha mãe.
- Oh! Não percamos tempo - gritei.
Uma terceira e ainda mais violenta pancada na porta tomou de assalto os nossos ouvidos.
- Estou certa de que alguém está a bater à porta - disse minha mãe.
- Penso que isso é certo - replicou meu pai." p. 15-16

Para além do invejável sentido de humor, há, acima de tudo, uma certa noção de tempo que infelizmente se perdeu.

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na prateleira...

Dizia eu que tenho uns quantos livros na prateleira à espera de serem lidos... Assim, fazendo uma pré-selecção, se tudo correr bem, as minhas leituras deste ano vão passar por estes cinco títulos:

Daqui houve nome Portugal (Antologia de verso e prosa sobre o Porto), organizada por Eugénio de Andrade
5 séculos de literatura, 69 autores, 5 reproduções de pintura, 8 fotografias e 8 gravuras; o mais completo e belo retrato das pedras e das gentes do Porto.

Cartas a uma jovem matemática, Ian Stewart
o que gostava de ter sabido quando era estudante [...:] o que é a matemática, [...] o papel da beleza no pensamento matemático, o futuro da matemática [...] tudo isso num estilo que combina subtileza, humor e um talento para ir direito ao assunto.

A morte melancólica do rapaz ostra & outras histórias, Tim Burton
histórias de humor sinistro [...] em que as personagens, heróis com corpos deformados e hábitos invulgares, projectam os nossos próprios sentimentos de alienação, fazendo-nos rir de uma infância que julgamos ter deixado para trás.

Agostinho da Silva – a última conversa, entrevista de Luís Machado
ao longo de cinco horas, Agostinho da Silva passa em revista o percurso de uma vida [...]; sem reservas e visivelmente bem disposto, aceita o desafio do entrevistador, respondendo a todas as questões e satisfazendo quase todas as curiosidades.

Histórias de mulheres, Rosa Montero
biografias de mulheres [Agatha Christie, Simonde de Beauvoir, Alma Mahler, George Sand, Isabelle Eberhardt, Frida Kahlo,...] frutos de uma visão muito pessoal e de um grande esforço de documentação, revelam sobretudo do campo da paixão, face a percursos extraordinários em que todavia cada um de nós se pode reconhecer.


Há mais ao lado destes e muitos outros ainda à espera nas livrarias a serem namorados há algum tempo... Tempo... O tempo... Sempre o tempo...

O tempo não sabe nada, o tempo não tem razão
O tempo nunca existiu, o tempo é nossa invenção
Se abandonarmos as horas não nos sentimos sós
Meu amor, o tempo somos nós
[...]
Jorge Palma, "Eternamente Tu" (1989)

Eu tenho de ser mais tempo para ler!

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quarta-feira, julho 18, 2007

leituras passadas

A Leonor, cheia de boa-vontade, passou-me um testemunho sobre leituras... Não sabia ela no que se estava a meter!... As minhas leituras são menos que poucas... É triste – eu sei! – mas é verdade... E, como a agenda cultural, os livrinhos dos CD's e os rótulos dos iogurtes não são admitidos, tenho de alargar, um bom bocado, o intervalo temporal para conseguir cinco títulos... De qualquer forma, aqui ficam as minhas cinco últimas leituras, ou melhor, as minhas cinco leituras mais recentes – se bem que de recentes têm muito pouco!...

- Queimada Viva, Souad – um relato aterrador e um testemunho actual!!! na primeira pessoa de uma mulher vítima... disso mesmo!...

- Sou Português... e agora?, Luís Filipe Borges – uma colecção de piadas e caricaturas levezinhas, umas melhores que outras, sobre... a tugolândia.

- O Zahir, Paulo Coelho – é... Paulo Coelho... cansei-me!... foi o primeiro livro que não levei até ao fim em toda a minha vida... desisti no fim do primeiro capítulo!

- Retrovisor – uma biografia musical de Sérgio Godinho, Nuno Galopim – preciso de dizer mais alguma coisa?... ;)

- As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho, Lewis Carroll – os divertidos e absurdamente lógicos diálogos da Alice, do coelho e do chapeleiro, do Humpty Dumpty e da Raínha.


Resta-me deixar a promessa de que vou tentar melhorar este pequenina falha... Até porque eu gosto de ler e já tenho uns quantos candidatos na prateleira do quarto, cansados de estar à espera...

Passo o testemunho às meninas do Farpas XXI: Maria Ortigão e Manuela Queirós, para que nos contem as suas cinco leituras mais recentes.

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segunda-feira, julho 16, 2007

Ó homem, não me avise!

Prognósticos,
16 de Julho de 2008

Obrigadíssima por mais este cabelo branco, a gente tem de saber obsequiar estas coisas;
também por mais esta inconsciencialização de uma certa governabilidade de Lisboa, afinal eram tudo manhas, não há nada orçamentos nos buracos;
fantástico o novo iPod, adivinha mesmo os estilos musicais dos morgados, ah, já agora e quem não tem estilo?;
Cristiano, os cronistas do reino vão continuar a massacrar-te com a letra de culto: como é que um bicho doméstico pode ganhar tantos milhões? Rapaz, continua a alindar os estádios com as tuas fintas e a provar-lhes que tens mais inteligência com um pé na bola do que eles com uma mão no livro;
o chinês é esforçado e trabalha, trabalha, trabalha, mas jogar à bola também exige "perfunctoriamente"* um bocadinho de talento;
tão a ver como o advogado não nos custou nem um tostão? a ribeirinha monárquica 'tá um mimo;
afinal a cimeira UE-Brasil sempre deu fruto, os hipermercados estão sobrecarregados de manga e papaia, o preço continua, no entanto, um tanto despótico;
acabou de sair o novo capitão Jack Sparrow, o morto-vivo Bloom permanece liberal;
Shakespeare editou um novo livro de viagens;
o Uncle Joe referiu pela milésima vez qu'o Costa é com'ó vinho da Madeira;
o nosso primeiro continua "apondo afirmações de carácter liberal às acusações de autoritarismo"*;
a estratosfera agora é moda;
Telmo Correia brilhou na cimeira dos desalinhados com a comunicação: a "tropa nega-se a sair enquanto o socialismo andar à solta";
Marques Mendes "enfarinhou-se de democracia até aos cabelos"*;
Louçã percebeu a inconveniência da peça de teatro «uma noite de despotismo»;
Cachapa voltou a desalinhar no conto de Verão do Expresso, com o título: «a moca das rusgas»*;
as comemorações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas foram uma cerimónia viva, dinâmica e repleta de gente sorridente;
acabaram-se os incêndios, os bombeiros voluntários decentemente formados, na hora, aperceberam-se da "perlipatetice"* da conversação profissional;
Aquilino Ribeiro foi o escritor do ano nas comemorações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, finalmente o Presidente da República meteu no bolso todos os desassossegados do reino;

*RIBEIRO, Aquilino, Um Escritor Confessa-se, Amadora, ed. Bertrand, p.407

"Quem procuram vossemecês? Um sujeito que era daqui...? Para quê? Ah! Fugiu? Nunca as pernas lhe doam! E vossemecês ponham-se ao fresco que as pedras aqui levam sobrescrito que nunca erra a porta..."*

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sábado, junho 16, 2007

Bloomsday


Hoje a literatura está na rua em Dublin.
16 Junho de 1904, o dia em que se desenrola a acção de Ulisses de James Joyce, é comemorado pelos fãs do escritor também noutros locais do mundo e assinalado com eventos diversos no local do périplo de Leopold Bloom. Proponho, portanto, que façamos um desvio do percurso iniciado aqui e que nos encontremos em Dublin para uma Guinness.

Imagem daqui

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terça-feira, maio 15, 2007

Agenda: Cidade Proibida

É já amanhã, na Fnac Chiado, às 18h30, o lançamento do primeiro romance de Eduardo Pitta.

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segunda-feira, maio 07, 2007

Bloco de Notas

1 - Ontem, antes de adormecer, o meu último pensamento foi: o raptor (se é que há raptor) da criança de Lagos é inglês, é alguém que conhece os hábitos da família, por isso as autoridades deveriam fazer uma busca às bases de dados dos aeroportos portugueses, para perceber se entrou alguém em Portugal, nos últimos tempos, daquela zona geográfica.
E hoje deparo-me com isto.
Esta hipótese poderá vir a ser refutada, mas não sei porquê tal pensamento surgiu-me com tal clareza que fiquei impressionada comigo mesma.
Contudo a realidade tem, afinal, muitas maneiras de ser lida.

2 - Este fim de semana estive num casamento. Ainda bem que cada vez menos amigos e familiares se casam. Nos últimos casamentos emociono-me de uma maneira incontrolável. Na igreja. E não há bocejo previdente que me acuda. As lágrimas correm independentes e livres pela minha face, outrora alva. Conhecem alguma maquilhagem que resista? Valha-me Deus!

3 - Um dia destes fui à FNAC e comprei um livrinho das publicações europa-américa, editora que eu adoro!, "A morte de Ivan Ilitch" de Leon Tolstoi. Já por aí alguém leu esta obra prima? São 84 páginas de literatura canónica: impressionante o retrato humano, imperdoável o desconhecimento. Custa só 5,39 eur.

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quinta-feira, abril 26, 2007

Aforismos, ismos, ismos

"Escrevi Ulisses para manter os críticos entretidos os próximos 100 anos".
James Joyce

Imagino a vivacidade intelectual e o gozo interior que sentiu Joyce ao delinear tal frase. Se se descobre aqui uma saudável ironia, prescruta-se acima de tudo uma suprema fé em si e no valor da sua escrita.
Daí que se possa presumir:
todo o grande escritor terá de "cultivar", acima de tudo, uma extraordinária arrogância?
Sendo esta quem não o deixa vacilar perante os outros?
Maybe....

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domingo, março 04, 2007

Agenda: E Deus Pegou-me pela Cintura


Pré-publicação do capítulo 25 do romance E Deus Pegou-me pela Cintura, de Luís Carmelo [edição Guerra & Paz]. Francisco José Viegas fará a apresentação do livro no lançamento marcado para o próximo dia 6 de Março, no Corte Inglês de Lisboa. (…)

Luís Carmelo (n. 1954), escritor, ensaísta, professor universitário e blogger, estudou sociologia, árabe e literatura. É doutorado pela Universidade de Utreque e autor de dez romances, um dos quais adaptado ao cinema por João Mário Grilo, treze volumes de ensaio, um deles sobre o Islão e a cristandade, três colectâneas de poesia, duas recolhas de crónicas e uma peça de teatro.


Eduardo Pitta,
PRÉ-PUBLICAÇÃO

Luís Carmelo foi meu professor de Semiótica, Estética e Cultura, e de Escrita Criativa. Vai ser um prazer revê-lo na próxima terça-feira.

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