25 de Abril de 2008
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Em 1975 e 1976 a escola tinha mudado ligeiramente.
A escola preparatória de Qwerty2001 era um local relativamente seguro.
De um lado confortáveis bairros da lata, do outro um cheiro ligeiramente esquisito.
Os miúdos ainda não tinham telemóveis, mas eram famosos os jogos da pedrada, por exemplo.
Os miúdos resolviam amiúde ter um comportamento de risco. Coisa de pouca monta, desde à destruição de um carro ou outro de um professor, até ao comportamento exemplar nas salas de aula.
Provavelmente a origem da violência residia nos filmes vistos no piolho, o Multiplex da altura, e cujo terror era projectado na escola.
Tubarão, 1975, um tubarão espalhando o terror pelas salas de cinema de todo o mundo. O primeiro grande êxito comercial de Spielberg. Durante a década de 70, o cineasta americano ainda realizaria uma outra obra de culto da sua filmografia: Encontros Imediatos do Terceiro Grau, 1977.
Carrie, 1976, baseado no romance de Stephen King, realizado por Brian de Palma, com Sissy Spacek como Carrie White. CARRIE é uma rapariga com telecinesia (poder de mover objectos com a mente), cujo poder se converte em arma de terror num sábado, dia de baile...
Taxi Driver, 1976, um jovem cineasta americano, Martin Scorsese, uma obra-prima, dois anos mais tarde um filme sobre o fim de uma banda de blues, The Band, que acompanhara
Robert de Niro e Jodie Foster, duas estrelas maiores do cinema americano, cujo universo é recheado de estranheza, violência, solidão e agressividade.
Temas recorrentes na obra de Scorsese, a sua filmografia é, para mim, um misto de razão, maldade, calculismo e estranheza.
Rocky Balboa, 1976 – O pugilista mais famoso da sétima arte, encarnado por Sylvester Stalone. Do Rocky chegou-me uma dança estilo Las Vegas, protagonizada por um senhor baixinho, íamos no Rocky IV, Living in America um hit e o rei do soul, quem lhe resiste?
Esta foi alguma da filmografia dos anos setenta recuperada através de alguns alinhavos da memória. De todos o meu preferido é, sem dúvida, "Apocalipse Now", mas Coppola é o cineasta dos cineastas.Etiquetas: Cinema, Em Portugal não há especialistas de educação, os anos setenta, Qwerty 2001
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Chinatown, 1974, Jack Nicholson (J.J. 'Jake'), Faye Dunaway (Evelyn), Polanski num dos seus melhores filmes, um detective em busca de um adultério tropeça com um crime, um jogo de gato e rato entre ‘Jake’ e Evelyn. Lembro-me que o argumento de Chinatown foi citado como exemplo em obras de construção de guiões cinematográficos. David Field escreveu assim sobre ChinaTown:
“Até onde posso afirmar, Chinatown é o melhor roteiro americano escrito durante os anos 70. Não que seja melhor que Godfather I ou Apocalipse Now (…), mas como experiência de leitura, a história, a dinâmica visual, o cenário, os antecedentes, o subtexto de ‘Chinatown’ são tramados de forma a criar uma sólida unidade dramática de uma história contada em imagens.
(…)
O que o faz [roteiro] tão bom é que ele funciona em todos os níveis – história, estrutura, caracterização, visual – e que tudo o que precisamos saber é apresentado nas dez primeiras páginas.
(…)
Chinatown um detetive particular que é contratado pela esposa de um homem proeminente para descobrir com quem ele está tendo um caso amoroso, e no processo envolve-se em vários assassinatos e descobre um escândalo de grandes proporções no suprimento de água.” p.61
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O Exorcista, 1973, não me atreveria a ir vê-lo ao cinema, terror aliado ao espiritismo são géneros interditos, contudo, em plenos anos oitenta, não é que se lembram de reavivar o morto vivo na tv? Como qualquer comum mortal curioso, assisti em casa ao evento cinéfilo da época. Sobrenatural, padres exorcistas, crianças possuídas, tudo embrulhado num vómito verde. Durante algumas semanas invadi agressivamente a privacidade dos meus pais. Depois deste só Carrie e poucos mais.
Um padre exorcista é algo absolutamente necessário ao nosso primeiro.
Há dentro dele um demónio que ele não consegue aplacar.
Esse demónio aparece-lhe em sonhos e para o acalmar resolve invadir a privacidade alheia.
Começou pela gastronomia, depois o conceito inovador do espaço social comum (...) e agora os casamentos?
O nosso primeiro precisa de um padre exorcista e com alguma urgência...
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The Godfather: Part II (1974), continuação da saga, o filho pródigo encarnando um papel que não era para si. Será mesmo que não era? Pacino é, para mim, dos vilões mais intrigantes. Não consegui compreender como é que um bom rapaz daqueles se transforma num padrinho tão frio, racional e implacável. Como é possível alguém mandar matar o seu próprio irmão? Era mais fã de Pacino do que do irmão, enervava-me a violência gratuita e o descontro emocional do rapazinho, mas não era preciso tanto.
Decorria o final da década de 70 e Apocalipse Now (1979) era o filme sensação da juventude. Baldo-me às aulas, escolho um cinema pertinho do autocarro de regresso a casa e instalo-me confortavelmente na fila central do Apolo 70. The End, dos Doors, helicópteros, praia, morte, tragédia contaminada de poesia.
Jamais assisti a obra cinematográfica tão genial e foi a primeira de muitas vezes que ouvi a longuíssima canção dos Doors. Depois disto o terror jamais foi tão poético.
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Laranja Mecânica, 1971, de Stanley Kubrik, Malcolm McDowell interpreta o tétrico Alex, o actor britânico teria sido tão perfeito n’O Inadaptado de Flannery O’Connor?
“’Jesus foi o único que alguma vez ressuscitou os mortos’, continuou O Inadaptado, ‘e não devia tê-lo feito. Desequilibrou tudo. Se Ele fez o que dizem que fez, então não nos restaria mais nada senão largarmos tudo para O seguirmos, e se não fez, então não há nada que possamos fazer senão apreciar os momentos que nos restam da melhor maneira possível – matando uma pessoa ou incendiando-lhe a casa ou fazendo qualquer outra coisa má. Sem prazer mas com maldade’, disse ele, e a sua voz tornou-se quase um rosnido.
(…)
‘Era uma grande faladora, não era?’, perguntou Bobby Lee escorregando ao longo da barreira com um grito de cowboy.
‘Teria sido uma boa mulher’, disse O Inadaptado, ‘se estivesse estado lá alguém para a matar em cada minuto da vida dela’.
‘Grande programa!’, disse Bobby Lee.
‘Cala-te, Bobby Lee’, disse O Inadaptado. ‘Não há verdadeiros prazeres na vida.’”, p. 25-26.
O’CONNOR, Flannery, Um Bom Homem é Difícil de Encontrar (2006). Lisboa: Cavalo de Ferro
Alguns anos mais tarde a equipa maravilha de um mundial era apelidada de «Laranja Mecânica». Alguém se lembra do país que representava tal selecção?Etiquetas: Laranja Mecânica, os anos setenta
INSOFRIDO TEMÍVEL ADAMADO PURO SAGAZ INTELIGENTÍSSIMO MODESTO RARO CORDIAL EFICIENTE CRITERIOSO EQUILIBRADO RUDE VIRTUOSO MESQUINHO CORAJOSO VELHO RONCEIRO ALTIVO ROTUNDO VIL INCAPAZ TRABALHADOR IRRECUPERÁVEL CATITA POPULAR ELOQUENTE MASCARADO FARROUPILHA GORDO HILARIANTE PREGUIÇOSO HIEROMÂNTICO MALÉVOLO INFANTIL SINISTRO INOCENTE RIDÍCULO ATRASADO SOERGUIDO DELEITÁ VEL ROMÂNTICO MARRÃO HOSTIL INCRÍVEL SERENO HIANTE ONANIST A ABOMINÁVEL RESSENTIDO PLANIFICADO AMARGURADO EGOCÊNTRICO CAP ACÍSSIMO MORDAZ PALERMA MALCRIADO PONDEROSO VOLÚVEL INDECENTE ATARANTADO BILTRE EMBIRRENTO FUGITIVO SORRIDENTE COBARDE MINUCIOSO ATENTO JÚLIO PANCRÁCIO CLANDESTINO GUEDELHUDO ALBINO MARICAS OPORTUNISTA GENTIL OBSCURO FALAClOSO MÁRTIR MASOQUISTA DESTRAVADO AGITADOR ROÍDO PODEROSÍSSIMO CULTÍSSIMO ATRAPALHADO PONTO MIRABOLANTE BONITO LINDO IRRESISTÍVEL PESADO ARROGANTE DEMAGÓGICO ESBODEGADO ÁSPERO VIRIL PROLIXO AFÁVEL TREPIDANTE RECHONCHUDO GASP AR MAVIOSO MACACÃO ESFOMEADO ESPANCADO BRUTO RASCA PALAVROSO ZEZINHO IMPOLUTO MAGNÂNIMO INCERTO INSEGURÍSSIMO BONDOSO GOSMA IMPOTENTE COISA BANANA VIDRINHO CONFIDENTE PELUDO BESTA BARAFUNDOSO GAGO ATILADO ACINTOSO GAROTO ERRADÍSSIMO INSINUANTE MELÍFLUO ARRAP AZADO SOLERTE HIPOCONDRÍACO MALANDRECO DESOPILANTE MOLE MOTEJADOR ACANALHADO TROCA-TINTAS ESPINAFRADO CONTUNDENTE SANTINHO SOTURNO ABANDALHADO IMPECÁVEL MISERICORDIOSO VOLUPTUOSO AMANCEBADO TIGRINO HOSPITALEIRO IMPANTE PRESTÁVEL MOROSO LAMBAREIRO SURDO FAQUISTA AMORUDO BEIJOQUEIRO DELAMBIDO SOEZ PRESENTE PRAZENTEIRO BIGODUDO ESP ARVOADO VALENTE SACRIPANTA RALHADOR FERIDO EXPULSO IDIOTA MORALISTA MAU NÃO-TE-RALES AMORDAÇADO MEDONHO COLABORANTE INSENSATO CRAVA VULGAR CIUMENTO TACHISTA GASTO IMORALÃO IDOSO IDEALISTA INFUNDIOSO ALDRABÃO RACISTA MENINO LADRADOR POBRE-DIABO ENJOADO BAJULADOR VORAZ ALARMISTA INCOMPREENDIDO VÍTIMA CONTENTE ADULADO BRUTALIZADO COITADINHO FARTO PROGRAMADO IMBECIL CHOCARREIRO INAMOVÍVEL...
O'Neil, Alexandre in Poesias Completas 1951/1986, Biblioteca de Autores Portugueses, Imprensa Nacional, Casa da Moeda, 3ª ed., Portugal, 1990, p. 336, 337.
O poema de Alexandre O’Neil pretende ilustrar algo que está presente em qualquer obra cinematográfica: o homem e as suas múltiplas facetas. As contradições fazem parte das características básicas da personalidade humana e é com esse processo criativo como pano de fundo que qualquer cineasta, argumentista, sedimenta a sua filmografia.
Como durante este mês escrevemos sobre os setentas, trago-vos a minha visão peculiar sobre obras cinematográficas que marcaram esta época.
Durante alguns dias falar-vos-ei de alguns filmes dos setentas vistos nos oitentas, noventas e por aí fora…
Feliz dia Mundial da Poesia.
Fonte da Imagem:Etiquetas: Cinema, Dia Mundial da Poesia, os anos setenta
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