quarta-feira, abril 16, 2008

Prognósticos [só depois do jogo]

Partilhar

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Coisas que nunca mudam

Antes da habitual hibernação de fim-de-semana está na hora de falar de coisas mais leves, arrumar a má-língua partidária, deixar os búúús de lado, e olhar para esse clássico do futebol português, esse hino à magia do futebol que é o Sporting – Benfica. Podem estas duas equipas jogar mal, jogar muito mal, pronto, jogar pessimamente mesmo, mas este é o verdadeiro duelo de gigantes do nosso futebol. Eu bem sei que o campeonato é uma miragem mas aqui não se jogam campeonatos. Entre Benfica e Sporting joga-se a possibilidade de gozar alarvemente com os colegas de trabalho derrotados, de chatear o homem que nos tira a café na pastelaria, de sermos pisoteados pela alegria do colega do lado, de lermos títulos nos jornais que podem ir do “Águia depenada” ao “Leão sem unhas”, passando pelo “Chamem a Polícia” – este só para roubos de igreja por demais evidentes. Há ainda a possibilidade de alguém se lembrar de escrever “Dragão já tem as faixas no cofre”, este é mais arrojado, bem sei, mas em caso de empate acredito que a algures há um editor que aposta em algo deste estilo. Mas a magia de um encontro entre estes dois colossos – sim, sou um sonhador – do futebol mundial, empolga a plateia, o balcão, o sofá e até, pasme-se, consegue meter mais de meia casa em Alvalade. Por mim terei pena se se confirmar que o estádio não vai encher, um clássico destes merece público, merece barulho, merece golos, merece jogadores a fazerem aquilo que não fizeram uma época inteira, merece ser grande, inesquecível, e merece também respeito, amizade, dignidade e – Paulo Bento dixit – tranquilidade. O que este clássico não merece é violência, idiotice e encobrimento dos clubes aos gangs em que as claques de futebol se transformam facilmente.
O Sporting – Benfica é, e será sempre, um clássico, mesmo sendo o da 2ª Circular. Respeite-se isso e certamente que no domingo vamos ter um dos melhores jogos de futebol da época.

P.S. – Mike Plowden, poste do dream team de basquetebol do Benfica nos anos 80 e 90, morreu há três dias de forma abrupta enquanto orientava um treino. Foi graças a ele, a Carlos Lisboa, a Henrique Vieira e a José Carlos Guimarães que durante dois anitos pensei em jogar basquetebol a sério, infelizmente parei de crescer nos 1,78 metros e tinha pouco jeito para base – pronto… tinha mesmo era pouco jeito. Mike Plowden era um atleta exemplar, graças a muita gente e a ele também em especial, o basquetebol português deu um enorme salto qualitativo. Ele merece - espero que alguém se lembre disso - um minuto de silêncio no início do clássico, juntamente com a homenagem à memória de Cabral Ferreira, ex-presidente do Belenenses falecido também esta semana.

Etiquetas: ,

Partilhar

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Assim não dá luta

«Queria todos os jogadores do Sporting»
Christian Gross, treinador do Basileia

Quando li o título desta notícia pressenti logo que a coisa hoje ia-nos correr de feição. Como ninguém acredita que [para além de Paulo Bento] possa existir no mundo inteiro outro treinador a querer na sua equipa um jogador como Farnerud, ficou de imediato claro no meu espírito que o Basileia não tinha qualquer possibilidade de fazer um bom resultado em Alvalade porque o seu treinador nem sequer se deu ao trabalho de conhecer os jogadores da equipa adversária.

Etiquetas: , ,

Partilhar

segunda-feira, setembro 24, 2007

Só eu sei porque fiquei em casa

Imagem via: jupiterimages

Este fim-de-semana mais um “azar”: já não bastava termos sido derrotados no [já famoso] batatal de Alvalade por um Manchester United nitidamente abaixo da sua forma habitual, e Paulo Bento ainda tinha de voltar a inventar com o Vitória de Setúbal. Bem sei que o Setúbal acabou por ter bastante sorte [tanta quanto a do Sporting], mas não lembraria a ninguém que se viessem a repetir os mesmos erros da época passada e, por exemplo, voltar a utilizar um tal de Farnerud – que é o mesmo que dizer que o Sporting só teve em campo 10 agricultores jogadores na primeira parte.

Apesar de ser um adepto [fervoroso] da estabilidade da equipa técnica do Sporting, e de continuar a acreditar que Paulo Bento [apesar daquele cabelinho] é para manter, custa-me ver o treinador a cometer os mesmos erros da época passada. É por demais evidente que a equipa do Sporting não tem jogadores de qualidade em número suficiente para Paulo Bento andar a inventar equipas - na suposição que desta forma consegue gerir melhor o desgaste físico dos atletas. Perante estas evidentes limitações quantitativas/qualitativas da equipa do Sporting, os melhores jogadores devem ser aproveitados até à exaustão, sem poupanças, caso contrário, antevejo que a equipa do Sporting vai continuar na senda dos azares.

Etiquetas: , , , ,

Partilhar

sábado, agosto 11, 2007

Grrr, grauu...

Partilhar

sexta-feira, agosto 10, 2007

“Árbitro” em vez de “hábito”

«Ganhar é como escovar os dentes. É um hábito»

Depois de saber que o árbitro que vai apitar amanhã a Supertaça é uma espécie de afilhado de Pinto de Costa, e apesar de estar ciente que o facto do Sporting ter limpo todas as [cinco] Supertaças em que participou também é um excelente hábito de higiene, não consegui ficar indiferente às declarações de Jesualdo Ferreira a propósito da final que vai ser disputada amanhã em Leiria. Não sei se foi do acento do norte que Jesualdo adquiriu subitamente ou do que é que foi, mas quase que posso jurar que ele disse “árbitro” em vez de “hábito”.

Etiquetas: , , , ,

Partilhar

terça-feira, julho 24, 2007

dança contemporânea

Num passeio rápido de primeira visita ao Bandeira ao Vento, deparei-me com um vídeo de dança – coisa rara por onde quer que nos passeemos!... E lembrei-me que tenho um post em atraso, já escrito há uns tempos, mas que perdeu oportunidade...


Ora, dança contemporânea... Concordo com a primeira parte... tenho dúvidas na segunda!

Quando a dança contemporânea é, de facto, dança, o contemporâneo dá-lhe liberdade de movimento, o corpo é utilizado de forma inesperada e todo ele é material de trabalho. O inesperado surge-nos de duas formas: a naturalidade e a anti-naturalidade. A utilização de movimentos naturais surpreende-nos pela sua banalidade, que, de tão banal, não estamos à espera que seja dançável. O recurso a movimentos anti-naturais choca-nos pela falta de hábito e surpreende-nos pela exequibilidade.

Mas, por vezes, o contemporâneo "esquece-se" que também é dança e passeia-se demasiado – digo eu! – por outras áreas. Surgem, então, coisas estranhas que convidam à introspecção ou à reflexão do meio. Isso não é mau, mas é preciso que eu consiga alcançar o mínimo – o que nem sempre acontece: há peças que me ultrapassam completamente!!!

Gosto do convite reflexivo do contemporâneo, mas gosto também do que ele é, do que ele mostra e não só do que ele quer ser, do que está por detrás de tudo. Eu sou um bocado básica: o resultado tem de me ser agradável à vista!

A minha relação com o contemporâneo é, portanto, um bocado atribulada... Mas o balanço recente é muito positivo! Rui Horta, Né Barros, CNB com peças de Olga Roriz (e outros que desconheço completamente) e algumas coisas mais caseirinhas que tenho visto por aí... Tem-se dançado! É bom! :)


Resta dizer que o vídeo do Bandeira ao Vento também encaixa, obviamente (?), nesta positividade.

Etiquetas:

Partilhar

sexta-feira, junho 15, 2007

O Primeiro Mandamento

Foto: Mike Skelton

Por mera precaução, todos os dias, antes de sair para o trabalho, lá me sento em frente ao PC para ver como encerraram os mercados asiáticos – os norte-americanos, costumo-os ver na noite anterior. Aproveito também para ler as primeiras notícias on-line dos mercados financeiros no Jornal de Negócios e no Diário Económico. Este foi um hábito que ganhei de forma a tentar passar a parte da manhã sem grandes sobressaltos, pelo menos, até à hora da almoço: depois da reabertura dos mercados norte-americanos. Depois, durante o dia, lá vou dando uma espreitadela nas cotações das empresas que procuro escolher cuidadosamente para investir, e que vou vendendo ou comprando sempre que julgo estar perante uma oportunidade de facturar alguma coisa. Porém, hoje, lá para o meio da manhã, estava um bocado distraído [com o trabalho] quando ouvi na Antena1 a notícia sobre a OPA lançada pelo inenarrável Joe Berardo. Como estava distraído, e como não estou habituado a ver investidores com uma vontade louca de perder dinheiro, confundi “OPA” com “OTA”, e pensei que a notícia tinha a ver com o financiamento do Joe Berardo ao estudo do aeroporto em Alcochete. Não percebi muito bem o que é que o Ésse Éle Bê tinha a ver com o assunto, mas como o Luís Filipe Vieira gosta de se meter em tudo o que é confusões… não estranhei muito.

Poucos minutos depois um colega que partilha comigo o interesse por esta coisa das acções enviou-me um e-mail com um link para a notícia do Jornal de Negócios que se referia à tal OPA do Joe Berardo. Fui de imediato ver a cotação das acções do Ésse Éle Bê e constatei que a forte especulação as estava a fazer subir vertiginosamente – vi logo ali uma oportunidade única de ganhar facilmente uns valentes cobres em poucas horas.

Fiquei bastante stressado e tive de fazer de imediato um intervalo para beber um cafezinho, esfumaçar um cigarro, e ir meditar melhor sobre o assunto. É que a minha religião não me permite comprar acções do Ésse Éle Bê – nem nada que se pareça. Para entenderem melhor o que eu quero dizer posso confessar que só por terem patrocinado o Ésse Éle Bê num passado remoto, ainda hoje sou incapaz de comprar ou consumir qualquer artigo da Parmalat, pôr combustível numa bomba da Shell, ou comprar qualquer artigo no MediaMarket. E só continuo a beber Coca-Cola porque [para além de ser viciado] a marca também patrocina o Sporting.

Estive prestes a cometer uma loucura mas a verdade é que segui à risca o primeiro mandamento da minha religião: «não ajudarás de nenhuma forma o Ésse Éle Bê». Posso até ter terminado o dia com menos uns valentes cobres na carteira, mas não estou nada arrependido. Pelo menos posso continuar a viver em paz com a minha consciência.

PS. Quem comprou acções do Ésse Éle Bê e não aproveitou para as vender hoje, se tem amor ao dinheirinho, é bom que se desfaça delas na segunda-feira, e bem cedinho.

Etiquetas: , , , , , ,

Partilhar

domingo, maio 27, 2007

Taça de Portugal 2006/2007

Partilhar

domingo, maio 13, 2007

Prognósticos...
só depois de acabar o campeonato

Partilhar

sábado, maio 12, 2007

Partilhar

domingo, maio 06, 2007

Continentais derrotados do dia [Parte I]

Partilhar

Madeirenses vitoriosos do dia [Parte I]

Partilhar

domingo, abril 29, 2007

Prognósticos só depois do jogo

Partilhar

segunda-feira, abril 16, 2007

Mais um engenheiro em apuros

Partilhar

segunda-feira, abril 09, 2007

Homens à beira-mar


















Nada trazem consigo. As imagens
Que encontram, vão-se delas despedindo.
Nada trazem consigo, pois partiram
Sós e nus, desde sempre, e os seus caminhos
Levam só ao espaço como o vento.

Embalados no próprio movimento,
Como se andar calasse algum tormento,
O seu olhar fixou-se para sempre
Na aparição sem fim dos horizontes.

Como o animal que sente ao longe as fontes,
Tudo neles se cala pra auscultar
O coração crescente da distância,
E longínqua lhes é a própria ânsia.

É-lhes longínquo o sol quando os consome,
É-lhes longínqua noite e a sua fome.
É-lhes longínquo o próprio corpo e o traço
Que deixam pela areia, passo a passo.

Porque o calor do sol não os consome,
Porque o frio da noite não os gela,
E nem sequer lhes dói a própria fome,
E é-lhes estranho até o próprio rasto.

Nenhum jardim, nenhum olhar os prende.
Intactos nas paisagens onde chegam
Só encontram o longe que se afasta,
O apelo do silêncio que os arrasta,
As aves estrangeiras que os traspassam,
E o seu corpo é só um nó de frio
Em busca de mais mar e mais vazio.

Sophia de Mello Breyner Andresen - “Mar”, Caminho, 2006, p. 25

Etiquetas: , , ,

Partilhar