quarta-feira, novembro 05, 2008

subscrevo!

Se precisas do trabalho para ter vida, tens de mudar de trabalho ou mudar de vida!

Não sei se já alguém tinha dito isto, mas eu ouvi hoje na série Anatomia de Grey, pela boca do chefe lá do hospital. Subscrevo!

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segunda-feira, abril 14, 2008

a preparar a reforma...

Está uma senhora na televisão a dizer vezes sem conta que é preciso prepararmo-nos para a reforma... Que quando o idoso deixa de trabalhar fica sem saber o que fazer ao tempo e que isso não pode acontecer...

Acho muito bem! Aliás eu acho que já entrei nessa fase e, modéstia à parte, tenho muito jeito para isso... O meu problema não é o que fazer na reforma... o meu problema é o que tenho de fazer até chegar lá!

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quinta-feira, março 27, 2008

a aluna, a professora e o telemóvel...

Estava eu a gozar descansadamente as minhas férias de docente privilegiada - que tem montes de dias de férias e quer trabalhar menos que qualquer um, achando-se mais do que toda a gente - quando me entram pela casa as imagens da aluna, da professora e do telemóvel... Ora bem, já que me perturbaram o descanso, cá vai a minha opinião [espero não ser mal interpretada... por isso, leiam devagarinho, pf]:


Foi falado só porque foi filmado e publicado. Não é nada que não tenha sido já relatado, mas quando é o professor a falar é um mero lamúrio repetitivo - a força das imagens é outra coisa. No entanto, é apenas um caso de indisciplina (aliada à falta de educação)... em que a professora perdeu a noção da situção. [Sim... a professora...] Acredito que a posteriori a senhora não tivesse a mesma atitude, nem que a alternativa fosse cruzar os braços e ficar a ver a aluna com o telemóvel. Pessoalmente acho essa passividade - que não leva a lado algum, eu sei - um enredo bastante mais aceitável "visualmente" - é claro que aí iriam surgir as acusações de permissividade e falta de autoridade da professora... Não é fácil, nem simples, nem imediato, nem nada que se pareça, mas o que fez deste caso notícia - mais uma vez, para além da óbvia publicação das imagens - foi a postura da professora e não a postura da aluna (pois aí seria um vulgar caso de indisciplina). Não estou, de modo algum, a dizer que as atitudes da aluna e da turma são culpa da senhora, mas, sim, que é da sua responsabilidade a força das imagens e a agitação geral em torno do caso. [Espero que tenham lido devagarinho: eu não estou a desculpar a aluna de nada! Sim?...]

Saíndo da sala de aula e da estrutura escolar, mexem comigo as (mais que muitas) vozes que resolviam toda esta situação (na hora ou posteriormente) com uma simplicidade óbvia e imediata, fruto de uma qualquer clarividência indubitável!

Independentemente da pressão pública posterior, acredito [apenas baseada no meu bom senso] que a ocorrência tenha seguido os trâmites habituais - até porque não me parece uma situação assim tão invulgar... Não estou a dizer que não se devam condenar as atitudes da turma, mas não me parece necessária, nem correcta, uma intervenção extraordinária.


E agora vou voltar para o meu descanso merecido, porque até se compreende que o coitadinho do professor precise de arejar a sua mente e a sua alma com alguma frequência.

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quinta-feira, janeiro 31, 2008

e se...

Um pensamento que me assola de vez em quando e que não me sai da cabeça nos últimos tempos:

e se não fosse preciso trabalhar?...

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sexta-feira, agosto 31, 2007

Por vezes a realidade é dura...


Hoje foi o meu dia de regresso à realidade.
Veio-me à memória, muito amiúde, o poema do Fernando Pessoa:

"Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca..."

Só substituiria o "estudar" por "trabalhar".

A grande maçada de acabarem as férias é termos de regressar ao trabalho e, ainda por cima, embelezarmo-nos de pro-actividade. Quem terá sido o genial inventor de tamanha importunação?

poema
ilustração

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sexta-feira, julho 20, 2007

Alegria no trabalho

Estou tão entusiasmada com o meu trabalho actual que vim aqui para vos dizer isso.
Estou tão entusiasmada com o que estou a fazer agora que vim aqui só para vos dizer isso.
Estou tão entusiasmada com o trabalho que não sei se vir aqui demonstra bem o entusiasmo que eu sinto.
Se calhar vir aqui demonstra dois tipos de entusiasmo:
- o conforto e a satisfação proporcionada(o) pelo "GR";
- a alegria em partilhar o fazer aquilo que se gosta.
E agora vou desbaratar entusiasmo de trabalhar para outro lado.

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