terça-feira, maio 24, 2011

Tomem um Kompensan que isso passa!

Adivinhava-se que a esquerda iria acordar hoje com uma azia imensa.

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segunda-feira, setembro 24, 2007

kids

Nancy tentando desencardir uns chinelos, outrora brancos - chuac, chuac, chuac.
Criança de 5 anos - Nancy, faz menos barulho, 'tou a tentar concentrar-me neste jogo.
Nancy continuando, descaradamente absorta, na sua tarefa intelectual - chuac, chuac, chuac.
Criança de 5 anos completamente irritada - Tu não percebes que eu preciso de me concentrar para resolver isto?

Nancy - tu gostas de fazer imensa coisa: pescar, jogar, ler, correr. Quando fores grande queres ser o quê?
Criança de 5 anos - Quando for grande quero ser imensa coisa.
Nancy admirada - Imensa coisa?
Criança de 5 anos - Podes crer que sim! Quando for grande vou fazer imensa coisa.

Nancy falando com várias pessoas à mesa de almoço.
Criança de oito anos - Nancy, sabes...
Nancy continuando a responder a várias pessoas...
Criança de oito anos - Nancy, é muito importante saberes...
Nancy prosseguindo na actividade criativa de um almoço ultra-familiar.
Criança de oito anos levantando "ligeiramente" a voz - Nancy, permites interromper-te?

Criança de 11 anos - Nancy, sabes que o novo aluno da turma tem uma forma engraçada de falar.
Nancy - Forma engraçada de falar?
Criança de 11 anos - Imagina que sempre que ele começa a falar usa palavras do género: efectivamente, realmente, verdadeiramente.
Nancy - E?
Criança de 11 anos - Achas isso normal? A minha alma e a da Mariana encheram-se de espanto.

Ilustração

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quinta-feira, março 08, 2007

Primeiro estranha-se, depois entranha-se

«não é fácil a muita gente passar para lá do "ruído", da "violência" que caracterizam o rock dito pesado. Da mesma forma que, não é fácil perceber quão profundos são alguns dos temas abordados. Até porque aqui entramos no campo dos sentimentos limite, o que por si só repele muito boa gente. É o caso do Amor incondicional, ou mesmo do Desejo puro por exemplo. Uma coisa é certa, ou se gosta de Metal, ou se odeia. Não há meio-termo possível. Quem um dia se apaixonou pelo género, não mais consegue livrar-se dessa paixão. Agarra-se ao ser. Faz parte integrante de quem somos»

Excerto de um comentário que a Su (ex-pontapé na tónica) teve a amabilidade de deixar neste post. Apesar do comentário ter sido combinado, é sempre agradável saber que na blogosfera há "outros seres singulares como nós". Só por isso, dedico-lhe outra das minhas “baladas” preferidas:

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terça-feira, março 06, 2007

O Rock e o Amor

No Rock o amor é um fogo que arde e que se vê; é uma ferida que dói e que se sente. E nenhuma arte consegue revelar melhor o amor que a música. E na música, o Rock é o género de eleição para o testemunhar. Porque o amor não é unicamente a afeição recíproca entre duas pessoas. Não é apenas ternura ou apenas atracção física. Não é somente o apego a um ideal, a uma ideia, a uma intenção ou a uma vontade.

Para Platão o amor é a aspiração ao belo e ao bom: ao absoluto. Kant distingue o amor patológico e o amor prático. A própria teoria freudiana ganha uma dimensão metafísica com Eros e Tânato. Na concepção rousseauniana é conveniente distinguir a preocupação que temos por nós próprios, pela nossa própria conservação e bem-estar (amor de si), e o facto de só nos amarmos a nós próprios e apenas nos considerarmos a nós próprios (amor-próprio).

O amor é tudo isto e também a tendência de nos unirmos com o outro e possuí-lo de modo contínuo ou formar um todo com ele. Possessão é a palavra-chave do Rock e do Amor.

Poderia deixar-vos aqui uma infindável lista de baladas sentidas, que puxam à lágrima, ao amor [de si] profundo, porém, prefiro deixar-vos uma daquelas “baladas” de amor [próprio], que só o Rock pode dar plena expressão. A composição original é dos Misfits, mas esta versão dos Metallica é de cortar [literalmente] a respiração:

Die, Die My Darling

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