terça-feira, abril 26, 2011

José Sócrates cita Pessoa para afastar pessimismo‎

Aproveitanto a deixa do PM, fica aqui outra citação interessante de Fernando Pessoa:

Dos sonhadores de ideais – socialistas, altruístas, humanitários de toda a espécie – tenho náusea física, do estômago. São os idealistas sem ideal. São os pensadores sem pensamento. Querem a superfície da vida por uma fatalidade de lixo, que bóia à tona de água e se julga belo, porque as conchas dispersas bóiam à tona de água também.

Bernardo Soares, O Livro do Desassossego

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sexta-feira, setembro 04, 2009

Desassossegos


Dos sonhadores de ideais – socialistas, altruístas, humanitários de toda a espécie – tenho náusea física, do estômago. São os idealistas sem ideal. São os pensadores sem pensamento. Querem a superfície da vida por uma fatalidade de lixo, que bóia à tona de água e se julga belo, porque as conchas dispersas bóiam à tona de água também.

Bernardo Soares, O Livro do Desassossego

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domingo, agosto 30, 2009

Asfixias Democráticas

«Em termos de grosseria pura [o Ministro Silva Pereira] excedeu Valentim Loureiro. Começou a disparatar quando lhe perguntei se era verdade que uma sobrinha de Sócrates era sua secretária no Ministério do Ambiente. (…) O comportamento e Silva Pereira foi paradigmático. A preocupação que teve e a frequência dos contactos que fez antes da entrevista mostrou-me que este governo dá grande importância ao condicionamento dos jornalistas. E também noto que quando tratamos uma notícia de uma determinada maneira, há sempre um David Damião qualquer [assessor de imprensa de Sócrates] a telefonar imediatamente e a dizer que a notícia não foi bem tratada e que não pode ser assim. Nos outros governos não vi, da parte das assessorias, uma acção tão vigorosa.»

Mário Crespo, Sol, 28 de Agosto 2009

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quinta-feira, abril 26, 2007

«Ameaças e nebulosas»

É difícil saber se, como afirmou Paulo Rangel, «nunca como hoje se sentiu uma tão grande apetência do poder executivo para conhecer, seduzir e influenciar a agenda mediática», mas não haverá muitas dúvidas de que as tentativas de condicionamento da liberdade de expressão e de informação são uma realidade no nosso país. O facto de um “partido da liberdade” como é o PS, estar na origem de algumas dessas ameaças à liberdade de expressão coloca mesmo a questão: será que o poder, para além de corromper, também provoca amnésias selectivas? [...] Estas inequívocas ameaças e condicionamentos à liberdade de expressão e de informação não são, contudo, uma criação exclusiva do governo e do Partido Socialista; antes contam com uma participação activa e criativa do principal partido da oposição, o que, ainda mais, justifica a preocupação agora manifestada. Tem, assim, toda a razão o deputado Paulo Rangel ao celebrar o 25 de Abril na Assembleia da República, chamando a atenção para as «ameaças e nebulosas» que nos espreitam, tanto ao nível da liberdade de expressão como, eventualmente, quanto à concentração de poderes, mas fica-nos uma enorme dúvida: a quem se dirigia?

Francisco Teixeira da Mota, Ameaças à Liberdade, Público, 26/04/2007; Via:
Da Literatura

Naturalmente, o discurso de Paulo Rangel foi recebido com “algum” desconforto pelo governo, pela bancada do PS e por todo o aparelho socialista. Também não é de estranhar que face ao avolumar de questões e ao mais que comprometedor silêncio do primeiro-ministro, a amnésia selectiva dê sempre um certo jeito. Porém, pode ser que algumas das enormes dúvidas que ainda acometem determinados espíritos “livres” se dissipem após a leitura deste texto do António Balbino Caldeira.

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