domingo, março 04, 2007

António Barreto e o país real (I)

António Barreto é, de todos os cronistas, o que eu mais admiro.
Apesar de lhe reconhecer uma ideologia, reconheço-lhe, igualmente, um esforço de pensamento para além de..., daí o meu apreço pelas suas palavras.
Sempre apreciei quem pensa para além de espartilhos.
Estou, por isso, ansiosa pela estreia do programa da RTP "Portugal, um retrato social", até porque me parece, também, que Barreto não teme os diversos actores da peça de teatro "Como se tornar um corporativista".
A corrupção de maneira geral é um problema grave para qualquer país, e só quem ainda não viveu no estrangeiro é que não percebeu que obter algo por vias ilícitas é um problema humano e tanto mais problemático se o mesmo se instala, saborosamente, como prática corriqueira.
Se, por exemplo, A, do partido X, fez? porque não eu, do partido Y, também não?
Ao contrário do que alguns partidos de esquerda pretendem fazer crer, a corrupção não é um problema da direita ou do centro, a corrupção é um problema de qualquer político, tanto mais problemático se o mesmo se mantiver demasiado tempo no exercício das suas funções. Cheguem, por exemplo, a Felgueiras e perguntem aos opositores da autarca arguida como era a sua postura no primeiro mandato. Parece-me, por isso, óbvio que qualquer autarca deveria estar impedido de se recandidatar pela quarta vez. Para bem dele e de todos nós.
Apesar de todos nós sabermos que existem autarcas e autarcas.
Foto: google images

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