quinta-feira, junho 03, 2010

Chegou o Verão


«Em meados de Junho os jacarandás de Lisboa estão em flor, a sua luz fende a pupila, acaricia o dorso da sombra. É então que - sei lá se pela última vez - a inocência volta a entrar na minha vida».

Eugénio de Andrade

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domingo, fevereiro 01, 2009

Descubra as diferenças

Fotos de Lisboa e Gaza

«Lisboa geminada com Gaza. A crise económica não é nada comparada com a bomba nuclear que parece ter destruído os neurónios dos ilustres vereadores da Assembleia Municipal da capital portuguesa.»

Isabel Stilwell, Destak

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terça-feira, setembro 16, 2008

Saramago: Cartas de amor e Ódio

Saramago inaugurou o seu blogue com um texto que caracteriza como «uma carta de amor a Lisboa». À primeira vista nada seria mais sensato e adequado: a cidade onde vivo [desde sempre] está mesmo necessitada de amor, muito muito amor – tal é o seu estado de abandono, degradação e imundície. Porém, se quando o nobilíssimo escritor escreveu a referida “carta”, «há uns quantos anos atrás», a mesma poderia até ser uma evidente proclamação de amor, já hoje, e considerando outros desenvolvimentos [e insuflados ódios de estimação], aquela velha carta talvez tenha adquirido novos significados que já nada têm a ver com sentimentos de amor.

«Deixemos na irónica paz dos túmulos aquelas mentes transviadas que, num passado não distante, inventaram para os Portugueses um “dia da raça” (…)».

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quarta-feira, maio 28, 2008

para lá das polémicas...


o Oceanário, o Pavilhão da Utopia, o Pavilhão do Conhecimento, o Pavilhão da Realidade Virtual, o Pavilhão do Futuro, o Pavilhão do Conhecimento dos Mares, a Torre Vasco da Gama, o Pavilhão da Água,...

o Pavilhão de Portugal, Timor, Açores, Madeira, Zâmbia, Cuba, Namíbia, México, Panamá, Chile, Paquistão, Cabo Verde, Bosnia, Arábia Saudita, Congo, Nepal, São Tomé, Angola, Palestina, Madagáscar, Equador, Roménia, Guiné, Albânia, Venezuela, Bolívia, Eslovénia, Croácia, Hungria, Uruguai, Brasil, Holanda, Filipinas, Japão, Colômbia, Islândia, Estados Unidos, Finlândia, Paraguai, França, Bélgica, Áustria, Grécia, Luxemburgo, Dinamarca, Reino Unido,...

a Gare do Oriente, o teleférico, a Praça Sony, os olharapos, o teatro de rua, o acqua matrix,...

mas também o Gil, a Docas, as criancinhas a nadar, os vulcões de água, as dunas relvadas, os mapas, os bancos de cartão, as filas de espera, o passaporte, os carimbos dos pavilhões,...

[spots no youtube: aqui e aqui]

e ainda, um excelente pretexto para visitas de estudo! sim, a Expo ainda me apanhou em idade escolar e, como parecia haver qualquer coisa importante em Lisboa, lá fomos todos na camioneta passear até à cidade grande! =)

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quinta-feira, outubro 25, 2007

FEST-i-BALL

Música, bailes e workshops, mas também danças latinas, exposições e baile para crianças.

Portugal, Galiza, França, Itália, Cabo-Verde, Escócia, Irlanda,...

Scottich, bourré, valsa, valsa mandada, jig, reel,...

Sabeis do que eu estou a falar?... Se sim, já sabem que vale a pena. Se não, estão sempre a tempo de descobrir...

Bom fim-de-semanaaaaaaaa!
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sexta-feira, junho 08, 2007

Elevador da Bica

Fotografia: Fernando Machado

Como qualquer outro bairro típico alfacinha que se preze, a Bica é feita de ruelas estreitas, becos escuros, escadinhas encarquilhadas, e as incontornáveis pracetas e calçadas exíguas, desejavelmente, abertas ao sol. O declive íngreme da Bica é atravessado longitudinalmente por dois pares de trilhos metálicos centenários que guiam dois pequenos eléctricos amarelos da Carris, que se cruzam num vaivém desacertadamente sincronizado, e nos transportam, vagarosamente, entre a Rua de São Paulo e o Largo do Calhariz.

O que me seduz particularmente na Bica é apreensão distinta que se pode ter do bairro, caso se esteja a subir ou a descer a encosta: ao descermos, com o Rio Tejo ao fundo, o bairro expande-se e adquire aquela pigmentação e luminosidade únicas de Lisboa; quando o subimos, em direcção ao Bairro Alto, a Bica circunscreve-se, em tons de cinzento, e são os pequenos pormenores da vida quotidiana das suas gentes que sobressaem.

A Bica é um dos locais mágicos de Lisboa, uma cidade que continua a ser inexplicável pela sua beleza.

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