domingo, janeiro 25, 2009

90.4 FM

Não sou de fazer muito zapping na rádio. Vou-me mantendo fiel a meia dúzia de frequências - aquelas 6 memorizadas no auto-rádio! Consoante o estado de espírito ou a programação habitual o rádio liga na Antena1 ou Antena3. Na ausência de um programa interesante ou na presença de um momento menos apelativo, primo o botão 2 e vem a Antena2, que me vai surpreendendo de vez em quando. Se, ainda assim, o som não é do meu agrado, há também os botões 4, 5 e 6, mas para estes ainda não consegui arranjar inquilinos dignos do lugar, que justifique a fidelidade. No entanto, por razões que não sei bem explicar, vou-me sujeitando à oferta memorizada no momento.

Hoje não aguentei e, perante a conversa da Antena1, a ópera da Antena2, a electrónica da Antena3 e os grandes êxitos comerciais dos restantes três botões, lá fui eu à setinha do auto-rádio fazer uma busca manual. Paro na primeira que estiver a dar música portuguesa... Não... não... não... não... Hummm... Isto não é português mas é interessante: uma rádio a passar jazz às 6h da tarde... Deixa ver se foi engano ou se é mesmo para durar... Meia hora depois, o botão 4 do meu auto-rádio ganhou um novo inquilino: Rádio Europa (Lisboa)!

Reeditado à meia-noite
A rádio continuou a tocar no meu quarto até há 5min. atrás... altura em que, de repente, desatou tudo a falar francês!!!... Ãh?!... Fui espreitar o site para ver o que se passava... Pelo que percebi a frequência funciona em regime de partilha com uma emissão francesa...
«A europa apresenta a sua produção local entre as 7h00 e as 21h00 de segunda a sexta-feira. Ao sábado, emite entre as 11h00 e as 20h00 e ao Domingo, entre as 11h00 e as 24h00.»

Pena... eu estava a gostar da música...

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segunda-feira, março 05, 2007

«as questões vivem em bairros muito populosos»

Na passada 5ª feira o tema da “Prova Oral” (programa de fim de tarde da Antena3) era a Filosofia. Aquilo às vezes descamba para a parvoíce, com o Alvim e os ouvintes a fazerem piadas e comentários parvos em vez de explorarem opiniões interessantes. Mas neste programa acho que correu tudo muito bem. O convidado sabia ouvir os telefonemas e incitar à discussão (saudável). Era um professor de Filosofia também ligado ao Aconselhamento Filosófico, que descreveu como sendo qualquer coisa como o aconselhamento para quem não precisa de aconselhamento! Isto pode parecer estúpido – eu achei, à partida – mas depois percebe-se. O Aconselhamento Filosófico assenta no diálogo, no questionar atitudes e ideias, favorecendo um pensamento crítico. Ora isto é útil a toda a gente, daí o senhor o recomendar a qualquer pessoa, em particular, nas escolas ou empresas como espaço de reflexão individual. No entanto, quando já se sofre um desequilíbrio, o constante questionar pode ser uma agravante e não uma solução, daí o “aconselhamento para quem não precisa de aconselhamento”.

«As questões vivem em bairros muito populosos» é uma frase, integrada na apresentação do tema no blog do programa, que achei muito interessante. Os bairros podem estar pouco acessíveis, podem passar despercebidos, mas, uma vez lá dentro, deparamo-nos com uma imensa e complexa civilização... de perguntas, questões e interrogações...


Resta dizer que o mote deste post foi a resposta interrogativa da Nancy aqui em baixo – não o conteúdo, mas a forma em si: o devolver em forma interrogativa.

nota: A propósito do que já aqui referiu o André, o convidado do programa de hoje é Luís Carmelo. Daqui a pouco (das 19h às 20h) na Antena3.

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quinta-feira, março 01, 2007

The end of the road

1 - Andando anos a fio em busca de uma certa respeitabilidade, ali estava ela, uma vez mais, emocionada e, as suas lágrimas, desafectando-a de uma despedida venerável.
Mas, um dia, ainda haveria de domar a emoção...
2 - A sua voz é pouco atraente, pelo menos para o meu ouvido, mas quando o ouço é como se estivesse perante o intérprete da alma do povo. O que é isso? Não sei. Ele chama-se Alfredo Marceneiro.
3 - João Gobern, às 7h55, na antena 1, assina uma crónica que eu anseio ouvir diariamente. Ingredientes? Fina ironia, pensamento emotivo e algumas associações, aparentemente, inoportunas. É um determinado estilo que torna alguém único.
4 - As Produções Fictícias assinam, desde há longos anos, os momentos de humor mais irreverentes de Portugal. Quase todos formados na distintíssima escola dos Monty Phyton e uns mais geniais que outros. O problema de qualquer humorista, actor, cantor, é um dilema aparentemente insanável: a demasiada exposição conduz à descredibilização, enquanto a exposição recatada transforma-os em mitos, mas a viver numa digníssima cabana. Por isso, compreendo, a sua inclinação para um dos lados da balança, até porque quando a saturação do público os relegar para segundo plano, eles sabem, muito sabiamente, que, na memória colectiva, apenas ficarão os momentos de excelência.
5 - Pedro Rolo Duarte, às 18 e 25, ainda Antena 1, assina uma crónica de finíssima ironia sobre a blogosfera. Mas, às vezes, só às vezes, desvenda o mapa do tesouro, e sujeita-se a que a arca da aliança caia em mãos pecaminosas, mas, justiça lhe seja feita, PRD é um magnífico Indiana Jones.

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sexta-feira, fevereiro 16, 2007

As agruras de um post (on the road)

Ultrapassada a questão principal: que rádio ouvir quando se conduz?, passou-se para a análise das hipóteses, foi necessária alguma ginástica intelectual, uma vez que as conclusões foram:
- é importante saber as notícias
- é importante, acima de tudo, ouvir música.
Mas insistiu-se, o ego é bastante combativo, numa hipótese irrefutável:
acima de tudo a música, dado que as notícias, em geral, pecam por excesso de falta de humor.
Bem a esta belíssima e ousadíssima conclusão, tinha eu chegado hoje às 8h20 da manhã, acrescentaria, caríssimo leitor, não se tratou de uma tarefa fácil.
Contudo, ainda bem que existem palavras como contudo, às 8h35 da manhã, mais coisa menos coisa, a minha extraordinária visão das ondas hertzianas, sofreu uma cambalhota inestimável.
Ouço o jornalista de serviço da antena 1 soletrar, muito seriamente, algo de semelhante a:
"Alberto João Jardim afirmou que os portugueses não têm testículos para dizer que o referendo não é vinculativo".
E eu na esperança de hoje escrever um post cujo título seria:
It's friday and i'm in love ou qualquer coisa mais séria, do género, quero que você me aqueça nesse Inverno e que tudo mais vá pró inferno.

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sábado, fevereiro 10, 2007

on the road

Durante o mês de Fevereiro passo cerca de duas horas e meia ao volante, já há algum tempo que tal não me acontecia. Contudo o desgaste ocorrido durante a semana, sente-se particularmente à sexta-feira, o trajecto para casa torna-se deveras penoso.
Mas o interessante neste percurso é, acima de tudo, o sair fora de portas e observar outros locais e outras paisagens do nosso país, ah! e ouvir bastante mais rádio do que o habitual.
Que rádio ouve o caríssimo leitor nos seus percursos automobilísticos? Eu viro-me para a actualidade informativa e largo, muito contrafeita, a minha habitual abstinência. Ouço então a TSF.
Da rádio informativa, ideologicamente mais à esquerda, guardo gratas recordações, também já me moveu, um dia, o bichinho da rádio, é por isso uma ligação aparentemente afectiva, dirá o caríssimo leitor, e com absoluta razão.
A afectividade não me impede de ter considerado hilariante, algures a meio da semana, o sindicato, porta-voz ou qualquer outro senhor do género, a preocupar-se infinitamente com os doentes das urgências, vítimas malfadadas do ministro Correia de Campos. Curioso verificar, agora, como os médicos e os seus sindicatos se preocupam tanto, agora, com a espera dos doentes, agora, nas urgências dos hospitais.
Também são dignas de nota as intervenções do nosso ex-PGR. Souto Moura, demonstrou, bastante entusiasticamente, que continuamos a acreditar em milagres. Se ele não sabia, se os investigadores não sabiam, como teria sabido o jornalista do "24 horas"? Interrogo-me, muito, cautelosamente, terá, a aparição de Nossa Senhora de Fátima, provocado tamanha consternação?
A loja "Cogumelo Mágico" em Aveiro é, em termos informativos, uma pérola em galhofa. Os cogumelos são inofensivos, mas o basco trata de ir explicando, com uma voz límpida, que "tal + tal" proporciona uma "treep" de duas a três horas, ali e coisa e tal só se vendem substâncias autênticas. Da peça informativa destaco o humor, contrafeito, do repórter.
Mega Ferreira se soubesse o que sabe hoje não teria aceite o convite para o Centro Cultural de Belém. Apetece-me ir a correr a Lisboa e lamentar, solidariamente, a sua mágoa. Efectivamente, gerir sem dinheiro, exige talento.

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