The end of the road
1 - Andando anos a fio em busca de uma certa respeitabilidade, ali estava ela, uma vez mais, emocionada e, as suas lágrimas, desafectando-a de uma despedida venerável.2 - A sua voz é pouco atraente, pelo menos para o meu ouvido, mas quando o ouço é como se estivesse perante o intérprete da alma do povo. O que é isso? Não sei. Ele chama-se Alfredo Marceneiro.
3 - João Gobern, às 7h55, na antena 1, assina uma crónica que eu anseio ouvir diariamente. Ingredientes? Fina ironia, pensamento emotivo e algumas associações, aparentemente, inoportunas. É um determinado estilo que torna alguém único.
4 - As Produções Fictícias assinam, desde há longos anos, os momentos de humor mais irreverentes de Portugal. Quase todos formados na distintíssima escola dos Monty Phyton e uns mais geniais que outros. O problema de qualquer humorista, actor, cantor, é um dilema aparentemente insanável: a demasiada exposição conduz à descredibilização, enquanto a exposição recatada transforma-os em mitos, mas a viver numa digníssima cabana. Por isso, compreendo, a sua inclinação para um dos lados da balança, até porque quando a saturação do público os relegar para segundo plano, eles sabem, muito sabiamente, que, na memória colectiva, apenas ficarão os momentos de excelência.
5 - Pedro Rolo Duarte, às 18 e 25, ainda Antena 1, assina uma crónica de finíssima ironia sobre a blogosfera. Mas, às vezes, só às vezes, desvenda o mapa do tesouro, e sujeita-se a que a arca da aliança caia em mãos pecaminosas, mas, justiça lhe seja feita, PRD é um magnífico Indiana Jones.
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