sexta-feira, setembro 19, 2008

Banca de Jornais

Os títulos de primeira página dos jornais desta sexta-feira são bastante apelativos.

Entre o discurso histérico da violência e o consequente suicídio das forças de segurança?, Correio da Manhã e 24 horas;

Um PS centro-esquerda, eleições à vista, e o nin ao casamento dos homossexuais?, no Diário de Notícias e Público;

A falta de livros escolares, e o descalabro da educação já chega à falta de manuais?, Jornal de Notícias;

Lisboa tem mais transportes à noite, afinal a violência já não é o que era?, Metro;

E a mensagem directa e sem subterfúgios de Mário Machado, enfim só agora nos foi dado a descobrir a origem do seu mau-estar racial, Crime.

O cataclismo financeiro seguirá dentro de alguns momentos?

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domingo, junho 08, 2008

O pecado mora ao lado



Os dados adquiridos de determinados pontos de vista também têm o seu "pontapé" de Aquiles.

O Neoliberalismo insinua-se como ideologia através de uma determinada tentativa de hegemonia económica, algumas das suas utopias:
- não temos outro remédio senão adaptar-nos;
- a educação deverá estar virada para o mercado, pois é necessária mão-de-obra qualificada;
- os sistemas de ensino deverão gerar mais consumidores e menos cidadãos.

A ideologia que serve de base é simples, quanto mais mercado, mais liberdade individual, quanto mais liberdade individual, maior é a possibilidade de grandes grupos económicos, alta finança, accionistas, etc usufruírem deste mundo globalizado, a nova versão do "salve-se quem poder".

Este tipo de ideologia aproxima-se dos estados em vias de desenvolvimento e a cenoura que oferece aos políticos pouco preparados é:

- maior competitividade é igual a planos tecnológicos;
- maior competitividade é igual a orientações estruturais delineadas pelo FMI e pela OCDE;
- maior competitividade é igual a menos estado, só assim se consegue combater o despesismo e o défice orçamental;
- maior competitividade é igual à livre circulação da mão de obra, logo mais flexibilidade e menos direitos laborais;

O problema do novo capitalismo é velho: as sociedades (ai, é verdade elas não existem!*) são constituídas por milhões de indivíduos que não usufruem de um certo tipo de regalias e que tendem a chatear-se com isso.

* - "não existe sociedade, apenas indivíduos e as suas famílias" - Margareth Thatcher)
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