domingo, junho 08, 2008

O pecado mora ao lado



Os dados adquiridos de determinados pontos de vista também têm o seu "pontapé" de Aquiles.

O Neoliberalismo insinua-se como ideologia através de uma determinada tentativa de hegemonia económica, algumas das suas utopias:
- não temos outro remédio senão adaptar-nos;
- a educação deverá estar virada para o mercado, pois é necessária mão-de-obra qualificada;
- os sistemas de ensino deverão gerar mais consumidores e menos cidadãos.

A ideologia que serve de base é simples, quanto mais mercado, mais liberdade individual, quanto mais liberdade individual, maior é a possibilidade de grandes grupos económicos, alta finança, accionistas, etc usufruírem deste mundo globalizado, a nova versão do "salve-se quem poder".

Este tipo de ideologia aproxima-se dos estados em vias de desenvolvimento e a cenoura que oferece aos políticos pouco preparados é:

- maior competitividade é igual a planos tecnológicos;
- maior competitividade é igual a orientações estruturais delineadas pelo FMI e pela OCDE;
- maior competitividade é igual a menos estado, só assim se consegue combater o despesismo e o défice orçamental;
- maior competitividade é igual à livre circulação da mão de obra, logo mais flexibilidade e menos direitos laborais;

O problema do novo capitalismo é velho: as sociedades (ai, é verdade elas não existem!*) são constituídas por milhões de indivíduos que não usufruem de um certo tipo de regalias e que tendem a chatear-se com isso.

* - "não existe sociedade, apenas indivíduos e as suas famílias" - Margareth Thatcher)
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terça-feira, março 25, 2008

Women & Children First

Fotografia: Joel Peter Witkin, The Raft of G.W. Bush

«Uma das coisas que mais me impressionou no filme da James Cameron sobre o naufrágio do Titanic foi o facto de o embate fatal com um iceberg não ter impedido a orquestra de ter continuado a tocar e os passageiros a dançar no luxuoso salão de baile da primeira classe. Nesta Primavera de 2008, o nosso país assemelha-se perigosamente ao Titanic. No painel de bordo, só se vêem luzinhas vermelhas a piscar. Nos últimos seis meses, 13 mil PME fecharam as portas, estranguladas pelo aumento do preço do dinheiro – entre 2005 e 2007, a taxa de juro bancária, para os empréstimos superiores a um milhão de euros, subiu 44,8%. E a Associação Nacional das PME prevê que até Dezembro mais de 60 mil empresas vão cessar a actividade. (...)»

Jorge Fiel, Jornal OJE, 25/03/2008, pág. 3

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terça-feira, julho 24, 2007

Espreitando a blogosfera

Aqui na província isto também se "vê".
A província é, no entanto, mais democrática.
Os casos que vão passeando pelos meus olhos abarcam qualquer ideologia.
É o sintomático tratar da vidinha.
Ou será antes uma espécie de agentes de cidadania?




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domingo, junho 10, 2007

Contradições

O Ministério da Educação fecha escolas públicas para reduzir gastos e entrega milhões de euros a escolas privadas.

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