quarta-feira, janeiro 02, 2008

Um manifesto de desejos


Um Ano Novo é sempre um manifesto requintado ao envelhecimento, mas não é motivo suficiente para se render ao isolamento. Este ano as mudanças de festividade foram assumidamente diversas e sentiu-se manifestamente contente. Contente consigo mesma e, sobretudo, pela sua faceta sempre aberta às novidades, ter vencido o comodismo bem disposto e o reconforto do lar.
Neste novo ano, 2008, mais um acrescento à idade, sinal inequívoco e assumidamente interiorizado de sabedoria, deu-se ao luxo de formular alguns desejos em forma de manifesto. Não um Anti-Dantas, mais propenso ao génio de Almada, mas um de trazer por casa, simples e atingível.
São 12 os propósitos manifestamente assumidos:
1 - Continuar a ouvir pacientemente quem lhe fala mal de Portugal e dos portugueses e lhe apresenta argumentos historicamente irrefutáveis;
2 - Compreender quando o ponto anterior se transforma "heroicamente" num preconceito;
3 - Aprender a ouvir os outros, mesmo os defensores do dispensável;
4 - Interpretar e posteriormente reagir;
5 - Analisar e só depois resistir;
6 - Compreender antes de se opor;
7 - Sistematizar e responder calmamente;
8 - Criticar e protestar então;
9 - Assumir e interiorizar os seus pensamentos como uma partícula do (in)defensável;
10 - Ter a consciência da alegria, diálogo e reflexão;
11 - Compreender os seus gostos como parte integrante da sua visão do mundo;
12 - Perceber que os políticos são o fruto do seu tempo.

Observou orgulhosamente os seus 12 mandamentos e compreendeu, então, a razão da existência dos outros.

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1 Comments:

Blogger Maria Cardeal said...

Grande manifesto. Parece-me bem, até para mim, se bem que no meu caso precisaria de contar até 10, ou fazer "haauuummm" (daquelas coisas que se aprendem no yoga) para cumprir com qualquer um deles.
Mas parecem-me bem.

sábado, janeiro 05, 2008 7:55:00 da tarde  

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