quarta-feira, janeiro 30, 2008

Curiosidades


Anda uma pessoa a aprender qualquer coisa sobre qualquer coisa e precisa de se desligar do mundo.
Pergunto-me: será necessário desligar-me do mundo para aprender?
Esta dicotomia entre o aprender e o mundo prevalece como uma das principais desarticulações entre o interesse pelo conhecimento e a vida?
Esta pergunta poderá, porventura, conduzir-me a reflexões interessantes, mas hoje esta desarticulação deixou-me chocada:

o governo da república muda de ministros e eu a leste do paraíso.

O que mais gostei da remodelação:

- de ter verificado o quanto a política e o marketing andam tão desligados. Portanto é cada vez menos imperioso espreitar a obra cuja imagem ilustra o presente post;
- das quotas, quanto ao género, terem sido respeitadas - enquanto mulher, e fazendo parte do género mais importante da humanidade, senti-me reconfortada;
- pelo talento do primeiro-ministro em inteligência emocional - sai uma mão leve, entra um aparente peso pesado; sai um peso pesado, entra uma mão aparentemente leve.

É preciso desligarmo-nos do mundo para o compreendermos?

Imagem

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Geração Tinoni

Fotografia: Julie Blackmon

Durante muito tempo as portuguesas deram à luz nas suas próprias casas e eram assistidas por parteiras. Era vulgar o local de nascimento indicar uma morada de uma qualquer aldeia, vila ou cidade, com nome da rua, número da porta, andar e tudo [na época ainda ninguém se tinha lembrado de inventar o código postal].

Mais tarde chegou a época das grandes maternidades. As mães passaram a ser assistidas por obstetras, e nós passámos a nascer praticamente todos no mesmo local. Há quem diga [e eu acredito] que mais de 30% dos portugueses que hoje têm menos de 45 anos nasceram na Maternidade Alfredo da Costa.

Até que chegou o período Correia de Campos. Nesse período uma elevada percentagem das nossas crianças passou a nascer em ambulâncias, e as portuguesas a serem assistidas no parto por motoristas dos bombeiros. Os locais de nascimento passaram a ser os mais variados mas com a tendência para ficarem sempre a meio caminho entre o local de residência da parturiente e a maternidade mais próxima. Assim, passou a ser vulgar encontrar uma criança portuguesa com idades entre os zero e os três anos que tenha nascido na Estrada Nacional xis, quilometro ípsilon, na direcção tal [norte, sul, este ou oeste], e já com código postal e tudo.

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