quarta-feira, janeiro 30, 2008

Curiosidades


Anda uma pessoa a aprender qualquer coisa sobre qualquer coisa e precisa de se desligar do mundo.
Pergunto-me: será necessário desligar-me do mundo para aprender?
Esta dicotomia entre o aprender e o mundo prevalece como uma das principais desarticulações entre o interesse pelo conhecimento e a vida?
Esta pergunta poderá, porventura, conduzir-me a reflexões interessantes, mas hoje esta desarticulação deixou-me chocada:

o governo da república muda de ministros e eu a leste do paraíso.

O que mais gostei da remodelação:

- de ter verificado o quanto a política e o marketing andam tão desligados. Portanto é cada vez menos imperioso espreitar a obra cuja imagem ilustra o presente post;
- das quotas, quanto ao género, terem sido respeitadas - enquanto mulher, e fazendo parte do género mais importante da humanidade, senti-me reconfortada;
- pelo talento do primeiro-ministro em inteligência emocional - sai uma mão leve, entra um aparente peso pesado; sai um peso pesado, entra uma mão aparentemente leve.

É preciso desligarmo-nos do mundo para o compreendermos?

Imagem

Etiquetas: ,

Partilhar

terça-feira, junho 05, 2007

Hamlet e a inteligência emocional

Hamlet é um excelente nome.
A minha última reflexão filosófica recaiu precisamente sobre o ser ou não ser da nomenclatura.
Que nome dar a um gato inteligente?
A literatura fornece exemplos vivos e independentes e manipuladores e hábeis no fazer de conta que não prestam atenção nenhuma à realidade.
Hamlet parece encarnar tudo isso na perfeição, tal como o gato que resolveram "despejar" em frente ao portão da minha casa.
A inteligência de Hamlet, o gato, consistiu em estar um dia inteiro deitado em frente ao portão, olhar para mim com a distinta lata do gato das gotas de Shrek.
A meio do dia fazer-se acompanhar pela sua mãe prenha, e continuar deitado, ronronando, de quando em vez.
A inteligência também consistiu em ter passado a vedação, algo de bastante acessível para um gato, apenas quando o chamei.
A sua entrada foi fulgurante: um trepar sinuoso vedação acima e um fazer de conta que não estou a manipular, ronronando um miar sedutor à sua futura gestora, uma rapariga muita avessa a ronceiros cativantes.
Ainda hoje estou para perceber como é que em apenas três dias passei de um gato, o já existente cá em casa, a sete.
Há quem exulte de alegria.
Eu é que ainda estou a reflectir no seguinte:
Como implementar, com seres humanos, estas técnicas de inteligência emocional?

Foto

Etiquetas: , ,

Partilhar