segunda-feira, outubro 17, 2011

Da teoria e da prática

Este estudo aqui citado, bem como aqui referido como justificação para o «prémio injustificado», em que basicamente se afirma que os funcionários públicos merecem o corte no 13º e 14º s meses porque nas funções que exigem mais baixas qualificações estão melhor remunerados, para além não terem risco de desemprego, deixo aqui duas pequenas notas:



  • Como disse hoje Vitor Gaspar em relação à TSU, esse estudo é possível que funcione muito bem nos quadros de uma universidade, mas a realidade prática é outra: nas funções de menores qualificações (por exemplo, uma empregada de copa de uma cantina de uma escola vs uma empregado de copa de um café, um telefonista de uma câmara vs uma secretária de expediente geral de uma PME, ou um servente de uma uma empresa de construção vs um cantoneiro de uma empresa de recolha de lixo) a grande diferença não está no que cada um ganha, mas antes no que cada um declara. Sucintamente, no sector público não há o envelope com os duzentos, trezentos euritos em numerário;


  • Seria conveniente, portanto, que prezados liberais não se mostrassem tão encantados com um estudo realizado por uma entidade pública como é o Banco de Portugal;


  • A terceira nota relativamente ao OE 2012: o Governo foi suficientemente corajoso para mexer na despesa com o corte no subsídios, espera-se agora a mesma determinação e empenho na outra parte: o aumento das receitas, não através do agravamento dos impostos (eu trabalho por conta de outrem e sou trabalhador independente e já sufoco com tanto imposto), mas da agilização do levantamento do sigilo bancário: tirando a Suíça, não há nenhum país europeu que seja tão zeloso desse tal segredo, como são os nossos empresários, trabalhadores liberais, juízes e banqueiros (dizia-me um amigo inspector tributário: nas direcções de finanças, alguém pedir um levantamento do sigilo bancário é o mesmo que o Presidente da República pedir a dissolução da AR: tens de reunir o Conselho de Estado, todos te perguntam se sabes bem o que estás a fazer e só começas a ter acesso à informação importante, se o juiz anuir, passado um ano. )

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terça-feira, agosto 02, 2011

Mais troikistas que a troika e mais sociais que o socialistas

Esta coisa dos "passes com preços diferenciados" é um completo disparate. Assim começa a não fazer qualquer sentido o corte no subsídio de natal.

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segunda-feira, dezembro 14, 2009

Liberais e Marxistas

Os modelos teóricos quando são implementados sofrem as adaptações (ou perversões) necessárias. Os bons e os maus sempre estiveram do lado contrário aos das duas grandes utopias da modernidade: marxista e liberal. Os maus dos liberais são os marxistas, os dos marxistas os liberais. Sendo assim, não há diálogo possível entre duas constelações societais tão absolutamente distintas. Sinceramente penso que tanto uma utopia quanto outra possui virtualidades. A liberal quando defende um sujeito privado e particularista bom, contra um sujeito público e colectivo mau, tudo isto sem violar nenhum princípio ético. A marxista quando defende um sujeito público e colectivo bom, contra um sujeito privado e particularista mau, igualmente sem subversões éticas. A história Ocidental está repleta de casos que desmentem as duas utopias. Os distintos liberalismos conseguiram articular, sabiamente e ao longo dos tempos, multinacionalização de recursos, elites dos partidos e Estado, naturalizando socialmente a ideia de que as sociedades que construíram foram/são/serão as melhores para nós. Os distintos marxismos conseguiram articular, sabiamente e ao longo dos tempos, nacionalização de recursos, elites do partido e Estado, naturalizando socialmente a ideia de que as sociedades que construíram foram/são/serão as melhores para nós. Numa óptica de pura competição por um lugar no poder penso ser muito mais fácil fazê-lo numa sociedade marxista, basta para isso investir e vigiar fortemente a carreira partidária, o partido e os amigos do partido e esperar pela compensação futura. No lado dos liberais a maçada é muito maior, é preciso investir e vigiar a carreira, os amigos da carreira, o partido, os amigos do partido, a árvore genealógica, os amigos da árvore genealógica, a bolsa e os amigos da bolsa e quando deixamos de investir morremos (ou fisicamente, ou socialmente). É por estas (e por outras) que as sociedades marxistas não compactuam nem com a liberdade de expressão, nem com a revista Forbes.

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terça-feira, setembro 30, 2008

Há Mãos e Mãos

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segunda-feira, setembro 29, 2008

A Mão [In]visível do Mercado

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segunda-feira, setembro 15, 2008

O velho Liberalismo está de volta?

Depois de uma inexplicável “onda” de nacionalizações na nação mãe do neoliberalismo, eis que os velhos princípios liberais começam a vir novamente à tona. A questão passa agora por saber se já não será demasiado tarde para evitar a colapso dos mercados financeiros e, por arrastamento, da economia mundial. Hoje, da parte da manhã, as principais bolsas europeias já estavam a perder cerca de 3%, mas só quando o Dow Jones e o Nasdaq abrirem é que se podem tirar mais algumas ilações. Aguardemos.

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sexta-feira, maio 30, 2008

Eleições no PSD

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