quinta-feira, julho 19, 2007

Jane Austen


A minha escritora preferida é, sem sombra de dúvidas, Jane Austen.
Tenho toda a sua obra traduzida em português e, obviamente, há livros que venero e outros assim assim.
Orgulho e Preconceito é o meu preferido.
Seguem-se por ordem decrescente:
Persuasão,
Emma,
Parque Mansfield,
Sensibilidade e Bom Senso.
E, se não me falha a memória, é tudo.
Actualmente estou a ler uma obra menor «Amor e Amizade», Clássicos, Publicações Europa-América, mas a menoridade em Austen é sempre relativa.
É ou não um grande exercício de inteligência sermos capazes de olhar a realidade com este sentido de humor?

"Numa noite de Dezembro, eu, o meu pai e a minha mãe estávamos reunidos em redor da lareira a conversar, quando, subitamente, nos espantámos ao ouvir um bater violento na porta da frente da nossa casa rústica.
O meu pai sobressaltou-se.
- Que ruído é este? - perguntou.
- Parece que estão a bater à porta com toda a força - replicou minha mãe.
- É realmente o que parece - gritei eu.
- Sou da vossa opinião - disse o meu pai. - O som parece certamente advir de uma violência invulgar exercida contra a nossa inofensiva porta.
- Sim - exclamei eu. - Não posso deixar de pensar que se trata de alguém que quer se recebido.
- Essa é outra questão - retorquiu ele. - Não devemos pretender determinar o motivo que leva a pessoa a bater, mas estou em parte convencido de que alguém efectivamente bate com força à porta.
Nesse mesmo instante, uma segunda e tremenda série de pancadas interrompeu o discurso de meu pai, deixando-me a mim e a minha mãe algo alarmadas.
- Não será melhor irmos ver quem é? - sugeriu ela. - Os criados saíram.
- Penso que será melhor - repliquei.
- Certamente - acrescentou meu pai -, sem dúvida.
- Vamos, então? - insistiu minha mãe.
- Oh! Não percamos tempo - gritei.
Uma terceira e ainda mais violenta pancada na porta tomou de assalto os nossos ouvidos.
- Estou certa de que alguém está a bater à porta - disse minha mãe.
- Penso que isso é certo - replicou meu pai." p. 15-16

Para além do invejável sentido de humor, há, acima de tudo, uma certa noção de tempo que infelizmente se perdeu.

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sexta-feira, março 16, 2007

Com açucar e com afecto/Esse cara

duas grandes canções de dois "clássicos" brasileiros:
Chico Buarque de Hollanda e Caetano Veloso.
Passei a minha adolescência a ouvir "Chico e Caetano - juntos e ao vivo" e estas sempre foram as eleitas.
"Esse Cara" uma canção deliciosamente irónica e que eu hoje dedico especialmente aos gémeos mais famosos da Europa: o Presidente e o Primeiro Ministro Polacos.
Ouçam as notícias na antena 1 e descubram como, na Polónia, se pretende "resgatar" o passado e "abençoar" o futuro.
Saravá!, como diria Vinicius...

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segunda-feira, março 12, 2007

Les bonbons

Se algum dia me perguntarem:
qual é a sua canção preferida dentro da figura de estilo que mais admira?
Responderei sem hesitação alguma: "Les Bonbons" de Jacques Brel.
Talvez porque a ironia em Brel assume dimensões dramáticas e retrata, de uma forma invulgar, a dimensão trágica do ser humano.
E neste concerto Brel, o grande Brel, representa-a de maneira notável.

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