terça-feira, agosto 05, 2008

I Love Energia Nuclear


Se ainda há dúvidas, talvez não seja má ideia ler esta entrevista de mais um céptico convertido.

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terça-feira, julho 15, 2008

I Love Energia Nuclear

Estas declarações proferidas hoje no parlamento pelo governador do Banco de Portugal vêm ao encontro do que tenho defendido aqui, no GR, nos últimos anos. Com o passar dos anos, e o agravamento da crise energética, a opção pelo Nuclear parece-me, mais do que nunca, uma inevitabilidade, e resume-se nas palavras de James Howard Kunstler* ao seguinte:

«Se não quisermos que, na ausência de petróleo e gás natural baratos, o nível de vida nos Estados Unidos desça muito abaixo dos níveis pré-modernos, teremos de usar a fissão nuclear como método principal para gerar electricidade durante uma parte do século XXI, enquanto lutamos para encontrar outras alternativas. Contudo, mesmo que os Estados Unidos se empenhem numa política agressiva de construção de uma nova geração de reactores nucleares, a vida terá ainda de mudar drasticamente. Na verdade, trata-se de saber se queremos que essas mudanças ocorram enquanto estamos com a luz acesa ou apagada. O que distingue a vida moderna da vida pré-moderna é o acesso à electricidade e a reservas abundantes e regulares dessa energia.»
James Howard Kunstler, Depois do petróleo: Por que não nos salvarão os combustíveis alternativos

Quem estiver interessado em conhecer melhor os argumentos deste autor e os motivos pelo qual considera que os combustíveis denominados de “alternativos” acabam por o não ser, recomendo a leitura deste excerto.

[*] James Howard Kunstler nasceu em 1948 em Nova Iorque; é um autor, orador e crítico social reconhecido. Trabalhou durante anos como jornalista em diversas publicações e na Rolling Stone. Tem sido um crítico feroz dos subúrbios e das políticas de urbanismo nos Estados Unidos da América. Escreveu diversos livros sobre o assunto de que se destacam: The Geography of Nowhere, Home From Nowhere, e The City in Mind: Notes on the Urban Condition. É também autor de diversos romances. O texto acima é a transcrição do capítulo 4 de O fim do petróleo: O grande desafio do Século XXI, Editorial Bizâncio, Lisboa, 2006.

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quinta-feira, maio 22, 2008

I Love Energia Nuclear (Reloaded)

Os tempos são outros, as circunstâncias alteraram-se, e as nossas opiniões, crenças, e convicções pessoais, podem ser reformuladas face às novas experiências e conhecimentos entretanto adquiridos. Nos últimos tempos, até fervorosos ambientalistas como Patrick Moore, um dos fundadores da Greenpeace, passaram a defender a energia nuclear como única solução para evitar uma "catastrófica mudança climática" decorrente das emissões de CO2. Inclusivamente, um dos maiores Gurus dos activistas ambientais, o biólogo britânico James Lovelock, também já se deixou seduzir pelos “encantos” desta má-afamada energia. E, ao contrário do que os ambientalistas procuram fazer crer, o nuclear não está a morrer – bem pelo contrário. Há realmente centrais que estão a ser encerradas, mas, somente, porque a sua vida útil expirou. Em 2006 existiam 443 reactores nucleares em pleno funcionamento, 27 novas centrais em construção, e 139 em fase de projecto. Mesmo em países como a Suécia, que em 1980 optou em referendo pela não construção de novos reactores e pelo encerramento dos existentes até 2010, passados 28 anos, continua a manter activas a maioria das suas centrais, e viram-se forçados a aumentar a produção nos reactores activos para poderem continuar a fornecer 45 a 50% da electricidade consumida a nível interno. A sua vizinha, a Finlândia, construiu a sua 5ª central. Na Europa Central e Oriental, as velhinhas centrais estão a ser renovadas, 4 novas centrais estão a ser construídas de raiz, e em fase de projecto existem mais 48. Na Ásia para além dos actuais 106 reactores em pleno funcionamento, e 17 em construção, está prevista a construção de 66 novos reactores nucleares.
O Japão, a única nação do mundo que sentiu na pele os efeitos devastadores das bombas atómicas, constrói centrais nucleares desde 1957. Actualmente, mantém em actividade 52 reactores, e inaugurou em 2006, de forma experimental, a primeira fábrica de tratamento de resíduos nucleares.
Os EUA, recordistas mundiais de centrais nucleares (122), têm previsto o arranque da construção de 19 novos reactores até 2010.
Nós por cá, com a nossa já famosa esperteza saloia, vamos continuar a pensar infinitamente no assunto. É que nós, como bem sabemos, somos muito mais espertos que todos os outros povos, e é por isso que somos uma das nações mais desenvolvidas e ricas do Planeta Terra [e arredores]. Como é notório, nós por cá, temos muito mais sol, muito mais vento, e muito mais mar, que todos os outros países que continuam a construir centrais nucleares. Aliás, segundo consta por aí, Deus, quando criou a terra, colocou o sol precisamente sobre o nosso sacrossanto país, já com o intuito de abençoar os portugueses com a construção de uma mega central solar em Serpa.
Apesar do tema “Nuclear” já ter sido abordado diversas vezes aqui no GR, face às evidentes dificuldades energéticas planetárias, convém relembrar a tese de Patrick Moore, que defende o nuclear como a única energia financeiramente eficiente e que pode acompanhar a crescente procura de energia no mercado mundial.

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