Continuamos a dar-lhe música
Para não perder a toada musical que os últimos post´s encerram, continuemos no mesmo ritmo. Enquanto a Cristina via e ouvia Jorge Palma, estava eu do outro lado do rio Douro a assistir ao concerto de Peter Murphy. A primeira pergunta que me ocorreu foi: quem teve a infeliz ideia de colocar um músico profissional dentro de um pavilhão desportivo? Parecem não saber que existe um conceito denominado acústica. Se esta não tiver a qualidade suficiente, então estamos duas horas a assistir a um concerto em que parece que os músicos estão desafinados. Foi mais ou menos o que se passou. Depois, Peter Murphy: esteve um pouco em baixo de forma: não só o factor idade não perdoa, mas também o facto de este ser um concerto único na Europa, e que não foi feito no meio de uma digressão, mas sim fruto de uma interrupção nas gravações do novo álbum dos Bauhaus contribuiram para o facto.
A despeito destas duas contrariedades, o concerto foi excelente, porque funcionou essa capacidade científica chamada «calo». Porque, meus amigos, quem tem calo sabe fazer um grande concerto, mesmo com uma acústica péssima e mesmo não estando em forma: sabe agarrar uma audiência, sabe levar o público a pedir por quatro vezes encore, sabe fazer um concerto em crescendo, sabe pôr cinco mil pessoas a cantar as letras que escreveu e sabe ser auto irónico quando um verso é esquecido ou cantado antes do tempo. Fiquem então com Mr. Peter «Calo» Murphy, com Cuts You Up:
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