terça-feira, setembro 29, 2009

Antes que me esqueça

Parabéns, Mafalda!
É admirável a tua intemporalidade.

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segunda-feira, abril 27, 2009

e vem-nos à memória...

Caindo ultimamente em alguns momentos de silêncio e burburinho, mas sem nunca esquecer o leito oferecido e o desafio aceite, ainda cá ando navegando sem mar, sem vela ou navio, ao som daquilo que me vem à memória...
... 1... 2... 3anos!...

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domingo, março 01, 2009

Venham mais cinco

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sexta-feira, junho 27, 2008

3 anos!!!

A minha geração já se calou, já se perdeu, já amuou,
já se cansou, desapareceu, ou então casou, ou então mudou
ou então morreu, já se acabou.

A minha geração de hedonistas e de ateus, de anti-clubistas
de anarquistas, deprimidos e de artistas, e de autistas
estatelou-se docemente contra o céu.

A minha geração ironizou o coração, alimentou a confusão
brincou às mil revoluções amando gestos e protestos e canções
pelo seu estilo controverso.

A minha geração só se comove com excessos, com hecatombes,
com acessos de bruta cólera, de mortes, de misérias, de mentiras
de reflexos da sua funda castração.

A minha geração é a herdeira do silêncio
dos grandes paizinhos do céu,
da indecência, do abuso,
e um belo dia esqueceu tudo e fez-se à vida
na cegueira do comércio.

A minha geração é toda a minha solidão, é flor de ausência, sonho vão,
aparição, presságio, fogo de artifício, toda vício, toda boca
e pouca coisa na mão.

Vai minha geração, ergue a cabeça e solta os teus filhos no esplendor
do lixo e do descuido, deixa-te ir enquanto o sabor acre da desistência vai
corroendo a doçura da sua infância.
Vai minha geração, reage, diz que não é nada assim,
que é um lamentável engano, erro tipográfico, estatística imprecisa, puro
preconceito, que o teu único defeito é ter demasiadas
qualidades e tropeçar nelas.
Vai minha geração, explica bem alto a toda a gente que é por demais
inteligente para sujar as mãos neste velho processo, triste traste de Deus,
de fingie que o nosso destino é ser um bocadinho melhores do que antes.
Vai minha geração, nasceste cansada, mimada, doente por tudo e por nada,
com medo de ser inventada, o que é que te falta agora que não te falta nada?
Poderá uma pobre canção contribuir para a tua regeneração
ou só te resta morrer desintegrada?

Mas, minha geração, valeu a trapaça, até teve graça.
tanta conversa, tanta utopia tonta, tanto copo,
e a comida estava óptima! O que vamos fazer?


J.P. Simões, "1970 (Retrato)" (2007)


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domingo, abril 27, 2008

dois anos...

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segunda-feira, julho 02, 2007

I Started a Joke [dois anos depois]

Porque há dois anos atrás ainda não era exequível inserir vídeos no Blogger; porque há dois anos atrás a maioria dos portugueses ainda acreditava nas promessas eleitorais de José Sócrates; porque há dois anos atrás era impensável que Cavaco Silva vencesse as eleições presidenciais; porque há dois anos atrás a responsabilidade dos incêndios deixou de ser da ineficácia das medidas governamentais e passou a ser imputada às altas temperaturas que se fazem sentir na época estival; porque há dois anos atrás ainda era possível pedir-se a reforma sem qualquer penalização com 36 anos de descontos e 60 anos de idade; porque há dois anos atrás ainda não se instauravam processos disciplinares na função pública por piadas mais ou menos jocosas sobre os nossos governantes; porque há dois anos atrás não se processavam bloggers por dizerem algumas verdades inoportunas.

Começou tudo há dois anos atrás… no tempo em que José Sócrates ainda era tratado por senhor engenheiro. Porque dois anos, parecendo que não, são mesmo dois anos. E em dois anos, muita coisa muda.

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domingo, maio 06, 2007

Pacheco Pereira de parabéns

Pelo quarto aniversário do Abrupto.

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