Os cónegos do mercado e a via láctea
E se de repente um daqueles defensores acérrimos da liberalização dos mercados, flexibilidade e desregulação do mercado de trabalho fosse confrontado com a diminuição do seu ordenado em 20,6%? E se de repente ou aceita ou vai para o "olho da rua"?
Será que o cónego do mercado continuará a dizer que é o mercado em competição saudável, a mão invisível a dar uma ordem natural ao mercado de trabalho?
Será que continuará a dizer que são os trabalhadores que têm de regredir nos seus direitos, pois esta é a ordem natural das coisas, não temos senão que nos adaptar?
Será que quando for amigavelmente "expulso" do mercado de trabalho dirá, como os rapazinhos e rapariguinhas que são impelidos a saber o livro religioso de cor e a morrer pela causa, que terá à sua espera, no céu, uma vida cheia de conforto e não uma mas bastantes mais vidas púdicas?
Um defensor acérrimo do mercado é um fundamentalista como outro qualquer, a causa cega-o, as vítimas são um meio, os fins? Bem, entre a (ir)realidade e a hipoteca.
Será que o cónego do mercado continuará a dizer que é o mercado em competição saudável, a mão invisível a dar uma ordem natural ao mercado de trabalho?
Será que continuará a dizer que são os trabalhadores que têm de regredir nos seus direitos, pois esta é a ordem natural das coisas, não temos senão que nos adaptar?
Será que quando for amigavelmente "expulso" do mercado de trabalho dirá, como os rapazinhos e rapariguinhas que são impelidos a saber o livro religioso de cor e a morrer pela causa, que terá à sua espera, no céu, uma vida cheia de conforto e não uma mas bastantes mais vidas púdicas?
Um defensor acérrimo do mercado é um fundamentalista como outro qualquer, a causa cega-o, as vítimas são um meio, os fins? Bem, entre a (ir)realidade e a hipoteca.
Etiquetas: A minha via láctea é melhor qu'a tua, Elisabete no mundo das fadas



