sexta-feira, agosto 05, 2011

Tratado sobre Política Europeia*

* by Suicidal Tendencies



Seguindo a conversa do baú dos 90, aqui desenvolvida pelo Afonso Azevedo Neves, a melhor canção e vídeo dos ST está nesta «Nobody Hears», seguido de perto pela «War Inside my Head».


Ao recordá-la, e estando em simultâneo a ver o enésimo episódio série «Crise das Dívidas Soberanas», mais concretamente o episódio 47 da trigésima quinta série, lembrei-me que a letra, poderia muito ser uma declaração de Barroso à Senhora Merkel. Fica então aqui o vídeo e o «diálogo»:




Durão Barroso:


«Angela,
I talk through my eyes, the words pourin' down
Nobody hears
You ask me what's wrong, but what can I say
Nobody hears

I try to tell you, I try to show you
How else can I tell you, how else can I show you

I'm screaming inside, why can't you hear
Nobody hears
You're looking right though me like I'm not here
Nobody hears

When the last tear falls down
Nothing gets washed away
Another plea put to rest
As nobody hears, nobody hears

So what did I do to you
That makes you run from me
Now I'm sitting here screaming inside myself
Don't understand why nobody hears

You figured it, shaped it to your perfection
Nobody hears
Subtracted my feelings from the equation
Nobody hears

Is it all in my mind
Then it would be easy to find


So what did I do to you
That makes you run from me
Now I'm sitting here screaming inside myself
Don't understand why nobody hears

So if it's all, if it's all in my mind
Then wouldn't it, wouldn't it
Wouldn't it be so easy to find

So what do I have to do
To make you comfort me
Now I'm sitting here screaming inside myself
Don't understand why nobody hears

So I'm sitting here screaming inside myself
Well I'm sitting here crying inside myself
So I'm sitting here screaming to nobody else
Don't understand why nobody hears
And nobody nears, nobody hears, nobody hears»


Merkel: «José, don't worry, be happy».

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sábado, junho 06, 2009

Reflexão em torno da Europa

"(...) parte da realidade mundial tornou-se efectivamente supranacional e, por outro lado, quando começaram a erigir o espaço político e cultural da Europa, numa perspectiva inelutavelmente supranacional, os actores descobriram as resistências das identidades culturais. Ao passar do ideal ao real, o princípio de supranacionalidade encontra os seus limites e dificuldades. (...) Se o modelo supranacional não consegue resolver a questão do multiculturalismo, essencial para o futuro da Europa, também a solução contrária, de uma divisão com base nas regiões como princípio de construção do multiculturalismo, não parece naturalmente eficaz. Antes de mais, porque as regiões não têm todas o mesmo estatuto, a mesma história, o mesmo papel nos vários países da União, e também porque aquilo que no multiculturalismo emerge como reivindicação não remete necessariamente para a escala da região." p. 65-66

Este pequeno extracto do texto de Dominique Wolton inserido na obra Que identidade para a Europa? de Rita Kastoryano, editora Ulisseia, 2004, levanta algumas questões interessantes, contudo para compreendermos a verdadeira especificidade do problema (?) europeu deverá ser equacionada uma questão central: os pilares fundadores da Europa foram fundamentalmente económicos, daí que não pareça viável tratar as questões dos choques culturais sem desocultarmos a sua possível instrumentalização. Razões: a formação de regras identitárias comuns de que forma poderão ser convenientes a todos sem esquecermos o contexto económico, isto é de que forma é que poderemos contribuir (ingenuamente) para a configuração de uma região europeia em que os mais fortes ditam as regras e os mais fracos serão, convenientemente, remetidos a um papel residual?

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quinta-feira, março 05, 2009

Citizen Pereira

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