domingo, março 30, 2008

O pecado mora ao lado

José Pacheco Pereira é, neste sábado, alvo de crítica em dois semanários: Expresso e O Sol. De forma diferente. Miguel Sousa Tavares tem como argumento de fundo do seu artigo semanal: JPP pretende re-escrever a história; enquanto Baptista-Bastos defende que a qualidade de escrita de JPP é má, enfim, muito "embrulhada".
Longe de mim servir de advogada de defesa de JPP ou de ataque de BB, esclareço desde já que não simpatizo especialmente nem com um, nem com outro.
Mas considero que deverá existir uma determinada dignidade na forma como falamos dos outros publicamente.
Uma espécie de elevação racional, longe de algumas emoções mesquinhas.
Se o artigo de MST no Expresso poderá ser considerado, a este nível, digno, pois tenta rebater argumentos racionalmente; já o de Baptista-Bastos é um ataque pouco digno de um escritor que pretende avaliar tecnicamente alguém que escreve, mas cuja capacidade de avaliação está repleta de preconceitos ideológicos, veja-se a forma imparcial como BB fala de Cunhal.
Poderão perguntar: e a forma como MST argumenta também não é ideologicamente discutível?

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terça-feira, abril 17, 2007

Quanto mais sangue será necessário para entender isto?

«Pelo seu lado, a Autoridade Palestiniana deve dirigir-se ao seu próprio povo e dizer por fim, alto e bom som, algo que nunca proferiu com êxito, concretamente que Israel não é um acidente da História, que Israel não é uma intrusão mas a pátria dos Judeus Israelitas - por muito doloroso que isso seja para os palestinianos. Tal como nós, Judeus Israelitas, devemos dizer alto e bom som que a Palestina é a pátria do Povo Palestiniano, por muito inconveniente isto nos pareça.»
Amos Oz, contra o fanatismo, ASA
[livro entregue com o Público de hoje]

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