sexta-feira, outubro 12, 2007

Diário de Bordo

Não li nenhum livro de Doris Blessing nem fazia a mínima ideia da existência literária da senhora. Após o anúncio, Maria Velho da Costa deve ter gritado qualquer coisa como: «as mulheres unidas jamais serão vencidas!» e soltado uma lágrima de crocodilo em prole do júri "outrora" machista (ver entrevista na revista «Os Meus Livros»).
Não há dúvida que o feminismo teve a sua época.
Tal como o machismo.
A diferença entre os dois é que um é fórmula gasta mas milenária e outro centenária.
Mas entre um e outro venha o badalo e escolha.

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O poder da estética

Apesar de já ter mais de uma dezena de livros [de bolso] editados em português, ainda não tive o prazer de conhecer nenhuma das obras de Doris Lessing – da qual já ouvi dizer tanto de bem como de menos bem. E como estes prémios têm sempre aquele efeito de aguçar o apetite do mais comum dos leitores, por [brevíssimos] momentos ainda pensei em ir a “correr” à livraria mais próxima para poder começar de imediato a ler [na transversal] qualquer “coisa” da octogenária britânica. E ainda me passou pela cabeça que, com alguma [bastante] sorte, conseguia fazer aqui [no GR] uma figuraça e, quiçá, bloggers como o Pedro Correia ou o João Villalobos ainda poderiam acabar por escrever um daqueles posts, tipo, “Gostei de ler”, com um link para o meu portentoso texto – tal como acontece aos meus “felizardos” colegas de blogue. O “único” senão é que eu teria de escrever um post inteiro sem parêntesis rectos, sem equívocos ortográficos, sem desacertos gramaticais, sem dizer mal de alguma coisa simplesmente porque sim, sem me “esticar” nos parágrafos e, mais difícil [talvez mesmo impossível], acabar por conseguir dizer alguma coisa inteiramente coerente, perceptível, inteligível, e que no final, não seja ofensiva para ninguém.

Assim [tendo em conta esta impossibilidade de facto], depois de ter analisado profundamente todos os prós e todos os contras [quando quero consigo ser minucioso] acabei por optar por* não comprar [ainda] nenhum livro da Doris Lessing; mesmo sabendo de antemão que esta opção vai acabar por me sair mais cara [monetariamente falando], porque as novas edições vão acabar por sofrer do já famoso super efeito Nobel no preço. Como desculpa para este meu momentâneo desinteresse poderia argumentar que prefiro aguardar por melhores traduções das obras de Lessing, mas a verdade é que as edições de bolso que se encontram presentemente à venda no mercado nacional não ficam tão bem nas prateleiras do meu escritório.

*“(…) acabei por optar por (…)”, “por (…) por” – eu tentar até tento, mas não consigo evitar estas repetições e outras redundâncias e equívocos.


Imagem via: The Folio Society

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