sábado, março 03, 2007

Triunfo dos Porcos

Há accionistas da PT que são mais iguais que outros

Pode ser pouco liberal mas, usando a expressão de Henrique Granadeiro, de parvos estes accionistas não têm nada. Nem o BES e a Ongoing, fiéis a um projecto próprio; nem Joe Berardo, fiel ao dinheiro que lhe pagarem; nem a Telefónica, fiel às contrapartidas da Sonaecom no Brasil; nem Carlos Slim, fiel em combater o poderio da Telefónica; nem o Governo, fiel ainda não se sabe bem a quê; nem a Caixa Geral de Depósitos, fiel ao álibi perfeito dado ao Estado para que decida contra o politicamente correcto, se for caso disso.

E nem a Sonaecom é parva. Os dois últimos lances desta partida de xadrez (o aumento da remuneração dos accionistas, primeiro pela PT, depois pela Sonaecom) foram ambos boas jogadas. E é um exercício difícil comparar os 5,7 mil milhões propostos pela PT com os 5,7 mil milhões propostos pela Sonaecom. Até porque a conversa é inquinada, omissa e desviante.

Quanto vale uma acção da PT? Depende também de quem a tem. Mas já vimos que vale mais do que a palavra de alguns dos seus accionistas.

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quarta-feira, fevereiro 21, 2007

A outra tese

No início existia o Criacionismo que advogava que Deus era o criador do mundo. Depois foi a vez do Evolucionismo, defendido por Darwin no seu tratado «A Evolução das Espécies», um título que só por si já diz tudo quanto ao seu conteúdo. Muito se escreveu, debateu e lutou pela apologia de cada uma das teses. Há, porém, uma outra teoria, muito pouco divulgada, e pela qual eu desde já me constituo como fiel adepto e defensor: o «Simismo». Desta tese pouco existe para dizer, porque está mal documentada - apenas umas frases -, não se conhecem seguidores e não tem cultos que a venerem.
Mas, se do «simismo» não se conhecem tratados, ensaios e não há nenhuma religião que o adopte, o que é afinal o «simismo»? O «simismo» é um conceito que inventei, baseado na leitura das primeiras linhas de «A Hora da Estrela», de Clarice Lispector: «Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. (...)»

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